Montenegro e o climatério

Já estamos habituados às calinadas de Montenegro no português.

O empresário de Espinho é o típico cidadão que diz “visionar”, em vez de ver. Foi ele que disse “aqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”, em vez de “aqueles que morreram”.

Esta frase ainda é mais estranha porque, se a analisarmos bem, ficamos com a sensação que o primeiro-ministro quis dizer que os falecidos não evitaram morrer, como quem diz, só morreram porque não tiveram cuidado.

Agora, temos a questão do “climatérico”.

Montenegro insiste nas alterações climatéricas, em vez de usar o termo correcto, que é, climáticas.

Um mestre em climatologia, pela Universidade de Coimbra, chamado Paulo Dias, escreveu uma carta para os jornais, em que diz, com muita piada, que o primeiro-ministro “funde a meteorologia com a ginecologia ou a agronomia”.

É que o termo “climatérico” deriva de climatério que é a “transição para a menopausa ou ainda o amadurecimento final de frutos, como a banana.”

Esta da banana é novidade para mim, mas quanto ao climatério, conheço-o bem, profissionalmente.

Portanto, o empresário de Espinho deve pensar que é mais fino dizer climatérico do que climático.

Climático é para o povo – climatérico, é para os grandes crânios do Governo!

Oxalá Montenegro tenha os afrontamentos próprios do climatério…

Grandes frases de grandes políticos (um deles muito pequeno, aliás)

“Tratai dos feridos e enterrai os mortos”

– Marquês de Pombal, depois do terramoto de 1755

“O nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perderem a vida”

– Luis Montenegro, depois da tempestade Kristin

A ministra invisível e o primeiro-ministro que não sabe português

Perante a tragédia provocada pela tempestade Kristin, a ministra da Administração Interna apareceu, finalmente, três dias depois. Justificou essa ausência, dizendo que esteve a trabalhar “em contexto de invisibilidade, no gabinete”.

Toda a gente sabe como é difícil a vida das pessoas invisíveis, como muito bem descreveu H. G. Wells no seu livro de 1897.

Deve ter sido difícil para a ministra conseguir tornar-se visível, uma vez que envolve uma reação química que pode pôr em risco a própria vida.

O que vale à Dona Maria Lúcia Amaral é que tem sempre o respaldo do Presidente Marcelo que – como todos sabemos – nunca pediu a demissão de nenhuma ministra invisível.

Quanto ao primeiro-ministro Montenegro, ficou tão espantado com os estragos da tempestade que até se esqueceu do significado das palavras.

Disse ele que esses estragos eram “muito vultuosos, mais do que era espectável”.

Por um lado, Montenegro estava à espera de 30 ou 40 árvores caídas e afinal caíram muitas mais; por outro lado, “vultuosos” significa “rostos inchados, congestionados, edemaciados – não confundir com “vultosos”, de grande vulto, enormes, grandes como o caraças.

Triste país que tão maus governantes escolheu…

Monte, sim – Negro, não – Montenegro, talvez

Monte não escolhe Seguro – Negro não quer Ventura.

Monte será anti-socialismo. Negro detesta populismo.

Montenegro está à rasca!

Se aconselha voto em Ventura, que votou contra o Orçamento, estará sempre à espera de ser esfaqueado pelas costas.

Se nos diz que vai votar em Seguro, teme que lhe lixem as leis laborais e a ministra da Saúde, aquela beleza de cabelo louraço e saia-casaco vermelho.

É verdade que o Monte apoiou Marques e o Negro foi pelo Mendes.

É verdade que a derrota foi total, aviltante, humilhante.

Uma grande derrota para um pequeno candidato – piada gasta, mas verdadeira!

Derrotado o seu candidato, Montenegro pensa que não precisa de tomar partido.

Para ele, tão democrata é o socialista envergonhado das Caldas da Rainha, com o fascista encapotado do Algueirão.

Com aquele ar trocista e sardónico, Montenegro faz de conta que tem maioria absoluta e que pode governar a seu belo prazer.

Agora, do alto das sua baixeza, até decidiu pôr em tribunal o Volksvargas, acusando-o de notícias falsas.

Ó Montenegro, não sejas mesquinho – vota Seguro e volta para Espinho!

Um primeiro-ministro saloio

Começo por dizer que os saloios da Malveira me merecem todo o respeito.

No entanto, o termo saloio é usado na linguagem corrente como sinónimo de palerma, atrasado, deslumbrado com os ricalhaços, assim uma espécie de novo-rico que se quer armar em selecto, em frequentador dos grandes salões.

Montenegro é isso mesmo.

E esta mensagem de Natal só veio comprová-lo.

O que raio é isso de ter a mentalidade de Cristiano Ronaldo, algo que ele acha que todos nós devíamos ter?

Ser acusados de fugir ao fisco e pagar uns quantos milhões para que nos limpem o cadastro?

Ser acusados de assédio sexual e pagar para que a queixa seja retirada?

Esta é que deve ser a nossa mentalidade?

O Montenegro deve estar fascinado com a fortuna do Ronaldo e deve aprovar o facto de ele estar, agora, ao serviço dos xeiques sauditas, marcando golos extraordinários para gáudio daqueles abusadores de mulheres – e deve achar que o Ronaldo foi o maior ao visitar o fascista do Trump em plena Sala Oval, ladeado pela sua esposa, ambos em êxtase perante o líder da maior potência agressora do Mundo!

Que grande saloio que tu és, ó Montenegro!

Achas que estás credibilizado pelas duas vitórias eleitorais à tangente?

Que estás safo depois do Amadeu te ilibar?

Como é que dormes à noite?

Tão pequenino que és, pá…

O farol fundido

Luís Montenegro – esse grande político e empresário espinhense – declarou-se farol deste país.

E depois, foi a banhos.

Resultado: molhou o farol e o farol fundiu-se!

Toda a gente sabe que não se deve molhar o farol. já George Constanza chamava-se a atenção para a chamada “shrinkage” do farol, sempre que é mergulhado em água.

E é assim, com um candidato a primeiro-ministro com o farol encolhido que temos que aguentar mais uma semana de campanha eleitoral!…

Montenegro, tem vergonha nessa cara!

O governo cancelou os festejos do 25 de abril devido à morte do Papa Francisco. Montenegro anunciou que os festejos seriam adiados para o 1º de Maio – e no Dia do Trabalhador organizou um concerto do grande combatente anti-fascista, esse ilustre militar de Abril, Tony Carreira, nos jardins do Palácio de São Bento.

Montenegro não merece ser primeiro-ministro de todos os portugueses, mas apenas das balzaquianas malucas por um tipo com uma voz fininha que, ainda por cima, plagia as canções francesas.

Tem vergonha nessa cara, Montenegro!

Grupo Excursionista “Os Montenegros”

Foi um sucesso a nossa excursão ao Mercado do Bolhão, no Porto. Visitámos demoradamente as bancas dos legumes e das frutas, as diversas bancas de peixe, os talhos e tudo e tudo.

Fomos muito bem recebidos pelas vendedoras com quem trocámos muitos beijinhos e abraços.

No fim, tirámos esta linda foto.

Estamos já a organizar excursões aos mercados de Benfica e de Arroios!

Spinum viva!

Era uma vez um primeiro-ministro que tinha um espinho na garganta. Ele não o sentia, mas ele estava lá. E como era advogado e percebia de latim básico, chamava-lhe spinum.

Desculpava-se, dizendo que o espinho era antigo e nada tinha a ver com a sua governação como primeiro-ministro, mas o que era certo é que a Oposição questionava a transparência do primeiro-ministro.

A qualidade da transparência tem destas coisas: a gente via o espinho, à  transparência e o primeiro-ministro, perante essa evidência, tentou passar o espinho para a mulher e, depois, para os filhos, mas o sacana do espinho não se desprendia da sua garganta. O sacana do spinum viva!

Ter um espinho atravessado na garganta pressiona qualquer primeiro-ministro, por mais honesto que seja. Foi então que o primeiro-ministro desta história decidiu levar o caso ao Parlamento, pedindo uma moção de confiança.

Se os partidos votassem a favor da sua moção de confiança, o primeiro-ministro engolia em seco e deixava o espinho lá enfiado no pescoço, mas se os partidos votassem contra, que novas eleições fossem convocadas – que fosse o povo a decidir se o espinho tinha alguma importância nacional ou não.

E tudo isto por causa de um simples spinum!

Viva?…