Não nos livramos do Gaspar!

Lembram-se do Vitor Gaspar?

Para quem está distraído, sempre se esclarece que Vitor Gaspar foi o ministro das Finanças que liderou toda esta política de austeridade e que, dois anos depois se demitiu, escrevendo uma carta em que, no fundo, dizia que toda essa política estava errada.

Retirou-se discretamente, manteve-se afastado da ribalta e conseguiu, em pouco tempo, que a malta se esquecesse dele.

Agora, surge a notícia de que o Banco de Portugal o vai contratar para liderar uma comissão que vai pensar os desafios e a futura missão do departamento de estudos económicos e traçar o perfil que deve ter o economista-chefe que irá analisar e aconselhar em matéria de política monetária.

Segundo o DN, o Banco de Portugal lançou um concurso para escolher o chefe do tal departamento de estudos mas não encontrou ninguém í  altura.

Como é possível?!

Tantos economistas que temos, tão infalíveis e competentes e nenhum estava í  altura?

Nem o Medina Carreira, que sabe tudo o que foi feito de errado por TODOS os ministros das Finanças, nem o César das Neves, que tem ideias tão definitivas sobre TUDO?

Foi preciso irem buscar o Gaspar?

Estamos lixados!

Desgaste rápido

O Governo prepara mais alterações no sistema de reformas.

Parece que a idade da reforma vai passar para os 66 anos, já para o ano.

Há excepções.

As chamadas profissões de desgaste rápido podem continuar a reformar-se aos 60 anos.

Essas profissões são: controladores aéreos, pilotos, mineiros, pescadores, bailarinos e bordadeiras da Madeira.

Duas questões:

1ª – Bordadeiras da Madeira como profissão de desgaste rápido, percebo – agora, mineiros? Mariquinhas!…

2ª – Acham que bordadeiras da Madeira não devia fazer parte deste grupo? Experimentem bordar na madeira e logo vêem o que é desgaste rápido!

Toma, que é para aprenderes!

Um jovem de 16 anos assaltou um distribuidor de Telepizza e roubou-lhe três pizzas, no valor de 31,50 euros.

Foi hoje julgado por um colectivo de três-juízes-três, gastando, assim, ao erário público, mais de mil euros.

Três juízes a julgarem um caso de roubo de três pizzas?

Acho muito bem!

Estes putos começam a roubar pizzas e, se não lhe pomos um travão, qualquer dia estão a roubar hamburgueres!

Uma onda que se disputa…

Por que razão uma juíza, um procurador do Ministério Público, dois advogados e um funcionário judicial andam a estudar surf?

Segundo o indelével Diário de Notícias, a razão reside numa onda, que foi surfada por dois surfistas ao mesmo tempo, daí resultando um choque que provocou danos materiais e psicológicos.

Vamos aos factos, porque isto vale a pena…

«Tudo aconteceu na tarde de 24 de Novembro de 2012, na praia do Cabedelo, em Darque, junto í  cidade de Viana de Castelo, com os dois surfistas, Ricardo Forte, de 37 anos, e João Zamith, de 38, a envolver-se naquilo que a própria acusação diz ser um caso de  “disputa de ondas”» – isto é o que diz a notícia do DN, que, mais í  frente, explica:

«Quando Ricardo Forte deslizava na sua prancha na crista de uma onda, surgiu João Zamith em sentido contrário, preparando-se para apanhar a referida onda. Nesse momento, cada um deles assentou em manter o rumo, sem se desviar, pelo que embateram com as respectivas pranchas um contra o outro».

Acham incrível?

Então, continuemos:

«Do choque, resultaram vários ferimentos nos dois surfistas, danos de 70 euros na prancha de mais de dois metros de Ricardo Forte e uma acesa discussão, com ameaças entre os dois, já na praia»

E agora, o caso decide-se no tribunal, a expensas do erário público!

Teremos que colocar semáforos nas ondas ou, mais simplesmente, dar dois pares de estalos a estes beach boys de trazer por casa?

“O Quinto da Discórdia”, de Robertson Davies

RobertsonDaviesRobertson Davies (1913-1995) foi um escritor canadiano, que se notabilizou não só pelos seus romances, mas também pelas peças de teatro e crónicas jornalísticas, de cariz humorista.

O Quinto da Discórdia (Fifth Business) foi publicado em 1970 e é, sobretudo, uma história muito bem contada, que prende a nossa atenção desde o início.

O que mais me fascinou neste livro foi o facto de a história ser muito diferente do habitual: não há um grande caso de amor, não há um crime, não há nenhuma tragédia e, no entanto, o autor consegue prender a nossa atenção.

O livro conta a história de Dunstan Ramsay, desde a sua infância até í  sua reforma como professor catedrático, passando pela Primeira quinto da discordiaGuerra Mundial. Além de professor universitário, Ramsay é especialista em santos, realizando diversas viagens pela Europa, a fim de conhecer melhor a história de muitos santos.

Um episódio ocorrido na infância de Ramsay, marcou a sua história pessoal: o seu amigo Boy Staunton atira-lhe com uma bola de neve, Ramsay, baixa-se e a bola atinge a Dra. Dempster, que estava grávida. Assim nasce, prematuramente, Paul Dempster, que se há-de tornar um grande mágico, enquanto a sua mãe se transforma na louca da aldeia.

Ramsay é o “quinto da discórdia”, isto é, o elemento que, não sendo protagonista da história, tem uma importância capital no seu desenrolar.

Gostei.

Avé César! Morituri te salutant!

Que seria de Portugal sem João César das Neves?

Provavelmente, um país melhor.

Quem é João César das Neves?

Um tipo que foi assessor económico de Cavaco Silva entre 1991 e 1995, é professor, doutor, mestre e tudo.

Aparece muitas vezes a dar opiniões na televisão, sempre encostado a uma prateleira com muitas livros desarrumados, o que dá sempre um ar de génio.

Desta vez, deu uma entrevista ao DN, onde diz coisas muito importantes e definitivas.

Primeira coisa importante e definitiva:

«Subir o salário mínimo é a melhor maneira de destruir a vida aos pobres»

Se dermos mais dinheiro aos pobres, eles vão gastá-lo em putas e vinho e César quer salvar os pobres da perdição. Quem não tem dinheiro, não tem vícios.

Segunda coisa importante e definitiva:

Â«É preciso é criar condições para que as pessoas possam terem os filhos que querem. Em Portugal, por razões ideológicas, promovemos os casamentos homossexuais, o aborto e outras coisas».

Se proibirmos os maricas de se casarem, talvez eles se ponham a fazer filhos. E outras coisas…

Terceira coisa importante e definitiva:

«Estamos a ter, de facto, um movimento de migração e tenho sido das poucas vozes a dizer que acho que isso é bom».

Quando todos os jovens credenciados tiverem emigrado, ficam cá só os velhos, a aturar o César, e isso vai ser bom.

Quarta coisa importante e definitiva:

«A maior parte dos pensionistas não são pobres e estão a fingir que são pobres!»

Ora aqui está um grande verdade! Um pensionista que se preze tem que ser pobre, carago! Por isso, toca a cortar nas pensões!

César diz muitas coisas nesta entrevista.

Se ele tivesse sido ministro durante todos estes anos, de certeza que não estaríamos em crise.

Pena que ele tenha sido só assessor de Cavaco entre 1991 e 1995…

cesar das neves (2)

 

Machete, então as gotas, pá?

O Diário de Notícias faz eco de um estudo apresentado na conferência anual da Sociedade de Neurociências, nos EUA, em San Diego, que poderia ajudar Passos Coelho a resolver o problema do ministro Machete.

Esse estudo com idosos, que sofriam de demência, mostrou que sessões de canto regulares com músicas populares, como as dos musicais Música no Coração e O Feiticeiro de Oz, ajudam a obter melhores desempenhos cognitivos ao fim de quatro meses.

Aqui fica a sugestão, Passos: põe o Machete a cantar músicas da Julie Andrews e, lá para Fevereiro do ano que vem, o gajo deixa de dar barraca!

portas e machete (2)

Defeitos e virtudes

Bill de Blasio, o candidato democrata derrotou e esmagou o seu adversário republicano e vai ser, a partir de janeiro, o novo mayor de Nova Iorque.

O DN esclarece-nos, na primeira página, «quem é o homem que vai mandar em Nova Iorque: tem 52 anos, 1,95 m, uma mulher negra e ex-lésbica e dois filhos mulatos».

Se a mulher, além de negra e ex-lésbica, fosse também coxa e invisual, Bill de Blasio poderia ser Presidente dos EUA!…