Segundo o Montenegro e a ministra Palma Ramalho, o pacote laboral deste governo iria dar origem a melhores salários.
Os trabalhadores não acreditaram.
Os partidos de esquerda, também não.
O Ventura, ora sim, ora não…
A 9 de abril, disse que estava “errado despedir funcionários para os substituir por outsourcing”.
A 29 de abril , acrescentou que, para aprovar o pacote laboral, o governo teria de baixar a idade da reforma.
A 6 de maio, disse que se o tribunal considerar o despedimento ilícito, e o trabalhador não for reintegrado, que isso é criar um mercado selvagem.
Ainda mais radical, disse a 13 de maio que “não se deve fazer uma reforma laboral contra quem trabalha”.
A 3 de junho garantiu que “esta lei laboral será derrotada onde tem de ser, no Parlamento!”
No entanto – e após tantas afirmações contra a lei labora, o Chega preparava-se para votar a favor da lei.
Só que, entretanto, hoje mesmo saiu uma sondagem que mostra o PS em primeiro lugar, seguido do Chega e Ventura terá pensado: ó diabo! Se o PS está à frente e contra o pacote laboral, e o PSD está em terceiro lugar, talvez seja melhor eu votar contra – talvez me aproxime do PS, até poderei ultrapassá-lo!
E o Ventura votou contra!
Ai Montenegro… estás prestes a ser engolido pelo Ventura!…