Coast to coast/ LA to Chicago…
Or, the other way around…
I’ll be back at the end of May…
aqui desde 1999
Coast to coast/ LA to Chicago…
Or, the other way around…
I’ll be back at the end of May…
ígua mineral, da fonte hidrotermal – espécie de cantilena infantil, que pode ser usada em qualquer momento
A autoridade foge da chuva – expressão que pode ser usada, sempre que se avista um agente da autoridade
Azerbeijante – adjectivo superlativo (Ex: “que calor azerbeijante!”)
Chambote kaná! – saudação em estrangeiro; é percebida pelos falantes de todas as línguas
Cunanas – refere-se a homem indeciso, mole, sem iniciativa; o mesmo que “coninha de sabão”
Falta-lhe uma redezinha – expressão que deve ser usada sempre que, em qualquer circunstância, falte algo ao conjunto
Nesta casa, só de ferro! – exclamação que deve ser utilizada, sempre que se parte ou estraga alguma coisa, lá em casa.
O pequeno cubo azul – diz-se de algo que não pertence ao contexto
O homem dos cenários – diz-se de alguém que está fora do contexto
Perliquiteques – o mesmo que “sericócu tapete” e “triquelariques”
Sericócu tapete – mulher cheia de salamaleques
Trique-lariques – o mesmo que “sericócu tapete”, com a vantagem de poder ser usada para homens, também
Um pequeno lápis – frase que deve ser usada em vez de “um pequeno lapso”
Foi em Chicago, há 120 anos, que milhares de trabalhadores saíram í s ruas, protestando contra as condições de trabalho e exigindo um horário de trabalho de 8 horas, em vez das 13 horas diárias a que eram obrigados.
Nesse dia, começou uma greve geral, que haveria de ter consequências trágicas. Três dias depois, uma concentração de manifestantes foi reprimida pela polícia, na Praça Haymarket. No meio da polícia, uma bomba rebenta e morrem alguns agentes. A polícia abriu fogo sobre os manifestantes, matando e ferindo dezenas deles. Vários militantes anarquistas foram presos e quatro deles foram executados, a 11 de Novembro de 1887.
Três anos depois, um Congresso Socialista, em Paris, criou o Dia Mundial do Trabalhador, em homenagem aos operários de Chicago.
No entanto, só em 1919 o senado francês declara o dia 1 de Maio como feriado nacional, depois de ratificar o horário de trabalho de 8 horas. No ano seguinte, a União Soviética adopta também o 1º de Maio, como Dia do Trabalhador e feriado nacional, no que é seguida por muitos países. Em Portugal, o primeiro 1º de Maio só foi celebrado em 1974, como toda a gente devia saber.
Ironicamente, nos EUA, o 1º de Maio não é feriado. O Labour Day é celebrado no dia 1 de Setembro…
O primeiro disco da banda Chicago Transity Authority contem uma faixa intitulada Prologue, August 29, 1968, a qual foi gravada durante uma manifestação que ocorreu na Convenção do Partido Democrático. Manifestantes negros gritavam: “God give us the blood to keep going”; nessa altura, a polícia tenta dispersar os manifestantes, que cantam, então: “The whole world’s watching”.
Também em 1886, todo o mundo estava a olhar para os operários de Chicago, sem o saber.
Portanto, para comemorar o 1º de Maio, hoje decidi comprar um disco dos Chicago.
Fiz mal…
Chicago 18
Chicago Transity Authority iniciaram-se em 1969, com um duplo álbum que fez furor, por várias razões: não era habitual, naqueles tempos, uma banda iniciar-se logo com um duplo-álbum, assim como não era habitual, as bandas terem seis ou sete elementos, juntarem sopros í s guitarras e darem um tom “jazístico” ao rock (outro exemplo foram os Blood, Sweat & Tears).
Também neste caso, a culpa foi dos Beatles.
Segundo reza a história, Walter Parazaider (nasceu em 1945), Lee Loughnane (1946) e James Pankow (1947), todos estudantes de música, encontravam-se com músicos autodidactas, como o guitarrista Terry Kath (1946-1978) e o baterista Danny Seraphine (1948) nos bares de Chicago e tocavam de tudo, desde R&B até música irlandesa. Até que os Beatles lançaram o álbum Revolver e, no tema “Got to get you into my life”, utilizaram uma secção de metais. A partir daí, aquele grupo de músicos de Chicago, arranjou mais dois elementos (um deles, o piroso Peter Cetera) e formaram os Chicago Transity Authority, com uma forte secção de metais a apoiar as guitarras e com a particularidade de terem três vocalistas.
Ora, com a tesão própria dos vinte anos, os seus três primeiros discos foram todos duplos. E esgotaram-se. A partir daí, Cetera tomou conta da ocorrência e passou a ser o líder da banda, para além de se tornar o principal vocalista e compositor. Uma desgraça. Depois de Chicago III, todos os restantes álbuns da banda têm sido dominados por vozinhas em falsete, arranjos para elevador de hotel de luxo, melodias melosas e bocejantes. E, no entanto, dizem as estatísticas que, depois dos Beach Boys, os Chicago são a banda norte-americana com mais discos vendidos.
A única curiosidade deste Chicago 18 (editado em 1986) reside no facto da banda ter pegado numa poderosa canção rock, “25 or 6 to 4” e fazer dela uma merda absoluta. É que um tipo não se admirava se fosse qualquer outro grupo piroso a fazer uma versão pateta da canção… agora, ser a banda a estragar o que ela própria fez, 15 anos antes, não tem desculpa.
Aliás, todo o disco é inaudível. Como diria o Paulo Fernando: “este disco é intocável – mas, felizmente, não é inquebrável!”

1º erro: “Comersial”, em vez de Comercial
2º erro: “Renuvação”, em vez de Renovação
3º erro: “Cabelereiro”, em vez de Cabeleireiro
4º erro: “ás”, em vez de í s (duas vezes).
Mas, enfim… quem quiser fazer tranças, tisagens (?) e desfrisagens (?), não se deve preocupar muito com a ortografia…
Sócrates anunciou que as reformas passarão a estar indexadas í esperança de vida. Acho mal.
Vejamos os seguintes exemplos:
Sujeito A – obeso, fumador, hipertenso, diabético, com o colesterol elevado; reforma-se aos 65 anos, depois de 40 ano de descontos, e morre seis meses depois com um enfarto. Resultado: o Estado fica a ganhar – sacou 40 anos de descontos a este tipo e pagou-lhe a reforma durante seis meses.
Sujeito B – magro, nunca fumou, nunca bebeu, nunca cometeu excessos, nunca mandou uma boa queca; reforma-se aos 65 anos, após 40 anos de descontos e morre aos 108 anos, completamente totó, a fazer chi-chi na fralda, totalmente dependente da ajuda dos outros, internado num Lar da Segurança Social desde os 80 anos. Resultado: o Estado foi ludibriado – recebeu 40 anos de descontos deste tipo e teve que lhe pagar a reforma durante 43 anos, o lar e os cuidados continuados durante 26 anos.
Está na cara que a idade da reforma devia ser indexada, não í esperança de vida média, mas í esperança de vida de cada pessoa!
Por exemplo, o meu caso: fumador, hipertenso desde os 35 anos, com antecedentes familiares de morte súbita. Não acham que 30 anos de descontos chegavam?
Reformo-me para o ano que vem!
Frida Kahlo, filha de uma mexicana e de um alemão, nasceu no México, em 1907 e toda a sua obra está marcada pelos acontecimentos dramáticos da sua vida. Vítima de poliomielite infantil, aos 6 anos, ficou com a perna direita defeituosa, mais delgada e curta que a perna esquerda; aliás, o membro inferior direito acabaria por ser amputado. Aos 18 anos, foi vítima de um acidente brutal: o autocarro onde viajava foi abalroado por um eléctrico; Frida foi trespassada por um varão metálico, sofrendo danos irreversíveis na coluna vertebral. Tudo isto fez com que passasse longos períodos na cama, quer em casa, quer no hospital, sendo submetida a diversas cirurgias e tendo usado, por várias vezes, coletes de gesso, para estabilizar a coluna. A sua vida sentimental também parece ter sido muito conturbada, tendo sido casada, por duas vezes, com Rivera, o famoso muralista mexicano, cerca de 20 anos mais velho do que ela.
As obras de Frida reflectem estas e outras vicissitudes da sua vida de um modo muito particular, incluindo o facto de ter abortado por três vezes.
As suas pinturas são perturbadas e perturbadoras e, não sendo surrealistas, como ela própria disse várias vezes, um observador isento não pode deixar de pensar que a artista sofria de graves perturbações psiquiátricas (se calhar, digo isto porque sou médico…)
Claro que, agora, a Frida Kahlo está na moda, sobretudo depois do filme de Julie Taymor (2002), com Selma Hayek, que nos mostrou uma Frida heróica no seu sofrimento, uma mulher emancipada, dominadora, remetendo a figura de Diego de Rivera para um segundo plano. E, quando um artista está na moda, de repente, tudo o que produziu passa a ser obra determinante na História de Arte.
De qualquer modo, algumas das pinturas de Frida Kahlo não me deixaram indiferente, nomeadamente, “A Coluna Partida”, aqui reproduzida e, por exemplo, “Hospital Henry Ford”, que ela pintou em Detroit, após mais um dos seus abortos. Mas tocaram-me mais por representarem algo de penoso na vida da pintora, do que propriamente pela obra em si mesma.
Frida morreu em 1954, aos 47 anos.
José Alberto Pereira Coelho candidatou-se í presidência do PSD. A sua candidatura não foi aceite, por duas razões:
Primeira: não conseguiu reunir as 1500 assinaturas de militantes efectivos, com as quotas em dia;
Segunda: dois dos subscritores da sua candidatura, já faleceram.
Apesar disto, o conselho jurisdicional do PSD, concedeu a Pereira Coelho, 72 horas para regularizar a situação.
Assim, sendo, Coelho terá que fazer duas coisas:
Primeira: pagar as quotas dos subscritores com quotas em atraso
Segunda: ressuscitar os dois militantes falecidos.
Palavras do vice-presidente da Conferência Episcopal Portuguesa e bispo de Bragança, D. António Montes Moreira: “Num contexto deste matrimónio (heterossexual e monogâmico), em que algum ou os dois (membros do casal) estão infectados (com HIV), a utilização do preservativo é um claro caso do chamado mal menor.”
Portanto, se és católico e queres ter relações sexuais com preservativo, a fim de evitares uma gravidez não desejada, terás que cumprir as seguintes regras:
– seres heterossexual
– seres monogâmico
– seres seropositivo para o HIV
Só agora percebo por que razão a Igreja condena o uso da camisinha. É claro que o que a hierarquia católica pretende é que, primeiro, a malta se infecte com o HIV para, depois, já poder usar a camisa í vontade…
Vem hoje no Público: “não é só por disputarem alimentos e zelarem pela sobrevivência das crias que as hienas fêmeas são confundidas com os machos. Os seus órgãos sexuais também não ajudam a distingui-las (…). As fêmeas têm um clítoris muito saliente, que pode ser confundido com um pénis, uma vez que tem entre 15 a 17 centímetros.”
Agora, já se percebe por que razão a hiena ri…