
Coisas da Vida
Mama aqui, a ver se eu deixo!
A ministra do Trabalho, R. Ramalho, propõe que se acabe com essa mama de as mães trabalhadoras darem de mamar aos filhos, indefinidamente.
Estão a prejudicar as empresas, as gajas!
Está-se mesmo a ver que, a partir dos 2 anos, os putos já comem bifes e, se as mães continuam a dizer que lhes dão mama, é uma grande aldrabice – vai-se a ver e estão a dar mama é aos pais dos putos, as desavergonhadas!
Enfim, se não há limites para a amamentação, se calhar até legal que as mães continuem a dar de mamar aos pais, indefinidamente.
É com isto que a AD não pode!
Acabar com o sexo no currículo das escolas e com a mamada no seio da família! Sinceramente, nem sei para que raio precisamos nós de um partido como o Chega – o PSD é mais do que suficiente!

O Chega aluga quartos
O Chega – nome de um conhecido partido de extrema-direita português – está a enveredar pelo alojamento local ou algo parecido.
Quando se discutia, na Assembleia, o novo currículo da disciplina de Cidadania, nomeadamente, no que respeita à educação sexual, o excelso deputado Nuno Gabriel, do tal partido Chega, achou que a deputada do Livre Filipa Pinto estava a precisar de um sítio para praticar actos sexuais eventualmente indecorosos e, sendo assim, sugeriu-lhe que arranjasse um quarto e “faça aquilo que quiser”.
Esta afirmação encerra duas novidades:
O Chega está a sugerir que arranja quartos para as deputadas depravadas que querem fazer sexo que nem umas malucas;
E o Partido do Ventura não se importa que essas malucas façam o que tiverem na ideia, o que só demonstra que é um Partido liberal no que respeita ao sexo.
Benza-os Deus!

O frouxo e o fanfarrão
Ontem houve debate do Estado da Nação.
Não é líquido que o Estado da Nação seja sólido. Parece-me que o Estado da Nação não é líquido nem sólido – é mais um gel, assim uma espécie de slime que passou o prazo, cheira mal e deixa ficar os dedos sujos e com bocado agarrados.
O Luís “Deixem-no Trabalhar” Montenegro, fez as habituais notícias pré-eleitorais: suplementos para as reformas, descidas de IRS e de IRC e negou ter um princípio de acordo com o Chega, que este garantiu existir.
Mas o que me deixou mais incomodado, foi a atitude do Presidente da Assembleia da República, Aguiar-Branco, em relação à linguagem usada pelos deputados.
Ventura – sempre ele – acusou a liderança do PS de ser frouxa, mais frouxa do que a anterior. Um Pedro Nuno frouxo, mas um Carneiro ainda mais frouxo.
Ora, um Carneiro frouxo não fica nada bem a um Partido que quer fazer Oposição.
Carneiro levantou-se e chamou fanfarrão a Ventura.
Aguiar-Branco ruborizou e, cortando a palavra ao Carneiro frouxo, advertiu-o que aquela não era linguagem que se usasse na Assembleia. Ler nomes de crianças estrangeiras que frequentam a escola, ainda vá; chamar frouxo ao Carneiro, é como o outro – agora dizer que Ventura é fanfarrão – isso é que não!
Ora, sabendo que fanfarrão é um indivíduo que ostenta uma postura de valentão, mas que, na realidade, não tem a valentia que demonstra – temos de concordar que o Carneiro frouxo se excedeu. Basta lembrar-nos como Ventura enfrentou a sua crise de azia cardiovascular para perceber que ele é, de facto, um valentão.
Até chorou, coitadinho!…
“O Bom Mal”, de Samanta Schweblin (2024)
Samantha Schweblin nasceu em Buenos Aires em 1978 e é considerada uma das melhores escritoras das últimas datas da América Latina.
Este pequeno livro de seis contos é perturbador. São histórias estranhas que a pequena explicação que a autora nos dá, no final do livro, não ajuda muito.
A última história, por exemplo, intitulada “O Superior faz uma visita”, fala-nos numa mulher que visita a sua mãe num Lar e que, por um acaso, acaba por ajudar uma outra residente do Lar a abandoná-lo. Leva-a para casa e, pouco depois, surge o filho dessa mulher, que, armado, lhe rouba dinheiro e joias, depois de uma tarde inteira de terror.
Sobre mais esta história perturbadora, a autora diz o seguinte: “conheci o homem (deste conto) numa longa estada em Barcelona. Apesar de nunca nos entendermos, com ele aprendi por fim a levantar pesos sem que me doa a lombar. Parece uma coisa de somenos, mas ficar-lhe-ei sempre grata”.
Está bem…
Chega – que nome pindérico!
Até nisto somos periféricos!
Falo da designação dos partidos de extrema-direita.
Na Alemanha, existe a Alternativa pela Alemanha, em Itália, o partido da Meloni chama-se Irmãos de Itália, em França, há a Reunião Nacional, aqui ao lado, em Espanha, o Vox.
E em Portugal?
Chega…
Que pindérico!
Montenegro, tem vergonha nessa cara!
O governo cancelou os festejos do 25 de abril devido à morte do Papa Francisco. Montenegro anunciou que os festejos seriam adiados para o 1º de Maio – e no Dia do Trabalhador organizou um concerto do grande combatente anti-fascista, esse ilustre militar de Abril, Tony Carreira, nos jardins do Palácio de São Bento.
Montenegro não merece ser primeiro-ministro de todos os portugueses, mas apenas das balzaquianas malucas por um tipo com uma voz fininha que, ainda por cima, plagia as canções francesas.
Tem vergonha nessa cara, Montenegro!

Francisco: faz só mais um milagre!
Spinum viva!
Era uma vez um primeiro-ministro que tinha um espinho na garganta. Ele não o sentia, mas ele estava lá. E como era advogado e percebia de latim básico, chamava-lhe spinum.
Desculpava-se, dizendo que o espinho era antigo e nada tinha a ver com a sua governação como primeiro-ministro, mas o que era certo é que a Oposição questionava a transparência do primeiro-ministro.
A qualidade da transparência tem destas coisas: a gente via o espinho, à transparência e o primeiro-ministro, perante essa evidência, tentou passar o espinho para a mulher e, depois, para os filhos, mas o sacana do espinho não se desprendia da sua garganta. O sacana do spinum viva!
Ter um espinho atravessado na garganta pressiona qualquer primeiro-ministro, por mais honesto que seja. Foi então que o primeiro-ministro desta história decidiu levar o caso ao Parlamento, pedindo uma moção de confiança.
Se os partidos votassem a favor da sua moção de confiança, o primeiro-ministro engolia em seco e deixava o espinho lá enfiado no pescoço, mas se os partidos votassem contra, que novas eleições fossem convocadas – que fosse o povo a decidir se o espinho tinha alguma importância nacional ou não.
E tudo isto por causa de um simples spinum!
Viva?…
O pum que Dona Genoveva deu, não foi ela, fui eu!
O primeiro-ministro Luis Montenegro faz-me lembrar aquela anedota do Bocage.
Num baile, uma Dona Genoveva deu um pum e pediu ao Bocage que assumisse o ónus do fedor que se instalou no salão. Foi então que o poeta anunciou, com voz grave que o pum que a Dona Genoveva deu, não foi ela, fui eu.
Passa-se o mesmo com o Montenegro.
A empresa que ele fundou, não é dele, é da mulher.
Ou então, a empresa que ele fundou, não é dele, nem da mulher, mas dos filhos.
E os clientes que Luis Montenegro arregimentou, não são dele, mas do Hugo Montenegro, seu filho.
E quando a Solverde telefona a Montenegro e pede que lhe actualize os cookies e a política de proteção de dados, o primeiro-ministro, escandalizado, responde: pergunte ao meu filho, que eu não tenho nada a ver com essa empresa e até tenho raiva a quem tem!
Ai, Montenegro! A tua transparência é cada vez mais opaca!


