Segundo o Expresso, Manuela Ferreira Leite estará inclinada a deixar que Santana Lopes possa ser o candidato do PSD í Câmara de Lisboa.
Este seria o presente envenenado de Manuela ao Sr. Lopes: ao dar-lhe uma nova oportunidade, calaria a oposição dentro do partido. Se Santana ganhasse (ah! ah!), Manuela também ganharia; se Santana perdesse, Manuela não poderia ser acusada de não ter tentado.
Esta baixa política só mostra como se mexem os partidos, o PSD, em particular. No artigo do Expresso, assinado por í‚ngela Silva, não se fala, em lado nenhum, do que poderia ganhar a cidade se Santana Lopes voltasse a ser presidente da Câmara. Não se conhece, da parte de Santana, nenhuma ideia nova sobre Lisboa (ele tinha 3 e já as esgotou: o túnel do Marquês, o Casino de Lisboa e o Parque Mayer). Nada disto interessa. O que interessa são os jogos dentro do partido.
Aliás, no PS, a treta é a mesma. Agora, por exemplo, António Costa e Helena Roseta chegaram a um entendimento, que foi muito saudado pelos comentadores. Então, mas afinal eles não pertencem ao mesmo partido? Não podiam ter chegado a esse acordo antes de concorrerem separadamente í Câmara, evitando meses e meses de decisões adiadas porque não havia maioria nas votações?
Voltando ao Sr. Lopes: será que ele quer a candidatura í Câmara de Lisboa?
Não acredito.
O Sr. Lopes quer a Presidência da República, quando o ciclo de Cavaco acabar.
Lá terei que votar no Mário Soares, outra vez, daqui a 10 anos…

