E o tamanho do meu pénis?

Almada está esventrada por causa das obras do Metro.

As avenidas 25 de Abril e D. Afonso Henriques estão reduzidas a duas faixas de rodagem, sem nenhum lugar para estacionar.

É o caos.

Mas a Câmara Municipal de Almada e a Junta de Freguesia de Cacilhas dão uma ajuda: a meio da avenida 25 de Abril, inventaram um parque de estacionamento no cimo de uma morro baldio e arranjaram mais una quantos lugares para estacionar, na pracetas limítrofes.

Só que, para que os residentes possam estacionar, gratuitamente, nesses locais, têm que adquirir um cartão especial.

E o que é preciso para obter esse cartão?

Simples: entregar, na Junta de Freguesia de Cacilhas cópias da carta de condução, da certidão de domicílio fiscal, com prova de pagamento do IRS, o cartão de eleitor ou um atestado de residência, o certificado de matrícula do carro ou o título de registo de propriedade.

Ou seja: não basta eu provar que moro na avenida 25 de Abril; tenho, também que provar que o carro é meu, que tenho carta de condução e que tenho os meus impostos em dia.

Por outras palavras: se eu morar na avenida 25 de Abril, for proprietário do carro, mas for outra pessoa a conduzi-lo, porque eu não tenho carta, já não tenho direito ao tal cartão que me permite estacionar gratuitamente, perto da minha casa.

E, já agora, a Junta fica a saber se eu pago os meus impostos e se tenho o cartão de eleitor actualizado.

Simples, não é?

Já agora, não querem também saber o tamanho do meu pénis?

É que pode ser demasiado pequeno, ou demasiado grande, para eu ter direito a estacionar no vosso formidável parque de estacionamento!

No satisfaction

O guitarrista dos Stones, Keith Richards, disse, numa entrevista, que tinha snifado uma mistura de cocaína com as cinzas do falecido pai.

No dia seguinte desmentiu.

Não era uma mistura.

Eram mesmo só as cinzas do pai.

Até porque Richards, com 63 anos, já não se mete na coca.

Por estas e outras, se diz que, depois do holocausto nuclear, só três coisas sobreviverão: a fita cola, as baratas e Keith Richards.

Mais um incentivo para os maridos arrearem nas gajas

O ministro da saúde anunciou mais uma enorme medida, própria do complexo de esquerda que ainda enforma o governo socialista: a partir de agora, as vítimas de violência doméstica ficam isentas do pagamento das taxas moderadoras.

Estou mesmo a ver, lá no meu Centro de Saúde, a Dona Ermelinda aproximar-se do balcão administrativo e dizer:

“í“ Fatinha, o meu marido, ontem, deu-me uma carga de porrada. Como já perdi direito ao subsídio de desemprego, porque recusei todas as propostas de trabalho que me foram oferecidas, e perdi o direito ao Rendimento Social de Reinserção porque não me está a apetecer nada ir limpar matas, a mando da Junta de Freguesia, e não sou diabética, insuficiente renal, tuberculosa ou doente oncológica, como não sofro de lúpus, hemoglobinopatia ou doença profissional, como não sou seropositiva, nem toxicodependente ou alcoólica integrada num plano de recuperação – não tive outro remédio se não pedir ao Zé para me dar uma carga de porrada! Agora, como vítima de violência doméstica já posso vir a médico e não pagar os 2 euros e 10 cêntimos, não posso?!”

Eu sei que isto parece um pouco reaccionário, mas não resisti!

Uma história portuguesa

Paulo Almeida, 45 anos, saiu de Casal Vasco, concelho de Fornos de Algodres, distrito da Guarda, aparentemente sem dizer nada a ninguém e, três dias depois, estava num balcão do Commercial Bank of Florida, em Miami.

Sem saber uma palavra de inglês, entregou um telemóvel a uma das empregadas do Banco. Ela levou o telemóvel ao ouvido e, do outro lado, alguém a informou que estava perante um assalto e que devia entregar 20 mil dólares a Paulo Almeida.

O português sentou-se num sofá do Banco e esperou, enquanto o gerente avisava a polícia.

Pouco tempo depois, 70 agentes especiais irrompiam pelo Banco e prendiam Paulo Almeida, que enfrenta, agora, uma possível pena de 10 a 15 anos de prisão, já que os assaltos a bancos, nos EUA, são crimes federais.

Aqui, nesta história, reside uma moral qualquer, mas eu não sei qual é…

Tropa fandanga

Há dois dias, o glorioso Exército português realizou um exercício na Marinha Grande.

Vou explicar tudo, para que a coisa fique bem explícita: o exercício consistia em lançar oito mísseis terra-ar, de curto alcance. Os mísseis eram os norte-americanos Chaparral, anti-aéreos, adquiridos pelo glorioso Exército português em 1990 e visam os alvos em voo, com recurso a localização por infravermelhos e busca de calor. Depois de disparado, o míssil Chaparral segue o alvo num raio de cinco mil metros.

O glorioso exército português disparou oito mísseis Chaparral neste exercício de fogo real, denominado, pomposamente, “Relâmpago 07”.

Aliás, tentou disparar oito mísseis Chaparral.

Quatro deles não chegaram, sequer, a ser disparados, porque “os artilheiros não conseguiram fixar os alvos para disparar os projécteis” (Diário de Notícias).

Dos outros quatro que foram, de facto, disparados, um detonou no areal, isto é, morreu na praia – e os restantes três, que, de facto, conseguiram chegar ao mar, não acertaram nos alvos!

De quem foi a culpa?

Segundo o coronel Vieira Borges, comandante do Regimento de Artilharia Antiaérea 1, a culpa foi dos alvos LZS 5000; eram “alvos que tinham alguns anos e com data de validade até este ano”.

Ainda segundo o DN, tratou-se de “um treino considerado essencial para garantir a capacidade operacional do Exército em reagir a ameaças terroristas que podem utilizar aeronaves para atacar locais estratégicos, í  semelhança do que sucedeu no 11 de Setembro. Estiveram envolvidos 180 militares”.

180 militares do garboso Exército português para disparar 8 mísseis, nenhum dos quais atingiu o seu alvo.

Bin Laden – de que é que estás í  espera, pá?

Fechem esta merda!

Foram duas semanas de arromba!

Nasceu o meu neto Tiago, completei 54 anos de vida e trabalhei que nem um cão, incluindo fins-de-semana.

í€ noite, mal tinha energia para desfolhar o jornal e, quando o fazia, ficava sempre ligeiramente nauseado.

Este país é mesmo uma choldra, como dizia o outro.

Agora, parece que um tipo qualquer de Alcobaça, tem usado o seu blog para levantar suspeitas sobre a licenciatura de Sócrates, em engenharia civil, na Universidade Independente.

Parece que o primeiro-ministro não terá feito as cadeiras todas, arranjou umas equivalências manhosas e terá acabado o curso sem frequentar as aulas. Se o fez, não é o único. Eu, por exemplo, licenciei-me em Medicina, em 1977, sem nunca ter postos os pés numa aula de Ortopedia e, em 74/75, tive passagem administrativa a várias cadeiras.

Enfim… o jornal Público embarcou nesta treta e vá de fazer uma “investigação”, enchendo duas páginas com datas e declarações e troca de mensagens, numa tentativa de esclarecer a verdade: será que Sócrates é mesmo engenheiro?

Disto depende o futuro da Pátria.

O PSD, em vez de ficar caladinho, vem a público exigir que o gabinete do primeiro-ministro explique tudo. Porquê? Se Sócrates não for engenheiro, o que acontece? É por Sócrates ser (ou não ser) engenheiro que deixa de ser (ou passa a ser) um grande primeiro-ministro?

Há cerca de dois anos, correu o boato que Sócrates era homossexual – agora, querem provar que o homem nem engenheiro é.

Quer dizer: já que não és paneleiro, prova lá que és engenheiro?

Ridículo!

Coincidência, ou talvez não, esta polémica surge numa altura em que a Universidade Independente parece um país africano, tipo República Democrática do Congo, sempre com golpes de Estado.

O reitor Luís Arouca destituiu o vice-reitor, Verde (é o nome dele). Uma semana depois, Verde mune-se de uma decisão do Tribunal do Comércio e expulsa Arouca, reassumindo o seu lugar. Dois dias depois, a PJ prende Verde e Arouca volta a ser reitor outra vez.

Tal como aconteceu com a Universidade Moderna, fala-se de tráficos vários, fugas de capitais e outras malfeitorias, todas relacionadas com a Universidade Independente.

Está visto para que servem as Universidades em Portugal…

Golpes de Estado acontecem, também, todos os dias no CDS-PP (Clube Dos Servos de Paulo Portas).

Fizeram um Conselho Nacional e parece que andaram í  porrada, terão chamado filha da puta í  Maria José Nogueira Pinto e houve até um deputado que parece que a agrediu, embora ele negue e diga que ela só o acusou porque ele é preto.

Lindo partido…

Imaginem o que seria se, em vez de partido, o CDS fosse inteiro!

Entretanto, a DECO (organização que tem nome de jogador de futebol), realizou um estudo extraordinário, que fez as delícias dos jornais: arregimentou um grupo de colaboradores, que fizeram de conta que estavam doentes; foram ao médico queixar-se de dores de garganta e mais de metade dos médicos receitou-lhes antibiótico.

Vejam bem a incompetência destes doutores da mula russa: receitam antibióticos a torto e a direito, mesmo a quem não precisa deles!

Ora bem, nunca fui corporativo. Claro que há médicos incompetentes, como há canalizadores, engenheiros, calceteiros, jornalistas e colaboradores da DECO que não sabem o que fazem. Mas este estudo é revelador da mediocridade que impera nesta choldra – mediocridade amplificada pela comunicação social.

Então, a DECO enviou colaboradores, “em perfeito estado de saúde”, preparados para enganar os médicos, dizendo-lhes que sofriam de dores de garganta. Foram a 67 médicos (58 consultórios privados e 9 centros de saúde) e 37 destes médicos receitaram antibióticos aos falsos doentes, embora seis destes 37 médicos tivessem passado o antibiótico em receita í  parte, dizendo que era só para aviar se as queixas piorassem.

Que validade terá um estudo como este? Falsos doentes merecem falsos médicos!

Se um doente vem í  minha consulta dizer que passou o dia a fazer diarreia, devo-lhe prescrever um anti-diarreico ou pedir para ele cagar í  minha frente, para eu confirmar que é diarreia?

Claro que não é exactamente o mesmo, mas, da próxima vez que me deparar com um doente a dizer que lhe dói a garganta, vou ter mais cuidado. Observo a garganta do pretenso doente (não vá ele ser um colaborador da DECO) e peço-lhe um exsudado orofaríngeo. Cerca de 6 dias depois, quando tiver o resultado da análise, logo lhe prescrevo, ou não, o antibiótico. Se ele, entretanto, tiver uma escarlatina, que se queixe í  DECO!

Perante estes exemplos, um gajo fica cada vez mais desiludido com o país em que vive, caramba!

Depois, assiste-se a manifestações contra o fecho das maternidades, dos serviços de urgência, das esquadras da polícia e da gnr, dos tribunais e, agora, também dos consulados.

E um tipo pergunta: por que raio não se fecha esta merda deste país?

Bagaço versus cachaça

O governo decidiu fechar a embaixada de Portugal no Iraque. O PSD acha esta decisão inaceitável. O PSD e os próprios iraquianos que, como protesto, fizeram explodir mais algumas bombas nas ruas de Bagdad, coisa que já não acontecia há muito tempo. Consta que o próprio Bush ficou zangado com esta decisão e terá decidido escolher o Brasil como parceiro no seu novo projecto, em detrimento de Portugal.

Segundo disse o presidente dos EUA, Bush e Lula serão parceiros num novo projecto que pretende substituir o petróleo pelo álcool.

Perde o bagaço ““ ganha a cachaça; e tudo por causa desta estúpida ideia do governo português de poupar dinheiro, fechando embaixadas e consulados.

E agora, pergunto eu: onde é que os extremistas islâmicos irão arranjar passaportes portugueses falsos, para se poderem infiltrar na Europa?

Só mais uma curiosidade sobre a visita do Bush ao Brasil. Segundo o DN, o presidente dos EUA levou, a bordo do seu Air Force One, água e papel higiénico. ígua, ainda percebo ““ Bush estava com medo de se dar mal com a água brasileira e preferiu continuar a consumir a água a que está habituado. Agora: papel higiénico? Quer dizer que o papel higiénico brasileiro nem para limpar o cu dos americanos serve? Se eu fosse ao Lula, tinha juntado umas gotas de Guttalax no jantar do Bush ““ o gajo havia de cagar tanto, que acabava por gastar o papel higiénico todo.

Depois, mandava-o limpar o cu a notas de dólar.

Se o Bush não tivesse levado dinheiro, que limpasse o cu ao cartão Visa.

Descriminação

Segundo o Expresso “…Cavaco tem 20 dias para decidir aborto” (página 10).

Pura discriminação.

Segundo a nova lei do aborto, as mulheres terão um período de reflexão de três dias, antes de decidirem se querem prosseguir com a interrupção voluntária da gravidez ““ por que raio é que Cavaco tem 20 dias?!

Valentim julgado em directo

Valentim Loureiro é acusado de mais de vinte crimes, no âmbito do Apito Dourado. Afirma, ao Expresso, que quer ser julgado na televisão, em directo, porque, nos tribunais, ninguém o leva a sério.

“…Já percebi que os tribunais não me levam a sério” ““ é o que Valentim diz.

Percebe-se. Uma personagem como Valentim, é mais credível na televisão, entre a Floribela e os Gato Fedorento.

Apesar de ser arguido de vinte e tal crimes, não vê razão para deixar de ser presidente da Câmara de Gondomar ou da empresa do Metro do Porto. Pois se foi eleito por mais de 60% dos eleitores! (o facto de Hitler também ter sido eleito, não é para aqui chamado).