Gosto muito de futebol.
Dito isto, quero acrescentar BASTA DE MUNDIAL, PORRA!
Um tipo liga a televisão e o que vê, em todos os telejornais, são reportagens idiotas relacionadas com o Mundial e a selecção portuguesa!
Estou farto!
Eu quero lá saber que o Nuno Gomes tenha uma tia idosa que ainda guarda fotografias do jogador, vestido de comunhão solene! Estou-me borrifando para o tio do Hugo Viana, que é dono de um café, e que andou a pintar saudações ao jogador no asfalto das rotundas lá da terra! Estou-me marimbando para o grupo de amigos, emigrados na Alemanha, que vai organizar uma grande festa com sardinhas assadas e bifanas!
Quantos repórteres têm as televisões, lá na Alemanha, para produzirem um trabalho tão idiota, com reportagens estúpidas sobre coisas que não interessam a ninguém?
Não acontece mais nada neste Mundo, caramba?
Acabaram a crise económica, os atentados no Iraque, o conflito israelo-palestiniano, a fome no Darfur, a guerra na Somália? Até o conflito em Timor – esse eterno protectorado da nova democracia portuguesa – passou para enésimo plano!
Neste preciso momento, a SIC está a transmitir uma reportagem feita na feira do Relógio e a repórter, com voz dramática, diz: “imaginem o que seria se todas estas gargantas (as dos vendedores), se juntassem para torcer por Portugal?”
Por favor, tenham dó!
Agora, diz uma vendedeira negra: “oh… isso agora está muito difícil… eu tenho muitos amigos angolanos, eu sou guineense, mas vou torcer por Portugal”
E o que é que eu tenho a ver com isso?
Tirem-me deste filme já!
Mais uma vez, os jornalistas televisivos (e não só), mostram a sua verdadeira face: a da mais completa indigência, da falta de imaginação, da preguiça inigualável – transformando um acontecimento desportivo, sem dúvida importante, num verdadeiro massacre informativo, não separando o essencial do acessório, pondo no ar tudo, mas mesmo tudo, o que vagamente possa ser relacionado com o Mundial!
Chega! Basta!
Felizmente, nós temos sempre a última palavra e todos os televisores têm um botão de on-off.
Há que utilizá-lo e desligar a televisão!
Foi o que eu fiz…