O departamento clínico do Mundial, analisou 476 amostras de chi-chi de jogadores e não encontrou nenhum caso de doping.
Talvez por isso este tenha sido o Mundial com menos golos marcados, desde 1990.
aqui desde 1999
O departamento clínico do Mundial, analisou 476 amostras de chi-chi de jogadores e não encontrou nenhum caso de doping.
Talvez por isso este tenha sido o Mundial com menos golos marcados, desde 1990.
A Dalila já tem a sua loja on-line!
Chama-se Handmade e está neste sítio.
Podem encontrar coisas muito giras para oferecer aos amigos ou a vocês próprios: anéis, colares e outra bijuteria e, também, os deliciosos bonecos quadrados.
Todos e cada um dos objectos são únicos, porque feitos í mão, pela própria.
Toca a visitar.
D. Afonso Henriques era um homenzarrão com 2 metros de altura ou um enfezado caga-tacos que mal podia com a própria espada?
O Fundador terá morrido aos 76 anos, como dizem alguns, ou já depois dos 90, como dizem outros?
Terá mesmo partido uma perna, passando a deslocar-se sempre aos ombros de lacaios, ou preferiu esse meio de transporte porque não passava de um grande preguiçoso?
Foi para responder a estas e outras perguntas que a antropóloga e bióloga da Universidade de Coimbra, Eugénia Cunha, pediu autorização ao IPPAR (Instituto Português do Património Arquitectónico) para estudar os ossos do primeiro rei português, depositados na igreja do Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra.
O pedido foi feito em Julho do ano passado e a autorização foi dada há poucas semanas. Eugénia Cunha arranjou patrocínios privados para alugar um laser tridimensional de alta precisão, único na Europa, e que só estaria disponível ontem. Depois, a máquina regressará a Granada, para seguir viagem para o México. Com essa máquina, seria possível reconstituir, por exemplo, as feições do nosso Afonso.
Estava já tudo a postos, as gruas e os andaimes, e a pedra do túmulo já arredada, quando chegou alguém a dizer que a coisa tinha que ser cancelada porque ninguém tinha avisado a ministra da Cultura.
E sem o aval da ministra da Cultura, ninguém pode mexer nos ossos do Afonso Henriques.
Parece-me correcto.
Para os portugueses, é fundamental que Afonso Henriques continue a ser aquele tipo indomável, que deu uma chapada na mãe, que enfrentou a Santa Sé e que, do alto dos seus dois metros, dava espadeirada nos mouros.
A nossa auto-estima, depois da derrota com a França, exige que assim seja!
Imaginem que Eugénia Cunha descobria, por exemplo, que, afinal, o nosso primeiro rei era mesmo um lingrinhas, que só conseguiu derrotar os mouros com a ajuda do árbitro!
Os americanos (quem mais?) estão a testar uma espécie de vacina que bloqueia, a nível cerebral, a sensação de prazer provocada pela nicotina.
Os primeiros ensaios efectuados são assustadores.
Parece que resulta.
Quer dizer que os fumadores, que caiam na esparrela de tomar a dita vacina, passarão a correr o risco de cancro e doenças cardiovasculares provocadas pelo tabaco, sem sentirem prazer ao fumá-lo.
Parece-me óbvio o perigo do sucesso de uma vacina destas.
Se for bem sucedida, outras vacinas similares poderão surgir, como, por exemplo, uma vacina para evitar o prazer de uma cervejinha bem gelada, para embotar o prazer de uma bica bem tirada, para obliterar o prazer de um bom whisky e – quem sabe – uma vacina que permita o orgasmo sem prazer.
Não vem longe a sociedade certinha e sossegadinha dos desmancha-prazeres…
Afinal, a culpa foi do árbitro!
A culpa não foi do Figo, que falhou a cabeçada, com a baliza í mercê.
A culpa não foi do Maniche, que não tinha a pontaria afinada.
A culpa não foi do Pauleta, que fez figura de corpo presente.
Nem do Ricardo Carvalho, que rasteirou o Henry.
Nem do Cristiano, que “dribula, dribula, mas não mete góis”.
Muito menos do Deco, que não jogou nada.
Nem sequer do Scolari que, mesmo a perder, não muda nada na sua estratégia, não arrisca nada.
Afinal, a culpa foi do árbitro, “a vergonha da América Latina”, disse Scolari.
Muito gostam os portugueses de atirar as culpas para cima de alguém: o granizo e a geada, o preço do petróleo, a conjuntura internacional, tudo serve para nos desculpabilizar.
Depois do golo da França, parecia que estava a rever o Portugal-Grécia do Europeu de há dois anos. Quantas vezes a selecção rematou í baliza francesa na segunda parte do jogo? Sete vezes? Deviam ter sido três vezes sete!
Mas parece que não.
Parece que, mesmo que tivessem sido trezentos remates, Portugal nunca ganharia o jogo porque o árbitro não iria deixar. Haveria de arranjar maneira de anular todos os golos, de marcar foras-de-jogo inexistentes, de fazer vista grossa a todos os penáltis ou de inventar mais penáltis contra Portugal, só para que um país periférico e pequenino, como este, não pudesse chegar í final.
Não me lixem!
Portugal perdeu porque a França marcou um golo e Portugal não marcou golo nenhum.
A culpa, portanto, é da equipa, treinador incluído.
E não faz mal nenhum admiti-lo.
Afinal, foi apenas um jogo de futebol…
E Portugal passou í s meias-finais, 40 anos depois!
Esta selecção é mesmo o retrato do país. Não vale a pena repeti-lo. Depois do sofrimento do jogo contra a Holanda, proporcionaram-nos mais duas horas de sofrimento e diversos motivos para múltiplos enfartes.
O jogo foi equilibrado, a Inglaterra não chegou a assustar, Portugal jogou compacto e o nulo manteve-se até ao fim. A meio da segunda parte, Rooney foi expulso, depois de amassar com os pitons os tintins do Ricardo Carvalho e, a partir desse momento, os ingleses remeteram-se í defesa, só com o desengonçado Crouch lá í frente, atirando com pernas e braços para todo o lado, menos para os lado certo – o que foi bom. Portugal carregou, mas também não muito. Postiga talvez tenha sido um erro de casting; se Scolari tivesse optado pelo Nuno Gomes, talvez se tivessem aberto mais clareiras para um dos médios rematar á baliza e marcar um golito e evitar a lotaria dos penáltis.
Mas, enfim… lá foram para os penáltis. E aí, o “frangueiro” Ricardo fez o que ainda ninguém tinha feito nos Mundiais: defendeu três penáltis! E não vale a pena dizer que os ingleses é que falharam – o que é certo é que o guarda-redes mediano, tão contestado, sobretudo pelos adeptos do FCP, acertou no lado para o qual os tipos iam rematar e só não defendeu um dos penáltis!
Claro que, para tornar as coisas ainda mais complicadas, o Hugo Viana acertou num poste e o Petit atirou ao lado.
Suspeito que estivesse tudo planeado, só para que mais alguns portugueses tivessem subidas tensionais, precordialgias e vaipes diversos.
E não é que a selecção chegou í s meias-finais!…
E agora, sinceramente, tudo é possível…
A França eliminou o super-favorito Brasil, que passou por este Campeonato como se já o tivesse ganho e acabou por sair sem glória, a Argentina também já foi para casa, pelo que, agora, por que não sonhar com o título?
Aliás, penso que a Fifa bem podia organizar dois campeonatos paralelos: um só para as selecções europeias e outro, para as restantes selecções. Talvez assim pudéssemos ter, sempre, um finalista que não fosse europeu…
Quanto ao Ricardo, um conselho: não vás a Inglaterra nos próximos anos, pá!
Freitas do Amaral demitiu-se por razões de saúde. Parece que tem que ser operado í coluna cervical.
A este propósito, Louçã disse: “O comunicado do Governo indica que o prof. Freitas do Amaral se demite por razões de saúde. Isso, naturalmente, merece todo o respeito e não faz parte do campo de debate político”.
Concordo.
Marques Mendes, sobre o mesmo assunto, disse: “no espaço de um ano é o segundo ministro do Estado que se demite. Primeiro, foi o ministro das Finanças. Agora é o ministro dos negócios Estrangeiros. (…) temos de concluir que o primeiro-ministro está com problemas sérios dentro do Governo. E isso é mau para o país.”
Portanto, para Mendes, o facto de Freitas estar doente e ter que ser operado í coluna, é sinal de fraqueza do Governo.
í“ Mendes: ai de ti que partas uma perna antes da próxima campanha eleitoral!
Pouca gente sabe quem é o senhor Fernando Ruas. Não faz mal nenhum.
Mas eu esclareço: é um senhor que usa bigode e pinta o cabelo de ruivo e é presidente da Câmara de Viseu e é chefe dos autarcas todos.
O que interessa aqui é aproveitar o seu exemplo.
O Sr. Ruas disse, numa reunião de autarcas que, caso aparecessem lá pelas freguesias deles, alguns fiscais do Ambiente, era “organizar um grupo e corrê-los í pedrada”.
Ora, se o chefe dos autarcas disse isto, a coisa pode considerar-se oficial e acho que não faz mal nenhum generalizar.
Portanto, se aparecer cá em casa algum fiscal, digamos, das Finanças, penso que posso corrê-lo í pedrada e dizer-lhe que foi o Sr. Ruas que autorizou.
Ou não?…
O novo disco do Chico surge ao mesmo tempo que esta colecção de 6 dvd, realizados para a tv brasileira.
A carreira de Chico é passada em revista, ao longo de mais de 6 horas, que se vêem com agrado, emoção e com uma lágrima verdadeira ao canto do olho.
Esta lágrima foi bem tenaz quando, a propósito de “Tanto Mar”, vemos imagens do primeiro 1º de Maio, em Lisboa, 1974, com toda aquela multidão enchendo as ruas e as varandas, gritando “o povo unido jamais será vencido”.
E quem disser que não se emociona ao recordar esses tempos, das duas uma: ou não os viveu, de facto, ou é fascista. E, neste ponto, não admito meias tintas!
No primeiro disco, intitulado “Meu caro amigo”, filmado no Rio de Janeiro, Chico fala-nos das diversas parcerias que foi fazendo ao longo dos anos, mas sobretudo, nos gloriosos anos 70. Temos o privilégio de ver gravações, em razoável estado de conservação, de encontros memoráveis de Chico com Caetano, Tom Jobim, Edu Lobo, Milton Nascimento, Djavan e muitos outros. E “ouvemos” (como diria o Zé Duarte), grandes canções, como “Valsinha”, “Falando de amor”, “Meu caro amigo”, etc.
O segundo disco, “í€ flor da pele”, foi filmado em Paris. Um Chico Buarque muito clássico, de sobretudo e chapéu, fala-nos das canções que compí´s no feminino. E ouvemos “Tatuagem”, “Esse cara” e “Fantasia”, com Caetano, “O que será”, com Milton Nascimento, “Com açúcar, com afecto”, com Nara Leão, “Feijoada completa”, “Teresinha”, “Mulheres de Atenas” e “Olhos nos olhos”, com Francis Hime, e muitas outras canções inesquecíveis.
O terceiro disco foi gravado em Roma, onde Chico esteve exilado durante algum tempo, durante a ditadura dos militares. Chama-se “Vai passar” e reúne algumas das canções mais “políticas” do compositor: “Tanto mar”, “Vai passar”, “Vai levando” e “Cálice”, entre outras.
O quarto filme chama-se “Anos dourados”, foi filmado no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro e é um depoimento de Chico sobre Tom Jobim e a grande cumplicidade que existiu entre eles. Destaque para “Olha Maria”, “Chega de saudade”, “Lígia” e muitas outras canções, algumas delas gravadas em casa de Jobim, com familiares e amigos participando.
“Estação derradeira” é o quinto filme e, certamente, o menos interessante. Todo ele é dedicado í Mangueira e pretende mostrar que Chico está bem ancorado numa tradição do samba carioca.
O último filme, “Bastidores”, fala-nos da música que Chico compí´s para o teatro: “Roda Viva”, “Calabar”, “Gota de água” e, claro, “A í“pera do malandro”.
Ao longo de toda esta semana, deliciámo-nos com estes seis filmes e recordámos os bons velhos tempos em que a música popular brasileira conseguiu, sem grande dificuldade, destronar o pop-rock anglo-americano, nas nossas preferências musicais. Foi um período curto, talvez entre 1973 e 1980, mas foi um tempo muito rico em boas canções, que toda a gente sabia cantar.
Obrigado Chico, por todos estes serões, em que recordei os meus 30 anos.
Oito anos depois do seu último disco, Chico Buarque resolveu dar um arzinho da sua graça, lançando este “Carioca”.
E é mesmo só um “arzinho” porque o disco é uma sombra dos bons velhos tempos do Chico – e isto não é saudosismo, é mesmo assim.
É verdade que a voz está lá, praticamente com o mesmo timbre, apesar dos 62 anos. É verdade que os arranjos são bons, embora haja para lá uma slide guitar que não fazia falta nenhuma. É também verdade que as letras continuam com a marca de qualidade habitual, com os jogos de palavras, com o gosto especial pela língua portuguesa.
Apesar disso, o disco não tem nenhuma grande canção, não tem nenhum daqueles temas que deixam uma marca.
Como costumo dizer: o que foi, não volta a ser…