Depois de “Annie John”, de 1985 e “Lucy”, de 1990, li agora mais um livro desta escritora, nascida na ilha de Antígua e Barbuda, em 1949 e que vive nos Estados Unidos.
Dos três livros, este terá sido o menos interessante e pareceu-me, por vezes, um pouco confuso. Percebe-se que toda a narrativa está cheia de pormenores autobiográficos, tal como os livros anteriores, mas há algumas incongruências.
O título é enganador, já que a narradora diz várias vezes que decidiu não ter filhos.
Algumas passagens são curiosas, como esta:
“Beijou-me. Adormeceu. Então banhei o rosto na zona entre as suas pernas; ele cheirava a caril e cebolas, as mercadorias que descarregara durante todo o dia; outras vezes, quando eu banhava o rosto nessa zona – fazia isso muitas vezes porque gostava – cheirava a açúcar, a farinha, ou aos grandes rolos de algodão barato a que costumava subtrair uns metros que me oferecia para mandar fazer um vestido”.




