Chapéus há muitos? Palerma!

Chapéus há muitos, seu palerma?

Nem sempre.

O ex-piloto de fórmula 1, Michael Schumacher, assinou um contrato de patrocínio com um banco alemão.

Schumacher compromete-se a usar sempre um chapéu com o logotipo do banco e, em troca, recebe 21 milhões de euros nos próximos sete anos.

Chapéus como este, não há muitos… e palerma, sou eu…

Bush (pai) lamentou a morte de Mandela

George W. Bush (pai) deu, nas últimas horas, as condolências aos sul-africanos pela morte de Nelson Mandela.
 
Trata-se de um gafe do ex-presidente norte-americano.
 
O assessor de Bush já assumiu o erro e pediu desculpas.
 
Quem já morreu há muito tempo foi o próprio George Bush (pai e filho).
 
Só que ninguém os informou.
 
Ainda…

Os piropos não passarão!

O Bloco de Esquerda insiste nos temas fracturantes.

Agora, quer acabar com os piropos.

Duas militantes bloquistas, cujos nomes convém repetir, são elas Adriana Lopera e Elsa Almeida, consideram que o piropo é uma forma de assédio e que o “assédio só pode estar enquadrado na área na violência contra as mulheres, portanto da violência de género ou violência machista”.

Sendo assim, as senhoras pretendem iniciar um debate que, no final, levará í  criminalização do piropo.

Quando isso acontecer, deixaremos de ouvir coisas como:

Â«í“ Catarina Martins, és tão gira a andar de patins!»

ou ainda: Â«í“ Elsa Almeida, pareces uma miúda da Al-Qeida!»

ou ainda: Â«í“ Adriana Lopera, por que você é tão bera?»

Mas há aqui uma coisa que não compreendo: por que raio é que o piropo há de ser só dirigido í s mulheres?

Por que não havemos de ouvir: «João Semedo, deixe-me beijar-lhe a careca, não tenha medo!»

Por favor, Dona Elsa e Dona Adriana, não tornem as nossas ruas ainda mais tristes!

 

“Yoga Para Pessoas Que Não Estão Para Fazer Yoga”, de Geoff Dyer (2013)

Geoff Dyer (n. 1958) é um escritor e jornalista inglês que, entre muitas outras coisas, escreve sobre viagens… e drogas – se bem que as drogas que ele usa (ou usou), lhe permitem algumas viagens, mesmo sem sair do mesmo sítio.

yogaEste livro junta onze textos que, embora sejam sobre diversos locais do mundo, não são especificamente sobre esses locais – e daí o título, até porque o escritor nunca fala de yoga.

Os textos falam-nos do Camboja e de outras regiões do sudeste asiático (com muitos cogumelos alucinogénios pelo meio), de Roma, de Black Rock City, Detroit e da Líbia, mas fala-nos, sobretudo, do autor, das suas angústias, das suas dúvidas existenciais, que são muitas.

Dyer já viajou muito e parece uma pessoas cansada; cansada das viagens, cansada de ser quem é, cansada de tudo – ou então, é pose.

Parece que, para ele, as viagens são um grande frete e pergunto-me: por que viaja, então?

Deve ser pose.

No Camboja, num passeio de barco, Dyer salienta a imundice:

«Vagueando pela água, a menos de um metro do barco, estava um enorme cagalhão humano. Parecia uma grande maçaroca de milho. Não queria ver aquilo mas era incapaz de desviar o olhar. Na verdade, num ambiente que conduzia apenas í  diarreia e í  cólera, a firmeza e o tamanho do cagalhão era um acontecimento colossal – um testamento í  capacidade humana de se adaptar ao ambiente.»

Ainda por cima, parece que tudo se vira contra o homem:

«Eu tenho uma maldição meteorológica. A meteorologia altera-se de acordo com a minha presença. As frentes frias avançam. As áreas de baixa pressão acumulam-se. Chego a qualquer lado e começa a chover. Sou sempre informado que, até ao dia anterior, o tempo estava perfeito. Até ao dia anterior í  minha chegada não caiu uma gota de chuva durante seis semanas, não havia uma única nuvem no céu desde que existem registos meteorológicos. Mas, se eu chegar, chove.»

É pose, claro.

Muito divertido, o texto sobre a Líbia, ainda no tempo de Khadafi.

Um curioso livro de viagens para quem não está para ler um livro sobre viagens.

Quanto tempo demora uma barata da China até aqui?

A notícia é já de segunda-feira passada mas fiquei í  espera até agora.

E nada!

Na segunda-feira, o DN titulava: «Um milhão de baratas escapam de uma quinta».

E a notícia explicava: «pelo menos um milhão de baratas que se destinavam ao fabrico de remédios de medicina tradicional chinesa fugiram de uma quinta na China, depois de ter sido destruído o local onde se reproduziam».

A notícia causou-me perplexidade por vários motivos.

Em primeiro lugar, como sabem eles que fugiram um milhão de baratas?

Contaram as pernas e dividiram por seis?

Tinham as baratas numeradas e fizeram uma chamada, depois da fuga?

Depois, a perplexidade aumentou quando percebi que as baratas se destinavam ao fabrico de remédios de medicina tradicional chinesa.

Então os chineses tomam Ben-u-Ron feito de baratas?

Xaropes para a tosse í  base de baratas?

Supositórios com baratas?

Um milhão de baratas, são muitas baratas.

Um milhão de baratas em fuga são uma verdadeira arma de destruição maciça!

Hoje é quinta-feira.

Passaram três dias e ainda não vi nenhuma barata chinesa.

Posso ficar descansado?…

“Forbrydelsen” e “Life”

Nos últimos tempos assisti a duas séries televisivas, policiais, que me deixaram ficam boas recordações.

forbrydelsenFalo da dinamarquesa Forbrydelsen e da norte-americana Life.

Forbrydelsen (que tem uma versão norte-americana, chamada The Killing), tem três temporadas. Vi as duas primeiras, de 2007 e 2009. Gostei mais da primeira.

A protagonista da série é uma detective, Sarah Lund (interpretada por Sophie Grabol), cuja vida pessoal é um caos, com um filho adolescente que a enfrenta, um namorado que acaba por se fartar com as suas ausências e uma mãe que não compreende a sua obsessão pelo trabalho.

Surpreendi-me como fiquei viciado numa série que é o oposto das séries norte-americanas.

A primeira temporada, sobretudo, tem um ritmo narrativo, digamos, nórdico… são 20 episódios para resolver um único caso! Está sempre frio, ou chuva, ou ambos, os cenários são lúgubres, os interiores são tristes e pouco decorados, quase ninguém se ri, o ambiente é sempre negro.

A segunda temporada não é tão bem conseguida, mas também merece ser vista.

lifeA outra série chama-se Life e teve duas temporadas, entre 2007 e 2009 e é pena que tenha acabado.

Aqui, o protagonista é o detective Charlie Crews (interpretado por Damian Lewis, o sargento Brody de Homeland).

Crews esteve preso 12 anos por um crime que não cometeu. Libertado, recebeu uma bela indemnização e regressou ao seu trabalho de detective em LA, disposto a descobrir quem o tramou. Tem umas ideias zen, gosta de fruta e de carros potentes e, no fim, mata o bandido e fica com a miúda.

Os meus filhos ofereceram-me as duas temporadas desta série há uns anos e estava ali na prateleira a apanhar pó. Em boa hora fui buscar os dvd, porque a série é bem divertida; ao contrário da série dinamarquesa, aqui os cenários são luxuosos, os dias são luminosos, há até um exagero na cor, um pouco ao estilo do CSI Miami. Cada episódio é um caso, sempre com assassínios bizarros, mas há sempre o fio condutor protagonizado por Crews, em busca de quem o tramou.

Duas boas sugestões para quem gosta de policiais.

Em Almada, voto no Bulhão!

Não, não é confusão: em Almada, voto no Bulhão!

Voto no Domingos Bulhão, candidato do PCTP/MRPP, para presidente da Câmara!

Porquê?

Ora vejam…

bulhao

 

É irresistível!

Eu sou do tempo em que se dizia que devíamos apoiar o MRPP, em vez do PCP, porque tinha mais Lenine…

E, olhando para este candidato, é inevitável pensarmos em Lenine… e no Bulhão Pato, que também era desta zona (nasceu no Monte de Caparica).

E vou votar nele por 5 razões fundamentais:

1º – Gosto do bigode

2º – Gosto do sorriso franco

3º – Escolheu Cacilhas como cenário para a foto

4º – Não esqueceu o pórtico da Lisnave

5º – Não se importa de se candidatar por um partido que teima em Reorganizar o Partido do Proletariado desde 1970!

Força Bulhão!

Bulhão amigo, Almada está contigo – e as ameijoas, também!

A verdade foi resposta

Foi hoje publicada no Diário da República a Nova Lei Orgânica do Governo.

Segundo esta Nova Lei, nenhuma competência é atribuída ao vice-primeiro ministro Paulo Portas.

Maria Luis Albuqquerque, a ministra das Finanças, ainda fica com a «coordenação da execução do memorando de entendimento», que nós pensávamos que ia ficar a cargo de Portas.

Mas, quanto í s competências de Portas: zero.

Por isso:

paulo portas

Quem não tem cão…

Este título do Diário de Notícias de hoje, deixou-me curioso:

«Alerta para roubos com ferros de engomar».

Roubos com ferro de engomar?

Fui ler.

Parece que nos subúrbios da capital de Moçambique, existem grupos de bandoleiros que assaltam transeuntes, armados com ferros de engomar: ou passas para cá a massa, o relógio e o telemóvel ou levas com o ferro de engomar nos cornos!

Coisas do terceiro mundo.

Por cá, ainda havemos de ver assaltantes armados de Bimbys…

Mariquices com gin

Conheci o Mário-Henrique Leiria em 1973. Com ele colaborei no suplemento Fim de Semana, do jornal República e na revista humorística Pé de Cabra, com ele inventámos O Coiso, o semanário com maior penetração em Portugal… pelo menos, durante as 13 semanas em que durou…

Tudo isto para dizer que foi o Mário-Henrique que me ensinou a beber gin tónico.

Como se sabe, por essa altura, MHL publicou Contos do Gin Tónico e os Novos Contos do Gin Tónico.

Eu devorei esses dois livrinhos e bebi-os, por assim dizer.

Durante anos, bebi um gin tónico antes de uma ou das duas refeições principais.

Foi um vício que durou anos.

Dois dedos de gin, uma rodela de limão, três cubos de gelo e água tónica Schweppes.

bosfordO gin, durante muitos anos, foi o proletário Bosford, que o dinheiro não abundava.

Acrescente-se que as marcas de gin também não eram muitas… ainda cheguei a iniciar uma colecção de garrafas de gin (vazias, claro), mas acabei por desistir porque não devia passar das dez ou doze marcas diferentes.

Com calor ou frio, de inverno ou de verão, não dispensava o meu gin antes da refeição. Costumava dizer que era imune í s gripalhadas graças ao quinino da água tónica…

Em ocasiões especiais, lá ia uma garrafita do Gordon’s…

Com o tempo, o whisky ocupou o lugar do gin e, hoje em dia, é raro beber um gin.

E é agora que o gin está na moda, com bares que lhe são dedicados e outras mariquices, como esta, publicada no Notícias Magazine da semana passada, e que se intitula Como preparar um gin perfeito, e que segue 8 passos, a saber:

“1 – Com o descascador de legumes, corte uma tira do vidrado da casca de limão, bem fina, sem a polpa branca

2 – Dobre a tira da casca do limão ao meio, no sentido longitudinal, apontando para o interior do copo, para que este fique impregnado do aroma do limão

3 – Em seguida passe a casca pelo rebordo do copo

4 – Encha o copo de gelo até meio e rode-o várias vezes, para assim refrescar toda a superfície do mesmo

5 – Com a ajuda do coador, escorra a água resultante da operação anterior e encha o copo com gelo, mesmo até ao topo

6 – Coloque o seu gin preferido, na proporção de 1/3 de gin para 2/3 de água tónica

7 – Por fim, adicione a água tónica. E porque «o mais importante é preservar a bolha», verta a água tónica cuidadosamente. Usando o cabo da colher, deixe a água escorrer lentamente para o interior do copo

8 – E porque o gin tem uma densidade diferente da água, para misturar, dê uma volta com a colher, mas apenas uma volta.”

Fim de citação.

Quer dizer: quando, finalmente, um gajo vai beber o gin, já está tão cansado, que prefere despejar uma mini!…

Esta lenga-lenga gourmet faz-me lembrar os gozos do Voví´ Gasosa, um dos pseudónimos do MHL.

Recordo este O Coizinheiro – Papas com sarrabulho, publicado no nº 4 de O Coiso (28/3/1975):

“Ingredientes

2 Papas, gordos

12 extremistas de esquerda, normais

Sal, suficiente

Pimenta, também

2 folhas de papel branco, grandes

1 travessa de açorda de sável, quente

2 garrafas de vinho branco, fresco

1 garrafa de gin

Como preparar

Pegam-se no Papas, sacodem-se bem e reservam-se.

Numa das folhas de papel branco (grande) escreve-se em caixa alta O DOUTOR CUNHAL VAI SER REI DE PORTUGAL (brincadeira, claro). Põe-se a folha í  janela.

Na rua, os doze extremistas começam aos pulos. Bom sinal.

Abre-se a primeira garrafa de vinho branco e imediatamente se escreve, na segunda folha de papel branco (grande), também em caixa alta, MAO TSÉ-TUNG ESTí GAGí (brincadeira, é evidente). Põe-se a folha í  janela.

Na rua, os doze iniciam o sarrabulho. Tudo a correr pelo melhor.

Exactamente nesse momento (para evitar esturro), sacodem-se de novo os dois Papas reservados e, pela janela, lançam-se os mesmos, com bastante sal e pimenta.

O sarrabulho atinge o ponto excelente.

Quando se começarem a ouvir as estaladas, é sinal que o cozinhado está na conta. Abre-se a segunda garrafa de branco.

O sarrabulho resultou totalmente.

Os convivas sentam-se então í  mesa e comem a açorda de sável, com o branco fresco.

No fim, bebem a garrafa de gin. Toda”.

E nada de mariquices!