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O Coiso
O melhor do meu Pão Comanteiga

PACIÊNCIA

Programa emitido a 20 Dezembro 1981

Abertura-1
Tenham paciência mas são só mais dois programinhas e depois a gente deixa-vos em paz. Até ver, claro!... Nunca se sabe!... É verdade: estamos a viver o penúltimo Pão Comanteiga, o que quer dizer que, no próximo domingo será o último, pela simples razão de que há oito dias foi 13 de Dezembro. Juntámo-nos os oito à esquina, a tocar a concertina e sem sabermos muito bem o que havíamos de dizer ao longo destas 3 horas. Depois de uma acalorada discussão, durante a qual o Zé Duarte perdeu 5 quilos que nunca mais encontrou, e o Zé Fanha cantou “Eu vi um sapo” em esperanto, chegámos à conclusão que estávamos sem imaginação para nada! Paciência!... Sequinhos de todo, a Eduarda ainda tentou dizer “blurp!” com um olho fechado, o Quim Furtado sugeriu que fizéssemos trocadilhos, o Zambujal quis ler umas passagens de um livreco que escreveu nas horas vagas, o Artur prontificou-se a proferir uma conferência subordinada ao tema “A arteriosclerose cerebral”, o Carlos prometeu que diria 55 vezes “o tiro foi bem na testa”, o Brito e Cunha sugeriu que fosse a amiga a fazer o programa – enfim, todos quiseram dar uma sugestão, mas não saiu nada! Paciência!... não se pode ter tudo!...
Portanto e porpouco, as 3 horas que se seguem não são da nossa responsabilidade, mas entre mortos e feridos alguém se há-de escapar.
Pronta a dar a mão à palmatória e o pé ao chinelo de quarto, a equipa do costume, que se subscreve com muita consideração e esferográfica: Artur, Bernardo, Eduarda, Joaquim, José, José, Mário e Carlos. Uma equipa de nomes próprios, impróprios para consumo e sem sumo nenhum!

Abertura-2
Se a vossa paciência se esgotou, a nossa paciência tem limites. Acreditem que não estão mais fartos disto que nós. Todos os domingos a dizer baboseiras, das 10 às 13, ou das 13 às 10, para quem ouve baboseiras em sentido contrário, ainda por cima dos dois lados, ainda por baixo a uma hora que apetece estar na cama a retemperar os bifes. Mas tudo na vida exige sacrifícios, incluindo a morte.
Aguentem-se pois, porque só faltam dois domingos. Tenham paciência!
Para variar, o programa de hoje foi completamente idealizado por 8 cidadãos bem identificados, com apelidos e tudo: Couto e Santos, Brito e Cunha, Ferreira, Furtado, Fanha, Duarte, Zambujal e Cruz.

Abertura-3
Tenham santa paciência, mas hoje vão ter que nos aturar durante 3 horas. Pela primeira vez na rádio portuguesa, um programa perfeitamente identificado, com o título sugestivo de “Arco-íris cor de rosa”, afirma peremptório e de viva voz que tudo o que aqui se disser é pura coincidência. Aproveitando o facto de nos concederem 3 horas de tempo de antena, vamos defender os direitos e os esquerdos de todos os membros do PcM.
Programa elaborado pela Branca de Neve (Eduarda Ferreira) e os sete anões que, pela primeira vez, saem do anonimato: Arturinho, Bernardocas, Quinzinho, Zezinho, Zeca, Marinho e Carlitos. Programa especialmente dedicado aos impacientes de todas as idades, independentemente do credo religioso ou da crença política, mesmo essa que você está a pensar. Com alguma sorte, talvez comecemos o programa daqui a pouco. Tenham paciência...

Abertura-4
Queriam mais um programa hoje, não era? Paciência!
Hoje não pode ser nada! Hoje não há Pão Comanteiga para ninguém! Sobraram uns pastéis de bacalhau e um pacote de batatas fritas, mas pão com manteiga esgotou-se! Estamos fartinhos até à raiz dos cabelos, saturados, exaustos, exauridos, cansados, estafados, esfalfados, completamente nas lonas, totalmente nas tintas, inexoravelmente marimbando, tanto se nos dá como se nos deu, sim carolina ó-i ó-ai, o que lá vai lá vai andando como pode, cada qual seu nome tem e ninguém tem nada com isso, e é por essas e por outras que o caldo se entorna e o jantar fica requentado, mas nem tudo se perde e alguém há-de pedir contas a quem de direito porque quem vai à guerra deve ir armado, e o que vale de santarém é que nem tudo electricidade é odalisca, como dizem os aborígenes, embora para grandes males haja sempre grandes xaropes, xaropadas, comprimidos, semprimidos, supositórios, suspensórios, helicópteros, sinapismos, sinagogas, demagogos, hematócritos, hieróglifos, sardinhas e pimentos, sarmentos, rodrigues, pevides e tremoços, almoços, caroços, colossos, gigantes, mastodontes, mastudantes, mais estantes e armários, calendários, horários, salários, canários, arbitrários, astrolábios, astrolínguas, linguados, lingotes, escadotes, holofotes, elefantes e rebuçados peitorais.
Queriam programa hoje?! Paciência!...

Frases
* É preciso ter muita paciência paciências naturais

* Paciente é o doente que espera pelo médico. Impaciente é o que se vai embora sem ser consultado.

* Pior que perder a paciência é perder também o baralho.

* Com um baralho faz-se uma paciência..
Com dois baralhos fazem-se duas paciências.
Com três baralhos... com três baralhos fazem-se três paciências.
Com quatro baralhos... bom, com quatro baralhos fazem-se quatro paciências.
Com cinco baralhos... com cinco baralhos... bem, cinco baralhos fazem perder a paciência a qualquer um.

* A paciência tem limites: 60km nas localidades, 90 km fora das localidades, 120km nas auto-estradas.

 

 

 

 

 

Actualizado em: 17 Agosto 2003
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