< Voltar à homepage do Coiso
O Coiso
O melhor do meu Pão Comanteiga

JOAQUIM ENTRECAMPOS

Programa emitido a 13 de Março 1983

Abertura
Alguém sabe quem é Joaquim Entrecampos?
Alguém faz uma ideia de quem é esse homem corajoso, perspicaz e eficiente, chamado Joaquim Entrecampos?
Se pedíssemos aos ouvintes que conhecem Joaquim Entrecampos que pusessem o braço no ar, teríamos a maior manifestação de braços caídos dos últimos tempos.
Ninguém conhece Joaquim Entrecampos, porque ele trabalha na sombra, cosido com as paredes, escondido na gola do sobretudo, mesmo no Verão. Mas têm que o conhecer!
Chegou a altura do Pão Comanteiga assumir novas responsabilidades: dar a conhecer aos seus milhões de ouvintes as histórias de pequenos grandes homens, de grandes pequenas mulheres, de grandes pequenos homens, de pequenas grandes mulheres, e de homens e mulheres assim-assim.
Hoje, dia memorável para a História dos Grandes Desconhecidos do Grande Público, Pão Comanteiga vai dar-vos a conhecer o detective Joaquim Entrecampos, ao longo destas 3 horas, dos dois lados da Comercial – a estação que se ouve em casa ou no hospital.
Hoje, mais do que nunca, ontem mais do que sempre, amanhã mais do que às vezes, o Pão Comanteiga – um programa humilde e cerimonioso – é para ouvir do princípio ao fim.
Os noticiários intercalares são facultativos...

Pequenas frases – pequenos feitos
* Joaquim Entrecampos era um detective que trabalhava sempre na sombra. O sol fazia-lhe mal à cabeça.

* Joaquim Entrecampos tinha uma boa direita. Felizmente para ele, tinha também uma boa esquerda. Este facto permitia-lhe bater palmas normalmente.

* Todas as manhãs Joaquim Entrecampos preparava-se para mais um dia de trabalho: lavava-se, barbeava-se e punha desodorizante na sovaqueira – detestava que a sua bazooka cheirasse a suor...

* O maior falhanço na carreira de Joaquim Entrecampos foi daquela vez em que perdeu a pista do aeroporto da Portela e os aviões tiveram que ser desviados para Pedras Rubras.

* Nos seus momentos de meditação, sozinho no quarto da Pensão Alegria, Joaquim Entrecampos cismava: “tantos assaltos à mão armada! Que terá essa mão de especial para ser tão assaltada?”

* Em vez de partir vidros à cotovelada ou arrombar portas ao pontapé, Joaquim Entrecampos é um detective cerebral e prefere usar a cabeça. Por isso a tem sempre cheia de hematomas...

Estórias
Primeira
Joaquim Entrecampos entrou no táxi com desconfiança. A cara daquele chófer não lhe era estranha.
Durante todo o trajecto foi a matutar naquilo, observando atentamente os traços fisionómicos do motorista. Este, graças ao espelho retrovisor, percebeu que o cliente não deixava de o olhar e começou a ficar nervoso.
De súbito, Joaquim Entrecampos lembrou-se: o chófer daquele táxi não era outro senão Anselmo Rodrigues Pinto de Oliveira Xavier, mais conhecido pelo Pilha-galinhas – um perigoso facínora, autor de vários assaltos e muitos a-pulos.
Rápido, o detective sacou da bazoooka e gritou: “Mãos ao ar, Pilha-galinhas!”
O bandido mascarado de chófer obedeceu.
Estamparam-se...

Segunda
Todos conheciam a fama de mulherengo de Joaquim Entrecampos.
Embora fosse um detective dedicado e aceitasse qualquer tipo de casos, preferia, sem dúvida, os que metessem mulheres.
E o Caso do Colar Desaparecido envolvia muitas mulheres.
Agora mesmo, naquele bar elegante, Joaquim Entrecampos sentava-se à mesa com duas bonitas mulheres que, segundo ele cria (e queria), possuíam informações valiosas sobre o paradeiro do colar.
Mas eram duas mulheres frias, calculistas, não cedendo aos encantos inatos do detective. Tentou todos os truques conhecidos, todas as manhas que inventara, mas sem resultados.
Aquelas mulheres eram gelo – autêntico gelo...
Para disfarçar, mandou vir mais três whiskies.
“Com ou sem gelo?” – perguntou o empregado.
“Simples... gelo tenho eu aqui...” – respondeu Joaquim Entrecampos... e meteu as mulheres nos copos.
Confessaram tudo...

Terceira
Quando regressava ao seu quarto solitário da Pensão Alegria, Joaquim Entrecampos pressentiu que alguém andava lá dentro, remexendo-lhe as gavetas.
Abriu a porta de rompante e deparou com o espectáculo do quarto completamente revolvido, gavetas despejadas, cama desfeita, carpete amarfanhada a um canto.
Mas o intruso deixara indícios bem visíveis: pegadas de lama que se dirigiam para a janela aberta.
Sem perder tempo, o detective sacou da bazooka e precipitou-se janela abaixo, estatelando-se mesmo ao lado do homem que lhe revistara o quarto.
Transportados na mesma ambulância ao banco do hospital de S. José, estão internados no Serviço de Ortopedia, em camas contíguas.
Combinaram já que, quando tiverem alta, a perseguição continuará a partir do local onde ambos se estatelaram...

O Caso da Amante do Gerente do Bar
Joaquim Entrecampos entrou no bar “Se Conduz Não Entre” e dirigiu-se ao balcão. Não lhe disse nada. Detestava conversar com móveis.
Semicerrou o único olho e percorreu a sala com o olhar.
Como a sala era grande, ficou com a vista cansada, pelo que se sentou numa mesa.
O empregado chegou e disse, com bons modos:
A – O senhor desculpe, mas não pode sentar-se nas mesas....
B – Ora essa ! Por quê?!
A – É que nós, aqui neste bar, temos o costume – que talvez ache bizarro – de colocar as bebidas sobre as mesas....
B – Bizarro, de facto... se colocam as bebidas sobre as mesas, deve ficar tudo encharcado.
A – Pelos vistos, não me fiz entender... queria eu dizer que utilizamos as mesas para colocar os copos com as bebidas...
B – Não me diga que este bar é tão pobretanas que não tem para aí um móvel qualquer ou uma prateleira onde guardar os copos e têm que os pôr em cima das mesas...
A – Claro que temos móveis e prateleiras... mas os clientes, quando pedem uma bebida, gostam de bebericar...
B – E que tenho eu a ver com isso?
A – É que, depois de bebericarem um golito, os clientes costumam pousar os copos sobre as mesas... Ora, como o senhor está sentado na mesa, os clientes ver-se-ão obrigados a colocar os copos em cima de si...
B – Não estou a ver o problema... em primeiro lugar, não está nenhum cliente nesta mesa, a não ser eu próprio; em segundo lugar, mesmo que estivesse algum cliente aqui, poderia beber o líquido de um só trago...
A – Bom... uma vez que não conseguimos chegar a nenhuma plataforma de entendimento, não vejo alternativa senão pedir-lhe que não se sente sobre a mesa, porque não é permitido e acabou-se!
B – Acabou-se uma ova! Quero falar com o gerente!
A – Não pode, está bêbado...
B – Então quero falar com a sua mulher.
A – Não sou casado.
B – Irra! Com a mulher do gerente!
A – O senhor não será, por acaso, um chui?
B – Já fui, meu amigo... mas perdi uma vista e reformei-me...
A – Como foi isso?
B – Nem eu sei!... Ia no metro, atrás de um carteirista e, de repente, dei por falta de um vista...
A – procurou nos bolsos?
B – Procurei em tudo o que era sítio! Fui aos Perdidos e Achados, meti anúncios nos jornais, mas nada!... Por isso, reformaram-me!
A – A sua história comove-me, sabe... por isso, vou levá-lo à mulher do gerente.

O empregado do bar e Joaquim Entrecampos atravessaram a nado a sala e dirigiram-se para as escadas do fundo. Eram de caracol e subiram-nas devagar.
As escadas conduziam a um corredor de fundo (10 mil metros), com portas de um lado e do outro. No tecto não havia portas – só um tecto e um candeeiro de pé, mas de cabeça para baixo. Joaquim Entrecampos registou mentalmente todos estes pormenores.
Entraram na 5ª porta à direita. Era um quarto com mobiliário indispensável. A desarrumação era total. Sobre a cama jazia, de borco, um homem, completamente bêbado. “Deve ser o gerente” – pensou o detective. Sentada numa cadeira de baloiço, uma bela mulher, semi-vestida, lia uma fotonovela.

A – Bom dia, menina Suzete (fiz de empregado do bar).
B – Bom dia... quem é esse cavalheiro zarolho? (fiz de Suzete)
A – Trata-se de um investigador particular que lhe gostaria de fazer algumas perguntas.
B – Exactamente, minha senhora (agora sou o detective)... Chamo-me Joaquim Entrecampos e ando a investigar um crime... se não se importasse, gostaria de falar consigo a sós...
A – Vejo, pelo brilho dos seus olhos, que você é muito atiradiço, mas tendo em conta o seu porte físico e a musculatura que se adivinha por debaixo desse fato de péssimo corte, aceito (estou a fazer de Suzete, claro!)
B – Ora bem, o caso é simples... e desculpe-me se for cruel...
A – Seja cruel, por favor! Gosto que os homens sejam cruéis comigo!
B – Pois o que aconteceu foi que um mendigo foi assassinado aqui mesmo á porta do bar... fui encarregado, pela família, de descobrir o culpado...
A – Que fascinante!... A sua vida deve ser um perigo constante! (continuo a fazer de Suzete e deixei cair, de propósito, uma alça da combinação)
B – O perigo é a minha profissão! Mas agradecia que tapasse as coxas para eu poder prosseguir o interrogatório.
A – E quando terminar o interrogatório?... posso mostrar-lhe as coxas?
B – E o gerente?
A – Está bêbado... venham de lá essas perguntas...
B – Ora bem... qual é a capital da Mauritânia?
A – Assim, de repente, não sei...
B – Bom, bom..... deixe-se de negativas, Suzete... é muito melhor para si, se colaborar... em que oceano ficam as Maldivas?
A – Francamente! Eu sou uma mulher pouco instruída, passo o dia fechada neste quarto, mero instrumento de prazer desse gerente bêbado, aturando o seu feitio atrabiliário, raramente vejo a luz do sol...
B – Deixa-te de lamúrias e diz-me qual é o principal rio da Jordânia!
A – Que desespero! Não sei o que dizer!
B – Vejo que não queres colaborar com a Justiça! Talvez te lixes!

Suzete ainda se tentou agarrar às calças de tweed de Joaquim Entrecampos, mas este deu-lhe com a bazooka na nuca e saiu daquele quarto mal cheiroso, com a cabeça erguida.
O nosso herói percebeu imediatamente que, por ali, não descobriria nada. Passou pela sala do bar “Se Conduz Não Entre”, engoliu seis drinks em pé e saiu pela janela.
Todos os clientes aplaudiram de pé e Joaquim Entrecampos não teve oportunidade de agradecer. Adormeceu imediatamente, encostado a um sinal de trânsito proibido.
Acordou com prisão de ventre.

Quando se perseguem criminosos é preciso, por vezes, fazer grandes sacrifícios como, por exemplo, andar de metro.
Joaquim Entrecampos perseguia um suspeito, aquele que provavelmente assassinara o mendigo á porta do bar e foi obrigado a entrar no metro, na estação dos Restauradores.
Com o seu olhar treinado, examinou cada um dos utentes daquela carruagem, tentando descortinar o suspeito, mas sem resultado.
De súbito, o metro estacou numa estação e uma voz se fez ouvir: “Rotunda. Há correspondência para Entrecampos.”
Entrou o carteiro e entegou um envelope ao detective.
Joaquim Entrecampos abriu o sobrescrito. Lá dentro, uma folha de papel com as seguintes palavras, numa caligrafia péssima:
“Tenho em meu poder uma informação importantíssima para a sua investigação mas, infelizmente, não sei escrever. Venha ter comigo ao restaurante “O Manjar do Magiar”. Estarei de amarelo, com um cigarro de 37 centímetros entre os dedos da mão direita”.
Joaquim Entrecampos sentiu um baque no coração e um pisão no pé. É horrível andar de metro...

Algum tempo depois, Joaquim Entrecampos chegou a Sete Rios e começou a procurá-los.
Ao cabo de meia hora de buscas infrutíferas, o detective decidiu tomar um táxi e ficou empanturrado.
“Para o restaurante “O Manjar do Magiar” por favor”
O motorista encolheu os ombros. Sabia lá onde ficava o restaurante!
Joaquim Entrecampos saiu e tomou outro táxi. Sentiu-se ainda mais empanturrado.
“Leve-me ao restaurante “O Manjar do Magiar”, por favor”
O chófer arrancou um dente e não respondeu, mas avançou em direcção a um dos bairros mais típicos de Alfama.

O táxi avançava por entre o trãnsito citadino com alguma facilidade, porque o chófer tinha prática e o veículo quatro rodas, com a particularidade de serem duas à frente e duas atrás, o que evitava o incómodo da traseira arrastar pelo asfalto.
Depois de virar à direita, o carro parou em frente ao restaurante. O taxímetro marcava 155 escudos. O chófer sorriu e Joaquim Entrecampos pagou na mesma moeda e saiu.
Puxou a gola do sobretudo e a bainha subiu um pouco acima dos joelhos. Logo ao lado de “O Manjar do Magiar” ficava a papelaria “Sebenta Limpa”. Joaquim Entrecampos entrou e comprou uma régua. Depois dirigiu-se para o restaurante...

O interior do restaurante distinguia-se bem do exterior porque não passavam carros e havia mesas.
O detective procurou, com o seu olho perspicaz, o seu contacto: alguém vestido de amarelo, segurando um cigarro com 37 centímetros.
Não parecia ser difícil: só havia 32 pessoas vestidas de amarelo. Com a rapidez própria dos detectives, Joaquim Entrecampos viu que, dessas 32 pessoas, apenas oito fumavam cigarros e que, desses oito fumadores de amarelo, só dois fumavam king size.
Portanto, foi só sacar da régua comprada na papelaria “Sebenta Limpa” e medir dois cigarros.
O contacto era uma mulher aparentando 30 anos, embora se percebesse que estava pertod os 60 porque o fulano sentado a seu lado era um velhote mirrado e coberto de rugas.
Joaquim Entrecampos aproximou-se e disse com ar condicionado:

A – Sou o detective.
B – Sou o contacto, disse ela, com ar líquido.
A – Posso sentar-me? perguntou ele com ar distante.
B – Com certeza – condescendeu ela com arc-en-ciel.
A – Venho por causa da carta, explicou ele com ar de parvo.
B – Era um ás? perguntou ela com hard core.
A – Era e continuo a ser um ás! exclamou ele com ar afectado.
B – Mas que susceptível! replicou ela com hard rock.
A – Eu cá sou assim: pão pão, queijo queijo! comentou ele com ar-dente
B – E para beber? perguntou ela com ar-dilosa.
A – Não desviemos a conversa... qual é a montanha mais alta do Quénia?... perguntou ele com ar-dor.
B – Não foi para responder a perguntas dessas que eu o chamei aqui – replicou ela com ar abafado.
A – Desculpe, mas são perguntas de rotina... onde fica o Estreito de Magalhães? perguntou ele com ar-minho.
B – Que Magalhães? o da canção “Ti Magalhães comprou uma quinta?” – disse ela com ar comprimido.
A – O Fernão! – explicou ele com Ar-tagnan.
B – O Fer não conheço... mas sei quem matou o mendigo..... respondeu ela com ar de gozo.
A – Parece que começamos a entender-nos... comentou ele com ar-co do triunfo.
B – É verdade... fui testemunha ocular... revelou ela com ar matreiro.
A – Mas você não usa óculos! – observou ele com ar apreensivo.
B – uso lentes de contacto, ora essa! Por isso mesmo sou o seu contacto! E posso dizer-lhe, agora mesmo, o nome do assassino! – disse ela com ar superior.
A – E que pretende em troca? – perguntou ele com ar de entendido.
B – Nada de especial... o Compêndio de Geografia do 12º ano do ensino unificado.
A – It’s a deal! – he said with air of bloody bastard.
B – O nome dele é...

Nesse preciso momento, um empregado desajeitado entornou uma terrina de sopa de rabo de boi sobre ela. Trasnportada ao hospital com queimaduras de segundo grau centígrado e terceiro esquerdo, morreu murmurando palavras em sânscrito, que aprendera na Escola de Música.
Joaquim Entrecampos voltou para o seu quarto na Pensão Alegria, com uma impressão na garganta.
Tinha que passar a fazer o nó da gravata menos apertado.

Joaquim Entrecampos recolheu ao seu quarto solitário. Sentado na borda da cama, tentava juntar os pedaços do puzzle deste caso complicadíssimo.
Ora bem... que tinha ele? Um empregado de bar que não gostava que os clientes se sentassem nas mesas porque achava que elas serviam para por os copos com as bebidas, um balcão que não falava, um chófer de táxi que não sabia onde ficava o restaurante “O Manjar do Magiar”, um contacto que sabia o nome do assassino, mas que morrera quando lhe caíra em cima uma terrina com sopa de rabo de boi, uma mulher provocante que não sabia puto de geografia e um gerente bêbado.
Um gerente bêbado?! Joaquim Entrecampos pensou com os seus botões durante alguns minutos... sabia bem usar os botões, em vez do cérebro, de vez em quando...
De súbito, deu um pulo sobre a cama e sorriu-se tanto que parecia estar-se a rir. O gerente! Claro, o bêbado do gerente!
Joaquim Entrecampos desceu as escadas da Pensão Alegria a correr, estampando-se na porta giratória, apanhou o laranja para a estrela, desceu no Rato, tomou o eléctrico para os Prazeres, gozou à brava, passou pela Lapa, subiu o elevador do Lavra e apanhou um choque na catenária, apanhou um táxi em andamento, desceu no Lumiar, passou pelo Marquês, galgou o Eduardo VII e em 15 dias estava à porta do bar “Se Conduz Não Entre”. Tinha a certeza que despistara qualquer possível perseguidor.
Satisfeito com o seu profissionalismo, bateu à porta, esmurrou a janela, deu uma sova no paquete, entrou por ali dentro e sentou-se ostensivamente numa mesa, arregaçando as calças, para que todos vissem que estava de pantufas.
O empregado avançou em direcção a Joaquim Entrecampos mas foi recebido por um punho de aço que o detective comprara no dia anterior e caiu desamparado. Outro empregado diferente tentou fazer frente ao nosso herói, mas este virou-lhe as costas e todo viram que eram largas.
Foi nessa altura que, alarmado com o barulho, o gerente apareceu, vindo de um sítio qualquer, à escolha de vocemecês. Joaquim Entrecampos encheu o peito de ar e agarrou o gerente pelas bandas do casaco e arrastou-o para a esquadra.
O gerente chegou irreconhecível.
A esquadra era longe...

 

 

 

 

Actualizado em: 18 Abril 2004
O MELHOR DO PÃO COMANTEIGA
Textos seleccionados do Pão
CROMOS DO COISO
Cromos antigos para a troca e sites recomendados

O MELHOR DO PAU DE CANELA
Textos selecionados deste jornaleco de 1985

HISTÓRIAS POUCO CLÍNICAS
...mas muito cínicas
O MELHOR DO UMA VEZ POR SEMANA
Textos seleccionados deste programa sexual de 1986

COISAS DO COISO
textos e bonecos seleccionados que sairam no Coiso em papel

CAUSAS DO COISO
Como tudo começou

DICIONÁRIO PORRINHA
COMENTÁRIOS AO COISO
E-MAIL
Vá... enviem-me um e-mail!
Este é o Coiso do Artur Couto e Santos.
Se tiver algum comentário a fazer ao meu Coiso, carregue aqui:

arturcs@netcabo.pt