Perante a tragédia provocada pela tempestade Kristin, a ministra da Administração Interna apareceu, finalmente, três dias depois. Justificou essa ausência, dizendo que esteve a trabalhar “em contexto de invisibilidade, no gabinete”.

Toda a gente sabe como é difícil a vida das pessoas invisíveis, como muito bem descreveu H. G. Wells no seu livro de 1897.
Deve ter sido difícil para a ministra conseguir tornar-se visível, uma vez que envolve uma reação química que pode pôr em risco a própria vida.
O que vale à Dona Maria Lúcia Amaral é que tem sempre o respaldo do Presidente Marcelo que – como todos sabemos – nunca pediu a demissão de nenhuma ministra invisível.
Quanto ao primeiro-ministro Montenegro, ficou tão espantado com os estragos da tempestade que até se esqueceu do significado das palavras.
Disse ele que esses estragos eram “muito vultuosos, mais do que era espectável”.
Por um lado, Montenegro estava à espera de 30 ou 40 árvores caídas e afinal caíram muitas mais; por outro lado, “vultuosos” significa “rostos inchados, congestionados, edemaciados – não confundir com “vultosos”, de grande vulto, enormes, grandes como o caraças.
Triste país que tão maus governantes escolheu…








