Percebe-se a polémica: o cowboy machão salta para a cueca do cowboy mariquinhas. Tirando isso, o filme vale pelas paisagens soberbas das Big Horn Mountains (já lá estive!).
E sinceramente, “homofobia” í parte, o filme é um bocado seca. Já vi de tudo, no que respeita a amores impossíveis: a prostituta e o senhor rico, a negra e o branco, o coxo e a sádica, a bela e o monstro, a rica e o pobre.
Para que um filme de amor impossível resulte, é preciso algo mais que uma paisagem bonita. “Brokeback Mountain” não tem muito mais: o cowboy introvertido vai trabalhar para a montanha com o cowboy extrovertido, apaixonam-se, sabendo que a sua paixão nunca poderá ser revelada, porque ambos pertencem ao mesmo sexo e vivem numa sociedade conservadora e fechada; portanto, cada um constitui família, casando cada um com a sua moçoila, mas vão-se encontrando, três ou quatro vezes por ano, lá na solidão das Big Horn. Basicamente, o filme é isto.
Repito: as paisagens são lindas!
Pollack é um clássico (“They Shoot Horses, Don’t They?”, 1969, “The Way We Were”, 1973, “Three Days of The Condor”, 1975, “Absence of Malice”, 1971, “Tootsie”, 1982, “Out of Africa”, 1985, “Havana”, 1990, “The Firm”, 1993, “Sabrina”, 1995, por exemplo).
Desta vez, os judeus estão ao ataque. Depois de “Schindler’s List”, em que os judeus eram as vítimas, Spielberg decidiu fazer um filme em que os judeus passam a carrascos.




Vencedor de dois globos de ouro e candidato a cinco í“scares, este filme do mesmo realizador de “About Schmidt” (com Jack Nicholson) é bem esgalhado e proporciona duas horas bem passadas.
Esta talvez seja a série mais dramática dos Sopranos.