No jornal República de 22 de julho de 1973, podia ler-se:
“…Os Bombeiros de Algés fizeram 70 anos. o dr. Afonso Marchueta (governador civil de Lisboa) deslocou-se a Algés:
«Afirmo que a opção está feita ““ optamos nós, os verdadeiros portugueses, pela segurança, intangibilidade e perenidade da nossa Pátria; optamos pela política de Marcelo Caetano, a única que nos inspira confiança; optamos por Américo Tomás, esse amigo dos portugueses, que é verdadeiro símbolo da Pátria e digníssimo expoente da raça»
No mesmo jornal, no dia 31 de julho de 1973:
“…O Diário de Notícias rescindiu o contrato com o Paris-Match, conhecida revista de esquerda (sublinhado meu), em sinal de protesto contra a publicação de uma reportagem sobre Moçambique (leia-se sobre o massacre de Wyriamu, acrescento eu)”
E só mais uma do mesmo jornal, a 13 de agosto de 1973:
“…O engenheiro Santos e Castro, governador geral de Angola, falou em Sá da Bandeira, durante um almoço que lhe foi oferecido pelo presidente do município local:
Â«É assim que se vive sob a Bandeira Portuguesa: na paz, no respeito mútuo, no orgulho de uma autêntica independência, no trabalho para um futuro melhor. O resto, não é connosco, pertence í confusão do mundo ou é, aqui ou ali, sinal de perturbação estéril ou gosto exagerado pelas palavras»
Era assim Portugal. Um país pequenino, isolado do mundo. Há quem queira a ele regressar.