Já estamos habituados às calinadas de Montenegro no português.
O empresário de Espinho é o típico cidadão que diz “visionar”, em vez de ver. Foi ele que disse “aqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”, em vez de “aqueles que morreram”.
Esta frase ainda é mais estranha porque, se a analisarmos bem, ficamos com a sensação que o primeiro-ministro quis dizer que os falecidos não evitaram morrer, como quem diz, só morreram porque não tiveram cuidado.
Agora, temos a questão do “climatérico”.
Montenegro insiste nas alterações climatéricas, em vez de usar o termo correcto, que é, climáticas.
Um mestre em climatologia, pela Universidade de Coimbra, chamado Paulo Dias, escreveu uma carta para os jornais, em que diz, com muita piada, que o primeiro-ministro “funde a meteorologia com a ginecologia ou a agronomia”.
É que o termo “climatérico” deriva de climatério que é a “transição para a menopausa ou ainda o amadurecimento final de frutos, como a banana.”
Esta da banana é novidade para mim, mas quanto ao climatério, conheço-o bem, profissionalmente.
Portanto, o empresário de Espinho deve pensar que é mais fino dizer climatérico do que climático.
Climático é para o povo – climatérico, é para os grandes crânios do Governo!
Oxalá Montenegro tenha os afrontamentos próprios do climatério…





