1º de Maio, 120 anos depois

Foi em Chicago, há 120 anos, que milhares de trabalhadores saíram í s ruas, protestando contra as condições de trabalho e exigindo um horário de trabalho de 8 horas, em vez das 13 horas diárias a que eram obrigados.

Nesse dia, começou uma greve geral, que haveria de ter consequências trágicas. Três dias depois, uma concentração de manifestantes foi reprimida pela polícia, na Praça Haymarket. No meio da polícia, uma bomba rebenta e morrem alguns agentes. A polícia abriu fogo sobre os manifestantes, matando e ferindo dezenas deles. Vários militantes anarquistas foram presos e quatro deles foram executados, a 11 de Novembro de 1887.

Três anos depois, um Congresso Socialista, em Paris, criou o Dia Mundial do Trabalhador, em homenagem aos operários de Chicago.

No entanto, só em 1919 o senado francês declara o dia 1 de Maio como feriado nacional, depois de ratificar o horário de trabalho de 8 horas. No ano seguinte, a União Soviética adopta também o 1º de Maio, como Dia do Trabalhador e feriado nacional, no que é seguida por muitos países. Em Portugal, o primeiro 1º de Maio só foi celebrado em 1974, como toda a gente devia saber.

Ironicamente, nos EUA, o 1º de Maio não é feriado. O Labour Day é celebrado no dia 1 de Setembro…

O primeiro disco da banda Chicago Transity Authority contem uma faixa intitulada Prologue, August 29, 1968, a qual foi gravada durante uma manifestação que ocorreu na Convenção do Partido Democrático. Manifestantes negros gritavam: “God give us the blood to keep going”; nessa altura, a polícia tenta dispersar os manifestantes, que cantam, então: “The whole world’s watching”.

Também em 1886, todo o mundo estava a olhar para os operários de Chicago, sem o saber.

Portanto, para comemorar o 1º de Maio, hoje decidi comprar um disco dos Chicago.

Fiz mal…

Ortografia multicultural

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1º erro: “Comersial”, em vez de Comercial

2º erro: “Renuvação”, em vez de Renovação

3º erro: “Cabelereiro”, em vez de Cabeleireiro

4º erro: “ás”, em vez de í s (duas vezes).

Mas, enfim… quem quiser fazer tranças, tisagens (?) e desfrisagens (?), não se deve preocupar muito com a ortografia…

Ressuscitem-se os mortos

José Alberto Pereira Coelho candidatou-se í  presidência do PSD. A sua candidatura não foi aceite, por duas razões:

Primeira: não conseguiu reunir as 1500 assinaturas de militantes efectivos, com as quotas em dia;

Segunda: dois dos subscritores da sua candidatura, já faleceram.

Apesar disto, o conselho jurisdicional do PSD, concedeu a Pereira Coelho, 72 horas para regularizar a situação.

Assim, sendo, Coelho terá que fazer duas coisas:

Primeira: pagar as quotas dos subscritores com quotas em atraso

Segunda: ressuscitar os dois militantes falecidos.

Antes com Sida do que com camisa

Palavras do vice-presidente da Conferência Episcopal Portuguesa e bispo de Bragança, D. António Montes Moreira: “Num contexto deste matrimónio (heterossexual e monogâmico), em que algum ou os dois (membros do casal) estão infectados (com HIV), a utilização do preservativo é um claro caso do chamado mal menor.”

Portanto, se és católico e queres ter relações sexuais com preservativo, a fim de evitares uma gravidez não desejada, terás que cumprir as seguintes regras:

– seres heterossexual

– seres monogâmico

– seres seropositivo para o HIV

Só agora percebo por que razão a Igreja condena o uso da camisinha. É claro que o que a hierarquia católica pretende é que, primeiro, a malta se infecte com o HIV para, depois, já poder usar a camisa í  vontade…

Por que é que a hiena ri

Vem hoje no Público: “não é só por disputarem alimentos e zelarem pela sobrevivência das crias que as hienas fêmeas são confundidas com os machos. Os seus órgãos sexuais também não ajudam a distingui-las (…). As fêmeas têm um clítoris muito saliente, que pode ser confundido com um pénis, uma vez que tem entre 15 a 17 centímetros.”

Agora, já se percebe por que razão a hiena ri…

25 de Abril, sempre!

“Esta triste realidade significa que o ofício de governar se está tornando cada vez mais difícil e árduo, exigindo, além de inteligência, de tacto, de sabedoria e de persistência, sobretudo de muita e inflexível firmeza contra a degradação, a indisciplina, os desmandos e os actos de puro banditismo. Não há, pois e apenas, que trabalhar no sentido de acelerar o progresso material, mas também e principalmente, no sentido de pí´r termo ao retrocesso moral, veneno subtil que está provocando a poluição das almas, para mim a mais grave e perigosa poluição dos tempos actuais.”

– Almirante Américo Tomás, Presidente da República, durante a condecoração de membros do governo, 17/1/1973

“Quanto ao ‘exame prévio’, custa-me a entender que ainda haja quem diga que não representa progresso substancial em relação ao regime de censura. Este era de aplicação permanente, independentemente da conjuntura, ao passo que aquele constitui um dispositivo estritamente de emergência, limitado na sua aplicação, somente í quelas matérias consideradas sensíveis em termos de defesa das pessoas e dos bens, em suma, do património nacional, e que cessará, conforme prescreve a Constituição, logo que deixem de existir os actos subversivos graves que têm vindo a verificar-se desde 1961, provocados do exterior, alimentados do exterior, incentivados do exterior.”

– Deputado Pinto Castelo Branco, 7/2/1973

“O Prof. Marcelo Caetano, de seguida, cumprimentou cada uma das setenta e cinco estudantes, tendo, ao mesmo tempo que lhes estendia a mão e escutava o nome, inquirido sobre a terra da sua naturalidade, o modo como encaravam a sua estada e como decorriam os estudo. Em alguns casos, o Presidente do Conselho quis mesmo saber da razão da escolha dos cursos que as jovens frequentam, enquanto tecia considerações sobre pormenores diversos”.

– Notícia do Diário de Notícias, sobre a vista de M. Caetano a uma residência da Mocidade Portuguesa Feminina, com representantes “desde Guiné a Timor, passando pelos estados de Angola e Moçambique, pelos arquipélagos da Madeira e dos Açores, até ao estado da Índia”, 29/3/1973

“Afirmo que a opção está feita – optámos nós, os verdadeiros portugueses, pela segurança, intangibilidade e perenidade da nossa Pátria; optámos pela política de Marcelo Caetano, a única que nos inspira confiança; optámos por Américo Tomás, esse amigo dos portugueses, que é verdadeiro símbolo da Pátria e digníssimo expoente da raça”

– Dr. Afonso Marchueta, presidente da Câmara de Lisboa, ou coisa que o valha, nas comemorações dos 70 anos dos Bombeiros de Algés, 22/7/1973

“É assim que se vive sob a Bandeira Portuguesa: na paz, no respeito mútuo, no orgulho de uma autêntica independência, no trabalho por um futuro melhor. O resto, não é connosco, pertence í  confusão do mundo ou é, aqui ou ali, sinal de perturbação estéril ou gosto exagerado pelas palavras”

– Engenheiro Santos e Castro, governador-geral de Angola, 18/8/1973

Todas estas citações foram extraídas, quase ao acaso, da secção “Semana Dia a Dia”, que saía aos sábados, no suplemento Fim-de-semana, no República.

Quase só por causa destas coisas – e do que elas representavam – o 25 de Abril valeu a pena!

Novo Coiso

O Coiso, agora, é assim.

Estava farto do velho Coiso! No que respeita ao Coiso, há que renovar. Sempre!

E nada melhor do que aproveitar a data do 25 de Abril, para proceder a esta pequena revolução.

Portanto, a partir de agora, o Coiso é assim. Quem quiser visitar o velho Coiso, recordar textos antigos, cromos já gastos, bem como os textos do Pão Comanteiga e outras velhas glórias da rádio, existe um link, aí ao lado.