Obrigado, Bispo Tadeu!
Scolari bem precisa!
aqui desde 1999
Está bem, o facto de os democratas norte-americanos terem escolhido um candidato negro, é um avanço. Mas contra quem concorreu Obama? Contra uma mulher… Ora, escolher entre uma gaja e um preto, que raio de escolha é essa? Um americano que se preze, por muito democrata que seja, vê-se entre a espada e a parede e tem que escolher o preto. A gaja, nunca!
Agora, imaginem que Obama era uma gaja!
Ou melhor: que Obama era uma gaja lésbica.
Ou melhor ainda: gaja, lésbica, preta retinta e agnóstica.
Isso, sim – seria radical!
A escolha de Obama não é nada de especial.
No fundo, Obama não passa de um John Kennedy bronzeado
O FCP está muito zangado com a decisão da Uefa.
Faz mal.
O FCP devia saber que a Uefa não quer, nas suas competições, clubes que praticam a corrupção sobre árbitros e se deixam apanhar!
Que disco bem esgalhado! Com mais duas ou três bandas destas eu poderia pensar que estava de volta a 1968-1970, que era outra vez um teen-ager e que estava a reviver um dos melhores períodos da música rock.
O rapazinho dos White Stripes, Jack White III (voz e teclas em geral) e mais uns amigos – Jack L.J. Lawrence (baixo, banjo, voz), Brendan Benson (sing, string, ring, ding, dong – literalmente) e Patrick Keeler (percurssão) – juntaram-se para este segundo disco que é um gozo, do princípio ao fim.
O disco faz-me lembrar o “Sgt Pepper’s”, dos Beatles por três razões: pelo som rock tipo anos 60, pelo título (“Consolers of the Lonely”, enquanto o Sgt. Pepper´s era a Lonely Heart’s Club Band) e pela capa, que mostra os quatro rapazes com um bombo ao fundo, muito semelhante ao que está, em primeiro plano, na capa do álbum dos Beatles.
De resto, a sonoridade do disco tem mais a ver com outras bandas dos anos 60/70, nomeadamente Led Zeppelin, Fleetwood Mac, do tempo do Peter Green, Ten Years After, Blind Faith e outros que tais.
Há faixas que valem a pena ouvir várias vezes; por exemplo, “The Switch and the Spur”, que me faz lembrar a música do western-spaghetti “The Good, the Bad and the Ugly”; “Many Shades of Black”, que poderia ser uma coisa dos Blood, Sweat and Tears, com os metais e tudo; “Five on the Five”, que é uma faixa Led Zeppelin, chapada, incluindo a voz do rapazinho e, sobretudo, os solos de guitarra, um dos quais parece mesmo roubado do Plant; e mais, e mais.
Toca a ouvir!
Foi com surpresa que soube que as eleições, no PSD, tinham sido ganhas pela líder da Juventude Social-democrata, a Manuela Ferreira Leite. Não estava nada í espera que os militantes do PSD tivessem a coragem de escolher uma quase desconhecida para liderar o partido na sua luta contra Sócrates, já no próximo ano.
Fizeram bem em romper com o passado. Quem é que aturava mais o Pedro Passos Coelho, dirigente nacional desde a pré-primária ou o Pedro Santana Lopes, que já foi presidente de quase tudo, do Sporting í Câmara de Lisboa?
Ao menos com a Manuela, que nunca teve um cargo público, vai ser tudo novo.
A miúda parece ter jeito.
Logo depois de conhecidos os resultados, e depois de dar um grande abraço a outro puto que vai ter muito futuro no partido, o Pacheco Pereira, Manuela virou-se para os seus apoiantes e fez um discurso completamente vazio de ideias, repleto de lugares comuns e de conversa fiada, como se já fosse uma política com longa experiência.
Quero, portanto, dar os meus parabéns aos militantes do PSD pela coragem em escolherem uma desconhecida para os comandar. Se todos os partidos fossem como o PSD, o país seria, no mínimo, mais divertido.
Mea culpa! Ouvi hoje, pela primeira vez, o disco de estreia de Amy Winehouse, publicado há 5 anos.
Porquê?
Porque gosto muito pouco de unanimismos e ao ver, constantemente, referências a esta Amy, por razões outras, que não as musicais, achei que ela não devia passar de mais um fenómeno publicitário, como muitos outros que por aí andam e com os quais não vale a pena perder tempo.
De qualquer modo, de quando em vez, sentia curiosidade em saber o que raio esta Amy teria de tão especial. Seria só o facto de ter «voz de preta», de ter umas pernas de alicate e vestir-se í anos 50, de ter uma cabeleira estranha e de estar sempre encharcada em álcool e drogas?
Confesso que o pedacinho da sua actuação bêbada no roquemrio, que as televisões transmitiram funcionou como gatilho e hoje, finalmente, comprei “Frank”, o disco de estreia desta miúda que, na altura, tinha 20 anos e que, de facto, tem uma voz do caraças, lembrando Sarah Vaughan ou Billie Holiday. Para além disso, as canções têm, quase todas, um swing que “já não se usa” e que soa muito bem, apesar de uma ou outra piroseira que, apesar disso, soa muito melhor que a maior parte da merda que anda por aí.
Sinceramente, fico espantado como Amy Winehouse consegue arrastar multidões. As suas canções deveriam ser para uma minoria – a menos que as multidões sejam arrastadas por outras razões, relacionadas com os escândalos, o mau comportamento, as drogas e o álcool, as transgressões, que tanto agradam aos adolescentes.
É quase impossível não comparar Winehouse a Janis Joplin, quanto mais não seja, pelos excessos. No entanto, penso que Joplin estava mais de acordo com a sua época; ela cantava rythm & blues e rock puro e duro, numa altura em que muitos o faziam. Agora, esta Amy, ousa cantar coisas que estão completamente fora do actual “mainstream”.
Está visto, a Winehouse ganhou um fã cinquentão…
Filme de 2003, que se vê com um encolher de ombros. Nada de especial. Denzel Washington é chefe da polícia de uma pequena localidade da Florida; está a separar-se da sua mulher, detective de homicídios (Eva Mendes) e anda enrolado com uma boazona (Saraa Lathan), casada com um tipo que trabalha na morgue.
A boazona traz o chefe pelo beicinho e consegue tudo dele, sobretudo depois de o fazer acreditar que sofre de cancro terminal. Por ela, ele rouba dinheiro de tráfico de droga, apreendido pela polícia, a fim de financiar um tratamento oncológico na Europa.
É claro que a massa desaparece e o chefe fica mal na fotografia – o que se estava mesmo a ver porque, quem manda quecas como a boazona, não pode sofrer de cancro, muito menos terminal.
Enfim, tudo acaba bem para os bons e muito mal para os maus e a gente encolhe os ombros…
Por que razão uma actriz talentosa como Scarlett Johansson grava um disco com versões de canções do Tom Waits?
Porque pode.
Como fã de Waits, comprei, ouvi e não gosto.
Os arranjos, a cargo de David Sitek são pomposos e muito ruidosos. Quase todas as canções têm uma espécie de parede sonora que não nos deixa ouvir muito bem a voz de Scarlett – e, se calhar, é de propósito, porque a menina, provavelmente, não sabe cantar. No texto introdutório do disco, diz-se que Sitek queria que o disco soasse a This Mortal Coil ou Cocteau Twins. Isso talvez ele tenha conseguido, nomeadamente com a voz da Scarlett, que está lá ao fundo, como se estivesse dentro de qualquer coisa metálica, mas o conjunto não é muito estimulante.
Por outro lado, escolher dez canções do Tom Waits também não é fácil e cada um de nós escolheria outras dez, que não fossem estas. De qualquer modo, as canções simples de Waits valem muito pelas histórias que ele conta e, no caso de Scarlett, nem isso se percebe.
Fiasco, acho eu…
Novo recorde: mais de 100 mil pessoas no Roquemrio, para ver Amy Winehouse.
Nos primeiros 15 minutos, foram vendidos mais de 7 mil bilhetes para o concerto de Madonna, a 60 euros cada um.
Então parece que o Porto não vai poder jogar na Liga dos Campeões durante três anos?
Que pena!… :-)