Cromos do Coiso
Ameaças…
Ouve lá, ó Sócrates, só falta mesmo dormir com a Valquíria! Não sei o que vês nessa fulana, que tudo o que ela diz, tu fazes, pá!
Liberta-te, homem!
E tu, Cavaco, estás farto do governo? Demite-o!
Quanto a ti, Coelho, vê se te decidides: não apoias as novas medidas de austeridade? Apresenta uma moção de censura!
E tu, Santana, quando é que passas das ameaças í acção e inventas um novo partido?
País de cães que ladram, mas não mordem…
Freitas ressurge…
A Oposição diverte-se…
O homem mais honesto de Portugal
O Sol titula, na 1ª página: «Cavaco afinal vendeu barato».
O Expresso titula, na 1ª página: «Cavaco comprou acções a preço de saldo».
Eu quero lá saber se o Anibal comprou acções do BPN a preço de saldo e as vendeu mais baratas do que outros accionistas!
Eu quero lá saber se, com este joguinho, o Anibal e a sua filha, ganharam mais de 300 mil euros em dois anos!
Eu quero lá saber que o Cavaco tenho conseguido esta fortuna rápida porque era grande amigo do Oliveira e Costa, que foi seu secretário de Estado e que, neste momento, é o responsável por uma fraude que nos está a custar – a todos – uma porrada de euros (dizem que cada português já deu 500 euros ao BPN, e como há muitos portugueses que não dão nada a ninguém, porque não pagam impostos, há muitos, entre os quais me incluo, que já devem ter dado muito mais que isso, o que quer dizer que uma parte da fortuna rápida do Aníbal e da filha está a ser paga por mim, PORRA!)
Eu quero lá saber que o dinheiro investido pelo Aníbal tenha sido fruto do seu trabalho!
O que me irrita solenemente é que o homem tenha a mania que é o mais honesto de Portugal, chegando ao ponto de proclamar que ainda há-de nascer duas vezes quem seja mais honesto que ele!
O gajo confunde honestidade com oportunismo. Ninguém diz que o que ele fez com as acções do BPN é desonesto – mas por que carga de água ele vendeu as acções apenas dois anos depois de as ter comprado e, ainda por cima, com um lucro de 140%?
O que é que a honestidade tem a ver com isso?
E por quer razão ele – que é tão bom, que é tão honesto, que é tão competente – deixou que a campanha para as presidenciais resvalasse para este lodaçal de dúvidas sobre a sua própria honestidade?
Estamos lixados, malta!
No próximo dia 23 vamos eleger um presidente medíocre, amedrontado, disléxico e fraco e, logo a seguir, chega o FMI!
Merda de começo de ano!
AD outra vez? Não, obrigado!
A propósito do 30º aniversário da morte de Sá Carneiro, voltou a falar-se da AD.
De quê? De quem?
Da Aliança Democrática, uma coisa que parece que foi inventada por Sá Carneiro e que, segundo muitos especialistas da nossa praça, poderia salvar o país do atoleiro.
Em primeiro lugar, esta história de mitificar o Sá Carneiro já cheira mal. Convém recordar que Sá Carneiro foi deputado na Assembleia Nacional, nos tempos do Marcelo Caetano. Era daqueles que queria minar o sistema por dentro. Depois do 25 de Abril, foi um dos fundadores do PPD e, na altura em que morreu no tal acidente/atentado, apoiava um general obscuro para Presidente da República. Era o general Soares Carneiro e Sá (também) Carneiro sonhava com um governo, uma maioria e um presidente.
Agora, 30 anos depois da sua morte, ao mesmo tempo que põem o homem nos píncaros, chegando a dizer que, se ele não tivesse morrido, Portugal não estaria como está hoje, tentam ressuscitar esta história de “um governo-uma maioria-um presidente”.
Partindo do princípio que o Cavaco ganha as eleições presidenciais, basta que o PSD e o CDS, juntos, obtenham a maioria absoluta, para formarem um governo de coligação.
E assim renasce a Aliança Democrática!
E a malta que faz este raciocínio, incluindo ilustres jornalistas, fazem por se esquecer que, entre 2002 e 2004, tivemos um governo Durão Barroso-Paulo Portas e que, entre 2004 e 2005, tivemos um governo Santana Lopes-Paulo Portas.
Foi apenas há 5 anos, rapaziada!
A direita teve, então, um governo e uma maioria – só não tinha um presidente, mas também não foi por causa de Jorge Sampaio que Durão Barroso não levou o seu governo até ao fim da legislatura, pois não?
Portanto, deixem a AD sossegada, lá no sítio onde Sá Carneiro repousa.
Mandemos o Ortiga í s urtigas!
A Conferência Episcopal reuniu-se em Fátima e, no final, produziu um documento.
Foi o seu presidente, o bispo D. Jorge Ortiga que o leu publicamente, tendo o descaramento de dizer coisas como:
«A comunidade humana não pode pactuar com a teoria dos consensos políticos mínimos que geralmente não resultam em soluções sustentadas».
Mas o que raio quer o Ortiga dizer com isto? Que a malta deve rejeitar o acordo PS-PSD para o Orçamento? Ou que não devemos pactuar com o pedido esfarrapado de desculpas que o Papa fez aos católicos norte-americanos e irlandeses pelos padrecas andarem a comer os meninos e as meninas dos orfanatos?
E o Ortiga acrescentou:
«O sentido de responsabilidade pública e de participação na vida democrática exigirá líderes com propostas novas e sérias que visem promover a equidade e a coesão da sociedade portuguesa».
Será que os bispos estão a sugerir que alguém derrube o Governo e instale, quem sabe, uma ditadura salazarenta, tão do agrado da igreja católica, que tão bem com ela conviveu durante décadas, com o Cerejeira e outros bajulando o Salazar e o Tomaz e o Caetano e o catano?!…
E o discurso prossegue neste tom, metendo-se onde não é chamado, dando bitaites sobre política, como se precisássemos de mais comentadores! Mas esta frase tira-me do sério:
«Sem o testemunho e os exemplos das lideranças, como poderá exigir-se sacrifícios í s pessoas?»
Tal e qual, Ortiga – vê-te ao espelho e talvez possas anunciar a renúncia das altas hierarquias católicas ao fausto e í s honrarias!
Nota: isto saiu sério demais, mas este Ortiga deu-me azia, carago!
Autoridade teutónica
O amigo americano
Um problema de insónia
Depois de anunciar ao país as novas medidas de austeridade, Teixeira dos Santos foi a correr a Bruxelas, informar os seus pares da União Europeia. Claro que ficaram todos muito satisfeitos, como é costume. Mais um país a cortar nos salários e a aumentar os impostos. Os mercados aprovam.
Depois, dos Santos referiu-se ao seu problema de insónia, dizendo:
Eu já desconfiava. As olheiras do homem são reveladoras.
E é assim: para tentar resolver um problema de insónia, sacam-me 10% do ordenado!
E ainda não estou descansado.
O Teixeira diz que, se não tivesse tomado estas medidas, não teria dormido. Vai daí, tomou-as. Mas, mesmo assim, dormiu mal!
Isto pode querer dizer que, para dormir que nem um anjinho, o homem pode muito bem vir a tomar ainda mais medidas do género.
Pára, Teixeira! Chega, homem!
PS – Não percam as ideias que o macacos tem para salvar o país









