Segundo o Dicionário da Sociedade de Língua Portuguesa, “tabu” é um substantivo masculino que significa “restrição ou proibição da prática de certos actos, por motivos mais ou menos misteriosos, em ligação com a moral, com superstições ou com concepções mágicas”.
Convenhamos que chamar a uma publicação “Tabu”, não foi a melhor ideia – até porque a revista, que faz parte do semanário Sol, é uma revista generalista, com reportagens, entrevistas, artigos de fundo, em tudo semelhante a outras revistas do género, como a íšnica (do Expresso), a Notícias Magazine (do Diário de Notícias) ou a Pública (do Público).
Mas adiante.
Todas as edições da Tabu trazem sempre duas reportagens: uma sobre famílias numerosas, outra sobre reclusos. E a Tabu já vai no número 61. No que respeita a reclusos, 61 reportagens até é pouco, já que a nossa população prisional continua a crescer. Agora, no que concerne í s famílias numerosas, não deixa de ser espantoso haver, pelo menos, 61 famílias com mais de três filhos.
Mas adiante.
A Tabu de 10 de Novembro tem uma entrevista com Mário Machado.
Quem?
Pois… Mário Machado “é um hammerskin, ou seja, um neonazi í portuguesa”, como diz a capa da Tabu.
Uma entrevista de 8 páginas com Mário Machado é o mesmo que dedicar o mesmo número de páginas ao fundador da Aliança Operário-Camponesa, hoje em dia diluída no Bloco de Esquerda.
Ninguém sabe quem é e ninguém está interessado em saber.
Já no que respeita a Mário Machado, a Tabu acha que merece 8 páginas.
Da extensa entrevista de Machado, destaco, apenas esta pérola reveladora:
Diz o hammerskin: “Santana Lopes fez um bom trabalho na Figueira da Foz. Não teve tempo suficiente no Governo para poder ser avaliado pelo povo, mas creio que em 2009 formará Governo com Menezes.”
E esta?!
O Sr. Lopes tem um novo apoiante!
Parabéns, Sr. Lopes!
Parabéns Mário Machado!
Estais bem um para o outro…



