Teoria da transpiração

Ventura quer fazer demitir o ministro da Administração Interna, Luís Neves.

Luís Neves, como se sabe, é um perigoso traficante, ou, no mínimo, faz-se transportar num carro que pertencia a um traficante que – quem sabe? – era seu cúmplice. Toda a droga roubada pela PJ a este traficante, foi parar – diz-se – à propriedade que o Neves tem em Odemira, aquela em que ele mandou construir uma piscina no lugar de um tanque, com a ajuda de um empreiteiro de Barcelos que também levou, lá para a terra dele, um atrelado carregado de cocaína que o Neves apreendeu, às escondidas.

Tudo isto está ligado ao assalto ao gabinete do Ventura. Quem terá lá entrado naquela madrugada e roubado os documentos que o glorioso líder do Cehga tinha acumulado na sua secretária e que mostrariam, sem margem para dúvidas, que o Neves é o cabecilha de uma rede de traficantes, com braços que vão até Ceuta e que estarão relacionados com todos aqueles marroquinos que queriam invadir a Europa através do protectorado espanhol, com a cumplicidade do socialista Sanchez.

Não acham estranho ainda não sabermos nada sobre o assalto ao gabinete do Ventura?

Está-se mesmo a ver que não interessa saber a verdade toda, porque as câmaras de vigilância mostram claramente dois agentes amigos do Neves a roubar os documentos comprometedores.

O Ventura, impoluto, aguarda, tranquilamente que o Presidente Seguro, na sua imensa cinzentidade decida não decidir coisa nenhuma, para que se chegue à frente e diga, vociferando, aqui estou eu, para salvar Portugal – eu que nunca prevariquei, que nunca menti, que sou católico até aos ossos púbicos, aqui estou para limpar este país da corrupção, expulsar o Neves e mostrar como é que se governa um país!

Que fodidos estamos!Já vai havendo quem se queixe da sua performance…

Demagogia, Demagogia, Demagogia!

Sim, é possível acabar com a guerra, se todos formos bonzinhos!

Sim, é possível acabar com a fome no Mundo se todos não desperdiçarmos comida!

Sim, é possível acabar com os microplásticos nos oceanos se todos deixaram de deitar lixo para o mar

Sim, é possível ser muito estúpido para acreditar nestas tretas!

A pedalada do Luís!

Montenegro não vai tirar férias.

Já avisou os jornalistas de que vai ser difícil acompanhar o Governo durante estes verão! Espero que tenham a nossa pedalada, disse.

Correr atrás do ministro da Educação, com toda aquela trapalhada dos exames, já vai ser difícil – mas mais difícil vai ser apanhar o Ministro dos Incêndios e dos Reboques.

Depois da época dos Antónios – estamos mesmo na época dos Luíses!…

Tenham medo! Tenham muito medo!

É um orgulho nacional!

É um orgulho ter um ministro da Defesa como o Nuno Melo!

Ei-lo aqui, em pose de ataque, João Nuno Lacerda Teixeira Melo, nascido em Joane, em 1966, formado em Direito pela Universidade Portucalense Infante D. Henrique – mais alguém pega numa arma como o Nuno Melo?!

Já viram aquela postura?

E o olhar? Já repararam naquele olhar sereno, mas firme, pronto para atacar quando for preciso?

Deve ter aprendido na recruta.

Não fez tropa? Não pode ser, não acredito!

Basta ver a postura, o penteado…

Por alguma razão a administração Trump diz que Portugal é um aliado inequívoco. Os restantes países da Nato podem duvidar, mas nunca Portugal, com um ministro da Defesa como o Melo!

Estaremos prontos para tudo, sr. Marco Rubio!

O que vai ser a seguir? Cuba?

Ok, cá estaremos para apoiar, nos Estrangeiros, Rangel, na Defesa, Nuno Melo!

Segurem-me senão sou Presidente!

O Ventura foi derrotado em toda a linha.

Diz que teve mais percentagem que a AD, mas teve menos votos.

Apesar de estar todos os dias em todos os canais televisivos, todas as rádios e todos os jornais, foi derrotado, massivamente, por um tipo que não aparecia há onze anos!

Diz que em breve vai governar este país, quando teve apenas 1,7 milhões de votos, contra os 3,5 milhões de votos que o rejeitaram.

Apesar de dizer que o Seguro era um candidato das elites e que ele, Ventura, era o candidato do povo, as elites, afinal, valem o dobro do que vale o povo.

Somos um país elitista, segundo o político de Mem Martins.

Dizia Ventura que Seguro não tinha opinião sobre nada – mesmo assim, mais de 68% dos eleitores preferiram-no, portanto, a esmagadora maioria dos portugueses não tem opinião sobre coisa nenhuma.

E Ventura acabou por ter a pior votação de um derrotado numa segunda volta.

De nada lhe serviu ir à missa – 20 minutos atrasado, aliás.

Será que o André só vai à missa nos dias em que há eleições?

E porquê naquela igreja da Baixa de Lisboa?

Será porque há estacionamento mais fácil?

Não há uma igreja no Parque das Nações, caramba?

Que fracasso que é o Ventura!…

Grandes frases de grandes políticos (um deles muito pequeno, aliás)

“Tratai dos feridos e enterrai os mortos”

– Marquês de Pombal, depois do terramoto de 1755

“O nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perderem a vida”

– Luis Montenegro, depois da tempestade Kristin

Monte, sim – Negro, não – Montenegro, talvez

Monte não escolhe Seguro – Negro não quer Ventura.

Monte será anti-socialismo. Negro detesta populismo.

Montenegro está à rasca!

Se aconselha voto em Ventura, que votou contra o Orçamento, estará sempre à espera de ser esfaqueado pelas costas.

Se nos diz que vai votar em Seguro, teme que lhe lixem as leis laborais e a ministra da Saúde, aquela beleza de cabelo louraço e saia-casaco vermelho.

É verdade que o Monte apoiou Marques e o Negro foi pelo Mendes.

É verdade que a derrota foi total, aviltante, humilhante.

Uma grande derrota para um pequeno candidato – piada gasta, mas verdadeira!

Derrotado o seu candidato, Montenegro pensa que não precisa de tomar partido.

Para ele, tão democrata é o socialista envergonhado das Caldas da Rainha, com o fascista encapotado do Algueirão.

Com aquele ar trocista e sardónico, Montenegro faz de conta que tem maioria absoluta e que pode governar a seu belo prazer.

Agora, do alto das sua baixeza, até decidiu pôr em tribunal o Volksvargas, acusando-o de notícias falsas.

Ó Montenegro, não sejas mesquinho – vota Seguro e volta para Espinho!

Um primeiro-ministro saloio

Começo por dizer que os saloios da Malveira me merecem todo o respeito.

No entanto, o termo saloio é usado na linguagem corrente como sinónimo de palerma, atrasado, deslumbrado com os ricalhaços, assim uma espécie de novo-rico que se quer armar em selecto, em frequentador dos grandes salões.

Montenegro é isso mesmo.

E esta mensagem de Natal só veio comprová-lo.

O que raio é isso de ter a mentalidade de Cristiano Ronaldo, algo que ele acha que todos nós devíamos ter?

Ser acusados de fugir ao fisco e pagar uns quantos milhões para que nos limpem o cadastro?

Ser acusados de assédio sexual e pagar para que a queixa seja retirada?

Esta é que deve ser a nossa mentalidade?

O Montenegro deve estar fascinado com a fortuna do Ronaldo e deve aprovar o facto de ele estar, agora, ao serviço dos xeiques sauditas, marcando golos extraordinários para gáudio daqueles abusadores de mulheres – e deve achar que o Ronaldo foi o maior ao visitar o fascista do Trump em plena Sala Oval, ladeado pela sua esposa, ambos em êxtase perante o líder da maior potência agressora do Mundo!

Que grande saloio que tu és, ó Montenegro!

Achas que estás credibilizado pelas duas vitórias eleitorais à tangente?

Que estás safo depois do Amadeu te ilibar?

Como é que dormes à noite?

Tão pequenino que és, pá…

O peido que a Dona Marquesa deu, não foi ela, fui eu!

Bocage continua actual.

Todos escutámos, com muita atenção, as declarações do ministro da educação, Fernando Alexandre.

Disse ele:

“Vamos ter residências renovadas que daqui a cinco anos vão estar todas degradadas… é por colocar na residência universitária estudantes dos meios mais desfavorecidos que se degradam…

A prática do Estado é não misturar e pôr nas residências universitárias os estudantes de meios socioeconómicos mais desfavorecidos.

E por isso, já agora, é que elas se degradam, por isso é que elas depois não são cuidadas”.

Resumindo: metendo os estudantes pobres, todos juntos, nas mesmas residências universitárias, os filhos da puta, estragam tudo porque estão habituados a casas degradadas, a não limpar os quartos, a cagar nas alcatifas e a partir a loiça e os vidros das janelas. O que eles mereciam era ir todos para um daqueles bairros de Loures ou do Monte de Caparica para aprenderem a passar a dar valor ao que o Estado lhes oferece, à custa dos impostos dos liberais que se fartam de trabalhar e de descontar.

Elevador social, caraças!

Claro que o ministro Fernando Alexandre não queria dizer isto, mas fugiu-lhe a boca para a verdade.

E disse mais:

“Quando metemos pessoas que são todas de rendimentos mais baixos a beneficiar de um serviço público, sabemos que o serviço se deteriora. É assim nos hospitais, nas escolas públicas, sabemos que é assim.”

Que mania que o Estado tem!

Pobres para um lado – ricos para outro e remediados, logo se vê.

Mas ele não queria dizer nada disto!

Como já dizia Bocage…

O pum que o Alexandre deu, não foi ele, foi outro qualquer…