“A Lebre de Vatanen”, de Arto Paasilinna

—Paasilinna é um escritor finlandês, nascido em 1942 e que, ao que parece, estará internado num lar para terceira idade, devido a comportamentos anti-sociais recentes, como condução automóvel perigosa (sob o efeito de álcool?).

“A Lebre de Vatanen”, publicado pela Relógio de ígua em 2009, data de 1975 e é o seu romance mais conhecido, embora a classificação “romance” talvez não seja a mais correcta.

O livro conta-nos a história de Vatanen, um jornalista de Helsínquia (Paasilinna foi jornalista) que, num certo dia, a meio de uma reportagem, encontra uma lebre-bebé, resolve adoptá-la e deixa tudo, o colega que o acompanha na reportagem, a mulher, o emprego e a cidade, passando a viver com a lebre diversas aventuras, através das florestas da Finlândia, atravessando a Lapónia e, caçando um urso, até í  União Soviética.

Num tom humorístico e iconoclasta, que faz lembrar Boris Vian, o escritor vai-nos contando essas aventuras, com uma seriedade jocosa que nos leva a dizer: este tipo está a gozar connosco.

Estará?

Humor bancário

“O Banco Privado Português não recebeu nenhuma herança mas mesmo assim é um dos Bancos mais capitalizados do mundo no seu segmento, com capitais próprios de cerca de 200 milhões de euros”.

Este naco de prosa faz parte do anúncio de duas páginas que, todas as semanas, abre a revista íšnica, do Expresso. Tenho akguma curiosidade em saber se, no próximo sábado, o anúncio ainda se vai publicar.

Trata-se, claro, do mais fino humor bancário.

Se o BPP tem capitais próprios de 200 milhões de euros, para que raio quer ele uma parte dos meus impostos?