Elizabeth Strout nasceu em Portland em 1956 e dela já lemos sete romances, todos sobre duas ou três famílias de Shirley Falls, uma cidadezinha inventada do Maine.
Começámos a conhecê-la com o livro que venceu o Pullitzer, “Oliver Kitteridge”, de 2008, uma história de uma antiga professora com certas características que a tornavam amada ou odiada, conforme.
Sempre com uma linguagem fácil, falando de coisas do dia-a-dia, detendo-se, sobretudo, nos sentimentos das pessoas banais, Elizabeth Strout foi criando uma realidade inventada que acaba por nos prender.
Antes deste livro, publicou “Amy e Isabelle” (1998) e depois, os livros foram-se sucedendo: este “Os Irmãos Burgess” (2016), “Tudo é Possível” (2017), “A Segunda Vida de Olive Kitteridge” (2019), “Oh, William!” (2021), “Lucy à Beira-Mar” (2022) e “Conta-me Tudo (2024)– e, pelos vistos, o filão ainda não se esgotou.
Neste “Os Irmãos Burgess”, ficamos a saber os dramas de Susan e Bob, os irmãos gémeos, e do filho mais velho, Jim. Todos têm filhos e ex-esposos e acidentes e tragédias.
O livro lê-se em três penadas , ao fim de sete romances sobre as mesmas famílias, até parece que já os conhecemos a todos…






