Quem quer 2214 latas?

—

São 2214 latas de bebidas diversas, coleccionadas ao longo de mais de 30 anos.

Latas de 52 países, da ífrica do Sul í  Venezuela.

Latas de cerveja (599), de cola (438), de laranja (214), mas também de café (10), goiaba (5) ou sumo de líchia (2).

Esta colecção será vendida pelo preço simbólico de 1 euro a quem provar merecê-la.

Só tem que comentar este post com um texto em que figure a frase: «eu mereço esta colecção de latas».

O autor do texto que mais me agradar, será contactado para combinarmos o transporte da colecção, que será da responsabilidade do novo dono.

—

Benfica impõe nova regra

A partir de agora, passa a ser assim, no Campeonato: 1 ponto por cada golo.

O Benfica marcou 70 golos – tem 70 pontos.

Ora, como cada vitória só vale 3 pontos, o Benfica tem que marcar 9 golos ao Olhanense, ao Porto e ao Rio Ave.

A divisão dos golos por cada uma destas três equipas, é lá com eles.

Mas eu não me importava nada que o Benfica só marcasse 2 golitos ao Olhanense e outros dois ao Rio Ave, não acham?

A tia de Louçã

No debate quinzenal, na Assembleia, Louçã disse que Sócrates, de debate para debate, estava “cada vez mais manso”.

Sócrates fez cara de poucos amigos e murmurou qualquer coisa.

Como não falou para um telemóvel, os jornalistas tiveram que recorrer í  ajuda de um tipo que é capaz de ler nos lábios, para perceberem o que o primeiro-ministro disse, em resposta í  provocação de Louçã:

– Manso é a tua tia! – foi o que ele disse.

Ora como é costume chamar “manso” aos bois, acho que Sócrates até foi moderado, pois poderia ter respondido, com toda a propriedade: “Manso és tu, meu ganda boi!”. E eu teria aplaudido!

Ou poderia, ainda, ter dito algo deste género, que seria, provavelmente, a minha escolha: “mansa é a zona genital da tua tia!”

Utilizava, assim, o eufemismo “zona genital”, em vez do termo mais corrente, porque se encontrava na Assembleia da República e ainda vai tendo algum respeito pelos deputados da Nação.

E é assim que a tia de Louçã entra na política portuguesa. Pela porta grande.

Da Islândia, com enxofre

A Islândia continua a lixar o resto da Europa.

Não bastava ter ido í  bancarrota e ter realizado um incrível referendo, em que decidiu que não pagava o que deve aos bancos europeus – agora, tem um vulcão em erupção, cujas cinzas poluem os céus da Europa, impedindo os aviões de voarem.

Há três dias que os aeroportos de toda a Europa, com excepção de Portugal, Espanha, Itália e… Islândia, estão encerrados e milhões de passageiros não puderam seguir viagem.

Cavaco Silva foi também apanhado. Em visita í  República Checa, está lá ainda, quando já devia ter regressado.

Sugestão: que venha a pé até Fátima.

Sempre faz exercício físico e, se estugar o passo, ainda chega a tempo de ver o Papa.

Por que razão o Sporting só levou 2 na pá

Ficou combinado que, neste Benfica-Sporting, só marcariam golos aos lagartos os jogadores encarnados com as seguintes características:

– Que falassem espanhol

– Que tivessem nascido a sul do Equador

– Que tivessem orelhas de tamanho normal

Esta decisão teve a ver com o facto de todos os jogadores do Benfica quererem marcar um golo ao Sporting, o que iria dar uma embrulhada das antigas: por um lado, seria um engarrafamentoÂ í  entrada da grande área dos lagartos, tudo a querer rematar í  baliza; por outro, teríamos uma goleada que punha a cabeça do Costinha a prémio – e nós ainda temos muito para gozar com o Costinha como director desportivo de Alvalade…

Portanto, vistos os actos e ponderados os factos, só o Cardozo, que nasceu no Paraguai e o Aimar, que é argentino, cumpriam aquelas condições – e foram eles que marcaram golo.

O Javi ainda tentou, mas todos lhe disseram: ok, tu falas espanhol, mas nasceste bem a norte do equador; não podes marcar.

Quanto ao Di Maria, com aquelas orelhas í  Dumbo, nem tentou.

O Máxi e o Saviola reuniam as condições para meter a bola no fundo da baliza do Sporting, mas o uruguaio estava castigado e o argentino, lesionado e não puderam jogar.

E foi por isso que o Sporting, ontem, só perdeu por 2-0.

Os milhões de Mexia

—Está tudo muito escandalizado com os 3 milhões de euros que o chefe da EDP meteu ao bolso, em salários e prémios.

Mas o que são 3 milhões de euros?…

É certo que dava para pagar o prejuízo da TAP, mas não chegava, por exemplo, para comprar sequer metade do passe de Fábio Coentrão!

Com 3 milhões Mexia compraria, quanto muito, um Helder Postiga – mas, francamente, para que queria o Mexia um Helder Postiga?! Qua haveria de fazer com ele? Só se fosse para o pí´r a fazer as leituras dos contadores da luz…

Também foi notícia de primeira página do DN que Mexia tinha ganho mais que o Steve Jobs – aquele senhor da Apple (pronunciar “eiple”, como muitos jornalistas que pensam, que assim, estão a falar muito bem inglês…).

O Jobs já deve até ter perguntado aos seus assessores: mas quem é esse tal português que ganha mais do que eu? Que é que ele inventou?

Se Pedro Mexia, agora já não mexe, irritado com todo este barulho e está a pensar incorporar os milhões, passando a chamar-se Pedro Mexilhões.

Grande ponto!

A palavra ponto é uma das mais versáteis da língua portuguesa, tendo em conta os seus múltiplos significados.

Deixando de lado os pontos que fazíamos no liceu, nos anos 50 e 60, e que já passaram de moda, podemos utilizar a palavra ponto na culinária, dizendo que um assado está no ponto, na medicina, suturando uma ferida com pontos, na moda, vestindo-nos de ponto em branco, no teatro, com o ponto a sussurrar as deixas aos actores ou na geografia, enumerando os pontos cardeais.

Com a industrialização, surgiram as fábricas e os operários a picarem o ponto; noutro ramo de actividade, pode dizer-se que uma prostituta que vagueia pela rua, anda ao ponto; não há contador de histórias que não saiba que quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto; todos gostamos do ponto alto de um espectáculo, mas nem todos sabem dar uns pontos numa meia rota, muito menos bordar em ponto de cruz.

Há por aí quem diga que também há um ponto G, e vão-se secando í  sua procura, enquanto outros gozam noutros pontos…

Como se sabe, um ponto nunca vem só. Quando vem em grupos de três, diz-se que estamos perante reticências. Outras vezes, acompanhado, temos o ponto e vírgula. E temos o ponto de exclamação e o ponto de interrogação mas, antes do ponto final, ainda restam outros pontos…

O ponto de congelação ou de ebulição, o ponto de rebuçado, o ponto negro que se espreme, o grande ponto que faz rir, o ponteado basófilo para biólogos, o ponto verde para os ecologistas, o ponto de equilíbrio, os pontinhos pequeninos e o Sumo Pontífice.

E depois, há os 6 pontos que o Benfica leva de avanço, claro!

E ponto final, parágrafo!