Paulo Portas aderiu í s novas tecnologias, juntou-se ao choque tecnológico e escolheu a internet para fazer a sua “rentrée” política.

Vale a pena ver os três vídeos que Portas gravou e colocou na net.
Vejam aqui.
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Paulo Portas aderiu í s novas tecnologias, juntou-se ao choque tecnológico e escolheu a internet para fazer a sua “rentrée” política.

Vale a pena ver os três vídeos que Portas gravou e colocou na net.
Vejam aqui.
Compro e leio o Público, diariamente. No entanto, aos fins-de-semana, como tenho mais tempo livre, compro também o DN (í s sextas, sábados e domingos).
Apesar de todas as mudanças gráficas, há coisas que não mudam no DN, e ainda bem.
Gosto muito, sobretudo, das chamadas “pequenas locais”. São pequenas notícias dos correspondentes do DN espalhados pelo país e são sempre deliciosas. As de hoje, por exemplo. Começo pelos títulos: “Apanhou mulheres que roubavam loja”, “Entrou na cadeia com droga nas cuecas”; “Portugueses não temem ratos espanhóis”.
Vamos aos pormenores.
A notícia das mulheres que roubavam loja vem de Aveiro: segundo Júlio Almeida, correspondente do DN, duas mulheres estavam a roubar numa loja, mas a dona da loja foi atrás delas, apanhou-as e só as largou quando chegou a polícia. Refere a notícia: “as suspeitas, de 35 anos, estavam na posse de quatro cortinados, oito camisolas, um par de calças e um colar de bijutaria”.
Isto sim, é jornalismo. Vejam o rigor desta notícia! O jornalista não se limita a dizer, por exemplo, que as ladras tinham, em seu poder, “diversos produtos roubados” – vai ao pormenor de os discriminar, elaborando uma lista detalhada. Vinte valores!
Quanto í jovem, de 25 anos, que entrou na cadeia com droga nas cuecas, a coisa é mais complexa. A notícia vem do correspondente do DN em Vila Real, José António Cardoso. A jovem foi interceptada pelos guardas prisionais, í entrada da prisão, onde ia visitar um familiar. Diz a notícia: “os guardas prisionais detectaram na roupa interior, concretamente nas cuecas, droga dissimulada. Foram apreendidas 1,92 gramas de haxixe e 0,47 gramas de cocaína”. Que precisão! Que detalhe!
Reparem neste pormenor: os guardas prisionais detectaram droga na roupa interior da jovem. Para qualquer jornalista de meia tigela, isto seria suficiente. Mas não para o correspondente em Vila Real. É que foi “concretamente nas cuecas”!
E não foram “cerca de 2 gramas de haxixe e meio grama de cocaína”, não senhor! Foram, exactamente, 1,92 gramas de haxixe e 0,47 gramas de cocaína – nem mais, nem menos um grama, carago! Cinco estrelas!
Finalmente, quanto í notícia dos ratos, vem da correspondente em Bragança, Sandra Bento. Pelos vistos, existe uma praga de ratos dos campos, lá em Espanha, praga essa que poderia estar a aproximar-se do “Nordeste Transmontano” (assim mesmo, com letra grande, como vem na notícia). Claro que, se os ratos entrassem em Portugal, seria um desastre para os agricultores, mas, segundo o “director geral da Agricultura do Norte” (assim mesmo: director geral com letra pequenina e Agricultura do Norte com letra grandalhona!), a praga de ratos «não tem implicações para a agricultura portuguesa» (esta, com letra pequena).
Mais í frente, diz a jornalista: “os agricultores portugueses raianos ainda não vislumbraram qualquer roedor nas propriedades”. Que frase linda! Os agricultores ainda não vislumbraram nenhum roedor é muito mais bonito do que, por exemplo: os agricultores ainda não viram nenhum rato. É ou não é?
O DN tem mais notícias deste género, como por exemplo, logo na primeira página, uma com o título: “Jardim Gonçalves vence guerra no BCP” e que está ilustrada pela foto de dois gerontes sorridentes, o tal Jardim, com uma gravata azul-bebé e um tal Pinhal, com uma gravata rosa-bebé.
Mas a notícia não tem graça.
Prefiro a da jovem com droga dissimulada na roupa interior, concretamente nas cuecas.
A notícia vem no DN: pelo menos 15 lojas e bancos, em 13 estados norte-americanos, receberam ameaças de bomba, durante a última semana. A ameaça é feita pelo telefone e o bandido exige dinheiro, em troca da desactivação da bomba. Já terá conseguido mais de 10 mil dólares.
Até aqui, nada de especial.
Agora, o que espanta é que as chamadas telefónicas, aparentemente, são feitas a partir de Portugal.
Segundo a notícia, que cita a CNN e o New York Times, o português liga para o banco ou para a loja escolhida, diz que está lá uma bomba pronta a explodir, a menos que lhe transfiram alguns dólares para uma determinada conta. Pelo sim, pelo não, o proprietário vai na conversa, até porque o saque exigido nunca é muito elevado.
Digam lá se, ou não, um bom truque?
Bom, e agora fico por aqui; desculpem lá, mas tenho que ir fazer um telefonema importante.
Sem ansiedade, sem irritabilidade, sem vontade de matar ninguém.
É certo que algumas pessoas têm cara de cigarro e, por vezes, era capaz de fumá-las, mesmo sem filtro – mas a vontade passa-me depressa.
Portanto, o Champix resulta. Está provado. Em 39 anos, nunca tinha estado mais do que 24 horas sem fumar.
Mas tenho cá umas saudades!…
Macário Correia, presidente da Câmara de Tavira, é acusado de assédio sexual por uma funcionária da Câmara.
E eu que nunca tinha pensado que Macário Correia pudesse ter uma pilinha!…
Não quero com isto insinuar que Macário tenha feito seja o que for de menos próprio, com a sua pilinha. A funcionária acusadora, diz que ele a apalpou e tal, pouco mais.
Macário respondeu, dizendo que a senhora não estava boa da cabeça, mas o psiquiatra da senhora assevera, em atestado, devidamente assinado, que ela não sofre de nenhuma psicose esquizofrénica.
O malandreco do Macário, hein?
Lembram-se que foi ele quem disse aquela frase célebre: “…beijar a boca de uma mulher que fume é como lamber um cinzeiro”.
Foi baseado nesta frase, se criaram os grandes aforismos da actualidade: “…beijar uma mulher que bebe, é como lamber um alambique”, “…beijar uma mulher que snifa coca, é como lamber o mapa da Bolívia”, “…beijar uma lésbica é como fazer cunilingus” (o que não me parece mal…), “…beijar uma mulher sindicalizada, é como lamber o Carvalho da Silva”, “…beijar uma ecologista, é como lamber os efluentes de uma ETAR”, etc…
Depois de algum tempo como deputado, Macário retirou-se para o Algarve, onde foi eleito presidente da Câmara, e por lá se tem mantido, a deixar crescer a barriga.
E agora, que foi nomeado porta-voz de Marques Mendes, é que surge este escândalo.
Diga-se, de passagem, que também não sei por que carga de água Marques Mendes precisa de um porta-voz. Será que há coisas de que ele prefere não falar e manda o Macário falar por ele?
Se quisermos ser moderadamente paranóicos, poderemos ir í procura de uma ligação entre a funcionária que acusa Macário de assédio e a candidatura de Luís Filipe Menezes.
Mas não é isso que me interessa.
O que me interessa mesmo é imaginar Macário a assediar sexualmente seja quem for…
Juntei mais sete apelidos impagáveis, sendo que um deles não é um verdadeiro apelido, mas um nome completo – daqueles que marcam qualquer um.
Aqui vão eles:
– Grelixa Carapeta
– Mataloto Siquenique
– Borrego dos Castelos Pinho
– Fidel Leitão Marquês Dalva
– Agapito Costa Belga
– Cartaxo Pio Panela
– Fonseca Pombinho de Deus
Mais do que a estranheza dos apelidos, é a sua conjugação que nos faz sorrir: um Borrego dos Castelos ou um Pombinho de Deus são, de facto, extraordinários, mas que dizer de um Fidel Leitão que, ainda por cima, é Marquês Dalva?
Gostei muito do Benfica treinado pelo Camacho. Não se ganhou grande coisa (uma taça de Portugal, acho eu), mas a equipa jogava com alegria e ia toda lá para a frente. í€s vezes, ia de mais lá para a frente e deixava o guarda-redes sozinho. Mas era divertido.
Do Fernando Santos nunca gostei.
No dia 4 de Agosto do ano passado, escrevi um “post” onde dizia:Â
“Esta semana, um jornal desportivo perguntava: qual a melhor táctica para o Benfica?
É o descalabro!
A táctica do glorioso já é discutida na praça pública!
Acentue-se que não me espanta: nunca gostei do engenheiro. Não se pode confiar num homem que usa a camisola por dentro das calças de fato de treino. Sobretudo quando esse homem é treinador de futebol…”Â
Apesar disto, ainda tivemos que o aguentar mais um ano!
O Luís Filipe Vieira também podia ir dar uma volta ao bilhar grande. Se já tinha o Camacho engatilhado, por que raio esperou até que o Benfica perdesse dois pontos, para o ir buscar? Se já contava despedir o engenheiro, por que não o fez antes da pré-época? Os reforços deste Benfica foram escolhidos pelo engenheiro? Estamos fritos na mesma. O L.F.Vieira pensava que o engenheiro era capaz de construir uma equipa í Benfica? É burro! Ele próprio nunca acreditou no engenheiro? É duplamente burro – já o devia ter despedido! Aliás, nunca o devia ter contratado. Ou então, contratou-o só porque Fernando Santos é um grande benfiquista e já tinha treinado o Sporten e o FCP, e nunca o Benfica.
Mas agora, com o Camacho, a coisa vai para a frente!
Do Camacho, só não gosto de uma coisa. Aliás, só não gosto de duas coisas: é espanhol e…diz que é benfiquista.
Desconfio logo quando os oiço dizer que são benfiquistas desde pequeninos. Lembro-me logo do Jorge Cadete, que disse que tinha o Benfica no coração (depois de ter tido o Sporting, o Glasgow Rangers, o Estrela da Amadora). A primeira coisa que o Simão Sabrosa disse na primeira conferência de imprensa como jogador do Atlético de Madrid, era que continuava a ser benfiquista. E agora, foi o Camacho, a dizer que também é do Benfica.
A malta não precisa que o treinador do Benfica seja do Benfica – o que a gente precisa é que o gajo ponha aqueles calões a jogar í bola como deve ser – isto é, í Benfica!
Sou sincero: não tenho opinião sobre o milho transgénico. E não tenho opinião porque não estou suficientemente informado.
Por princípio, não me parece correcto transformar geneticamente o pobre do milho, assim como não acho graça nenhuma í quelas experiências de criar galinhas sem penas ou gatos sem pêlos.
Por isso, fiquei um pouco chocado quando vi, na televisão, um homem de 56 anos, quase a chorar, porque uma centena de ambientalistas lhe tinham arrasado a sua plantação de milho transgénico, na herdade da Lameira, em Silves.
“Destruíram o único meio de subsistência que eu tinha… se ceifarem este milho, eu morro í fome” – disse o agricultor.
O objectivo desta acção foi, segundo Guálter Baptista, líder dos ambientalistas: «restabelecer a ordem ecológica, moral e democrática que tem sido constantemente deteriorada pelas políticas da União Europeia e pelo Governo português».
Portanto, para um leigo na matéria, como eu, de um lado temos um agricultor, que viu o produto do seu trabalho destruído e, do outro, um grupo de activistas que acham que estão a salvar o planeta.
Repito: não estou suficientemente informado para tomar uma posição.
No entanto, quando soube que o movimento activista se autodenomina “Verde Eufémia”, dei uma gargalhada amarga.
“Verde Eufémia”?
Por que não “Cunhal Azul-Celeste”?
Vejam lá se crescem!