Finalmente, um cd da Banda do Casaco! Pelos vistos, os registos originais foram apagados e o cd foi feito a partir do vinil. Será possível que isso tenha acontecido?
Segundo Nuno Rodrigues: “aos desconhecidos e desatentos proprietários desta «Coisa da Cultura» – «Hoje Há Conquilhas, Amanhã Não Sabemos» – editada em 1977 por uma daquelas empresas, e destruída ou mantida em parte incerta durante décadas, informamos que a obra está aqui e agora, recuperada do vinil para cd, com «royalties» reservados e re-edição de Nuno Rodrigues para a CNM – Companhia Nacional de Música”
A Banda do Casaco surgiu na senda da Filarmónica Fraude e muito antes, por exemplo, do Trovante. Constituiu um fenómeno curioso na música de expressão portuguesa, vestindo temas tradicionais com uma roupagem pop-rock; as letras das canções, por seu lado, misturavam um arremedo de mensagem política com alguma iconoclastia (“Beatriz, é por triz que não se diz que és meretriz e merecias, Beatriz” – é um verso que ainda recordo, de uma canção da Banda do Casaco, de outro disco).
O projecto era liderado por Nuno Rodrigues e António Avelar Pinho. Neste disco, a principal voz feminina é de Gabriela Schaff, mas a Banda chegou a utilizar Cândida Branca Flor como vocalista.
Espero que o cd seja um êxito de vendas e que Nuno Rodrigues se disponha a editar os restantes discos da Banda e, já agora, da Filarmónica.

Foi graças ao “Nip/Tuck” que me decidi a comprar este cd, de que já tinha ouvido falar até í náusea.
Quem se lembra dos Small Faces, uma banda de segunda linha da cena pop britânica da segunda metade dos anos sessenta?
Tenho tido uma posição ambivalente em relação a esta banda britânica, liderada por Neil Hannon: por um lado, acho graça ao seu estilo grandiloquente e ao estilo de composição, a tentar imitar Scott Walker, por vezes (poucas) Brel; por outro lado, acho o resultado um pouco pretensioso e pouco excitante.
Oito anos depois do seu último disco, Chico Buarque resolveu dar um arzinho da sua graça, lançando este “Carioca”.
Segundo álbum de Costello, editado em 1978; o primeiro com os Attractions (Steve Nieve, nas teclas, Bruce Thomas, no baixo e Pete Thomas, na percussão). Está remasterizado e tem um segundo cd com algumas faixas extras curiosas.
A única curiosidade deste Chicago 18 (editado em 1986) reside no facto da banda ter pegado numa poderosa canção rock, “25 or 6 to 4” e fazer dela uma merda absoluta. É que um tipo não se admirava se fosse qualquer outro grupo piroso a fazer uma versão pateta da canção… agora, ser a banda a estragar o que ela própria fez, 15 anos antes, não tem desculpa.