Que outra cidade, em todo o mundo, nos pode proporcionar 28 Prazeres eléctricos?
Só Lisboa – a cidade mais bonita do mundo!
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Que aconteceu de importante na visita de Sócrates í Venezuela?
Duas coisas:
Primeira: Sócrates fumou no avião.
Segunda: os batedores venezuelanos borrifaram na comitiva que, no regresso aeroporto, esteve presa no trânsito cerca de 3 horas.
Para os jornalistas portugueses, há dois pesos e duas medidas.
Primeiro peso e primeira medida: é proibido fumar nos aviões; Sócrates fumou e quebrou as regras; devia ser punido ou, então, deixar que os jornalistas também fumassem no avião.
Segundo peso e segunda medida: as comitivas devem ter prioridade sobre os cidadãos que regressam a casa, depois de um dia de trabalho? Claro se, da comitiva, fizerem parte os jornalistas.
Os jornalistas que noticiam coisas destas têm os políticos, as leis, os ordenados e o país que merecem.
Reles…
Haddon escreveu o excelente livro “O Estranho Caso do Cão Morto”, que era uma história narrada por uma criança autista. Daí, a curiosidade em ler este novo livro que, também ele, tem como principal personagem uma pessoa com dificuldades na relação com a realidade.
Trata-se de George, um vulgar chefe de família recém-reformado. A sua família é, também ela, uma vulgar família dos nossos dias: a mulher, Jean, cinquentona, redescobriu as delícias da vida sexual post-menopáusica com um ex-colega de trabalho de George; a filha mais velha, Kate, tem um filho pequeno, Jacob, vidrado em homens-aranhas e outros super-heróis e está prestes a casar-se, pela segunda vez, com um tal Ray; o filho mais novo, Jamie, é homossexual e a família ainda não aceitou bem esse facto. Depois, há uma série de pequenos personagens menores, que dão cor í história.
E a história, no fundo, resume-se a isto: nas vésperas do segundo casamento da filha, George descobre uma mancha na pele da coxa e decide que tem cancro. A partir desse momento, qualquer racionalização é impossível. Para piorar tudo, apanha a sua mulher a ser comida pelo ex-colega de trabalho, na sua própria cama!
A história está muito bem contada, numa escrita escorreita e fácil, sem grandes devaneios filosóficos, mas com uma grande dose de realismo.
Um bom livro para se ler em viagem.
O dia começou, novamente, í s 5 da manhã, para o nascer do sol na torre do bugio.
A trilha é de cerca de 1 km, sempre suspensa sobre o solo, grande parte sobre água.
No final da trilha, a torre eleva-se a cerca de 25 metros e, lá de cima, uma vista soberba sobre o pantanal. í€ nossa espera, uma família de macacos-prego, que posaram para as fotos, aguardando recompensa, nem que fosse água mineral.
Passeio de cavalo pelo Pantanal. Duas horas de tranquilidade. No Pantanal, o cavalo andaluz está bem adptado í vida das fazendas. O pantaneiro e o seu cavalo são inseparáveis.
Ao fim da tarde, ver o pí´r-do-sol, da torre do bugio.
No cimo da torre, os macacos estavam í nossa espera. Desta vez, levamos-lhe água mineral. O macaco bebeu da garrafa!
Por volta das 17h20, o sol começou a descer no horizonte, com uma luz espectacular.
Os nossos agradecimentos ao guia Roberto, que não nos deixou cair dos cavalos.
í€s 5h30, a primeira caminhada do dia. Objectivo: ver animais. Sempre.
Vimos um veado, um tamanduá bandeira, macacos e os habituais pássaros e passarocos.
Omnipresentes são as garças e os gaviões, sobretudo o carcará ou caracara.
Perto das 8 h, passeio de camioneta até junto a um pequeno rio.
Por volta das 11 horas, pique-nique com um churrasco, sob o olhar atento de um jacaré, que fiscalizou todos os nossos movimentos, aguardando que algo lhe calhasse.
í€s 15h30, passeio de camioneta de caixa aberta, ao longo da estrada, í procura de animais. Sempre. Desta vez, tornámos a ver um tamanduá bandeira, mais uma família de macacos, garças muitas, tuituiús, martins-pescador, veados, raposas e alguns araçaris, que são uma espécie de tucanos.
Visitar Cuiabá, capital do Mato Grosso, cidade com 600 mil habitantes, a mais quente do Brasil. Isto porque fica no vale, bordejado pelos paredões da Chapada.
Parar junto a um desses paredões, chamado Portão do Inferno, para admirar as formações rochosas que fazem lembrar o Bryce Canyon, devido í sua cor vermelha, embora, aqui, a vegetação seja luxuriante.
Mais í frente, um local onde os cuiabanos costumam juntar-se, aos fins de semana, junto í cachoeira da Salgadeira, mais uma queda de água muito bonita, com a habitual moldura de árvores e plantas e humidade.
A parte velha da cidade tem algum interesse. De resto, Cuiabá não tem nada de especial, a não ser o calor. Vale a pena visitar o Zoo, que só tem animais do Brasil e o mercado, para ver os legumes, os peixes, os temperos e as plantas medicinais.
De Cuiabá ao Pantanal de Poconé são cerca de 2 horas de carro, sendo que a parte final é na estrada Transpantaneira, que é de terra batida, em bom estado, atravessando as terras alagadas do Pantanal.
O Araras Eco Lodge tem tudo o que é preciso. O primeiro passeio, de 4,5 km, ao longo da Transpantaneira e na quinta, o Ronco do Bugio.
Araras, periquitos, soco-boi, garças, pica-paus, gaviões, jacarés, cavalos, capivaras, gansos, porcos, galos e galinhas, além de um gato siamês com os olhos muito azuis deram as boas-vindas.
Depois do jantar, focagem nocturna de animais. Duas raposas tímidas, alguns jacarés, alguns coelhos fugidios, um pequeno veado, uma coruja e um tamanduá, banqueteando-se com um formigueiro.
Foi cerca de hora e meia de solavancos para tão pouca recompensa. O melhor de tudo foi a visão do céu com milhões de estrelas e com a via láctea bem visível.
Um acidente grave ocorreu na semana passada, junto a uma cascata conhecida como véu da noiva. Um grande bloco de rocha destacou-se lá de cima e atingiu, cá em baixo, seis pessoas que tomavam banho na cachoeira. Uma delas morreu. Em consequência, o Parque Nacional foi fechado.
Em vez do roteiro previsto, visitam-se outros lugares: uma caminhada pelos arredores da Pousada, passando por uma enorme caverna, depois por um percurso ladeado de rochas com formações curiosas (a máquina de costura, o cavalo de Tróia) e, finalmente, até í cachoeira do Éden, onde também se toma banho.
Almoço no Morro dos Ventos, um restaurante com uma vista espectacular.
Comida excelente: dois tipos de peixe: pacu e pintado, acompanhados de arroz com feijão, mandioca, farofa de banana e salada.
A cidade de Chapada dos Guimarães tem cerca de 10 mil habitantes. Tranquila.
Lá perto fica o centro geodésico da América do Sul, embora também haja um em Cuiabá.
A vista é, também deslumbrante, vendo-se todo o vale imenso que se estende depois dos paredões da Chapada.
Apetece ficar aqui.
Os nossos agradecimentos ao guia Hélio, que sabia tudo sobre pássaros, plantas, répteis, peixes, mamíferos, geologia e tudo, para além de nos ter iniciado nas maravilhas do remo e da flutuação.
São cerca de 400 km de estrada, entre a Amazónia Matogrossense e a Pousada do Parque, na Chapada dos Guimarães, grande parte dela em estrada de chão, sendo que alguns troços estão bem estragados.
E começou o festival de animais, sobretudo pássaros: quero-quero, urubu, carcará, coruja, seriema, picapau, saracura, etc. E mais lagartos e cobras e vacas, e mais pássaros.
Esta seriema, estava aos guinchos, em cima de uma cerca.
Perto de Nobres, possibilidade de fazer flutuação. A nascente está mesmo ali, a água é transparente e os peixes dão-nos dentadas nas pernas.
A viagem continua, sertão dentro; mais pássaros, a ponte de madeira sobre o Rio Cuiabazinho, a represa do Rio Manso. Chega-se, finalmente, í Chapada dos Guimarães.
Para chegar í Pousada do Parque, ainda há que percorrer cerca de 4,5 km de estrada de chão, em muito mau estado.
A Pousada é de uma tranquilidade do outro mundo, daquele que é melhor que este.
Trilha de 7 km na floresta, com as habituais curiosidades.
Diversos tipos de formigueiros, as variadíssimas árvores de grande e pequeno porte, pegadas de onça, borboletas várias, pássaros muito bonitos (um pica-pau de cabeça vermelha, muito parecido com o Woody Woodpecker), as palmeiras, a árvore que deita uma seiva que parece e sabe a leite, outra que tem uma resina que, quando queimada, cheira a incenso, e mais e mais…
São 7 km de National Geographic ao vivo.
Comer pacu grelhado com arroz e feijão, descansar na rede, vendo as enormes morpheus azuis.
Embarcar num barco a motor e subir o Rio Claro, mirando as margens, em busca de pássaros: um martim- pescador e um urubu rei. Mais acima, um local onde, batendo com o remo no fundo do rio, se desprende, debaixo das folhas acumuladas, gás metano, que se pode incendiar com um isqueiro.
Depois, descer o rio de canoa. Tranquilamente, rio abaixo, remando, ao sabor da corrente.