Gordon ou Magron?

Vinha aí um furacão, ia atingir os Açores e foi uma festa na comunicação social. Chamava-se Gordon e ia arrasar árvores, arrancar telhas, esbarrondar casebres, estilhaçar vidraças, afundar barcos. Haveria vários motivos de reportagem: mulheres a chorar, homens lamentando-se, todos pedindo subsídios ao governo.

Os telejornais entraram num frenesim de directos.

Em directo do Faial, em directo do Pico, em directo da Terceira.

Em todos eles, um repórter nervoso, relatava banalidades. Ao fundo, um oceano plácido, lambia os Açores calmamente.

A Protecção Civil fez o que lhe competia: mandou amarrar embarcações, fechar escolas, arregimentar funcionários, que passaram a noite em claro, í  espera da catástrofe.

Mas o tal Gordon, assim que se apercebeu que tinha errado o caminho e que ia passar por território nacional, rapidamente se transformou numa tempestade de trazer por casa.

Foi um flop.

Até os furacões nos ignoram, caraças!

Equipamentos alternativos

Ontem í  noite, ao fazer zaping ao acaso, reparei que, na Sport TV, estava a dar um jogo de futebol entre uma equipa de amarelo e outra de grená.

Como o aparelho estava com o pio cortado, demorei algum tempo até conseguir perceber quem estava a jogar.

Pois eram o Braga e o Leiria!

Desde quando é que o Braga abandonou o seu equipamento igual ao do Arsenal de Londres (camisola vermelha, com mangas e colarinho brancos) e passou a jogar de amarelo? E desde quando é que o União de Leiria deixou de equipar de branco e optou pelo grená?

Aliás, no outro dia, vi o Sporting jogar com camisolas cor de fezes de bebé e o Benfica, quando jogou contra o Copenhaga (que equipava de branco) vestia-se de laranja!

Eu sou do tempo em que um clube só mudava de equipamento quando as camisolas se podiam confundir com as do adversário. Por exemplo, o Benfica, quando recebia o Braga, fazia o favor de jogar de branco, para não haver confusões.

Agora, é o que se vê!

Não há dúvida: no futebol, deixou de haver amor í  camisola!

A União Nacional a caminho

mmendes_pacto.jpg

Marques Mendes anda muito contentinho porque conseguiu convencer Sócrates a assinar o Pacto da Justiça.

Agora, quer convencê-lo a assinar um Pacto da Segurança Social.

Parece-me correcto.

Já poucas coisas distinguem o PS do PSD.

Portanto, toca mas é a assinar pactos sobre tudo e mais alguma coisa, dissolver o PSD e criar, finalmente a União Nacional.

Depois, é só ilegalizar os restantes partidos.

“Sol” – um jornal novo, mas…

Saiu o novo semanário dirigido por José António Saraiva. Chama-se Sol e está a ser levado ao colo pela comunicação social em geral, com referências em todos os telejornais, entrevistas ao director, publicidade agressiva.

Sou um dependente de jornais. Aliás, sou a única pessoa que eu conheço que compra jornais todos os dias desde, pelo menos, há cerca de 30 anos. E sublinho que conheço muitas pessoas.

Já li o primeiro número do Sol e digo, está bem, saúdo o nascimento de um novo semanário que compita com o Expresso, mas

Mas“, aliás, devia ser o nome do novo semanário.

Era um bom título.

A conjunção adversativa “mas” define o espírito português.

“A vida corre-me bem, mas podia ser melhor”, “o tempo está bom, mas aposto que vai chover amanhã”, “a comida está boa, mas falta-lhe um pouco de sal”, “o colesterol baixou, mas os triglicéridos estão altos”, “o puto teve boas notas, mas ainda não sabe que curso vai seguir”…

Há sempre um mas

E o Sol publica, logo na primeira página, um Manifesto cheio de mas.

Vinte e seis mas!

Diz que é “apartidário mas não apolítico, isento mas não indiferente, rigoroso mas não burocrático, sereno mas não amorfo, ponderado mas não indeciso, responsável mas não previsível”, etc, etc.

Parece que, afinal, os adjectivos, em português, têm pouco significado.

Não é suficiente, por exemplo, dizer que o jornal é claro – é preciso acrescentar: mas não superficial”.

Não é suficiente afirmar que o jornal é directo – cumpre sublinhar: mas não simplista”.

Afinal, dizer que o Sol é um jornal “irreverente” obriga í  frase seguinte: mas não inconsciente”.

Não me agrada muito um jornal com tantos mas.

Mas, afinal, que tipo de jornal é este?

Desfolhei as suas 96 páginas e quase nada me surpreendeu: as mesmas notícias sobre a paupérrima politiquice nacional, uma sondagem irrelevante sobre quem foi o melhor presidente da república, um aspecto gráfico de gosto muito duvidoso, uma tentativa de agradar a gregos e a troianos, com assuntos muito sérios e trivialidades de revista cor-de-rosa, um espaço preenchido por Margarida Rebelo Pinto (o que raio terá esta senhora para nos dizer?), uma página verdadeiramente decepcionante de Marcelo Rebelo de Sousa, escrita como se fosse um blogue (que me interessa a mim o que o Marcelo faz, dia a dia?) – e a primeira página, então, é mesmo pobre. Como título-choque, os responsáveis do Sol escolheram o título: “Isaltino tem casa apreendida”. Quem é o Isaltino? Que me interessa a mim que um obscuro presidente da Câmara de um concelho minúsculo como Oeiras, tenha uma casa apreendida? É isto que os responsáveis do jornal consideram como notícia que mereça a primeira página do primeiro número de um novo semanário que se pretende “surpreendente mas não sensacionalista”.

Depois de ter ouvido, na RTP, Marcelo Rebelo de Sousa dizer, no seu comentário semanal, dizer que o objectivo do Semanário era levar Cavaco a primeiro-ministro e ter ouvido, hoje, no Telejornal, o tal Isaltino, dizer que o Sol tem como objectivo levar Marques Mendes a primeiro-ministro, começo a desconfiar do nobre intuito de A.J. Saraiva de fundar um jornal que seja uma alternativa ao Expresso. Aliás, no seu primeiro editorial, Saraiva ataca a decisão do governo de fechar maternidades, dizendo que foi um erro porque o interior vai ficar ainda mais desertificado. Nem uma palavra para o facto de essas maternidades, de facto, não terem as condições mínimas de segurança, nem uma palavra para o facto de não fazer sentido existirem maternidades a distarem 30 ou 50 km, ambas com pouco pessoal, ambas mal equipadas e que é muito mais seguro ter apenas uma maternidade bem equipada e com pessoal suficiente. Saraiva não tem autoridade para dar opiniões sobre uma coisa que desconhece em absoluto!

Será que Saraiva sabe que, se a maternidade não estiver devidamente equipada, aumenta o risco de morte neo-natal e de complicações graves para a mãe? Que é mais seguro transportar a grávida para um centro devidamente equipado, mesmo que este fique a 50 km do local de residência da futura mãe? Ou será que Saraiva pensa, como muitos portugueses, que deve existir uma maternidade em cada aldeia que, como não há obstetras em número suficiente (nem nunca haverá), poderá ter, ao serviço, uma senhora curiosa, que ajuda ao parto, como também ajuda nos abortos?

Basta que Saraiva imagine uma grávida que viva na Fonte da Telha e que comece com dores de parto a meio de uma manhã de domingo, em Agosto. Será que ele sabe quanto tempo é que essa grávida demorará a chegar ao Hospital Garcia de Orta, em Almada, tendo que percorrer a estrada até í  Costa da Caparica, cheia de veraneantes, com carros parados nas bermas, tudo entupido. Essa grávida, demorará mais tempo a chegar a Almada do que uma grávida de Elvas demorará a chegar a Badajoz, para parir o seu bebé. A solução será construir uma maternidade na Fonte da Telha?

Em resumo, para primeiro número, o Sol desiludiu-me. Claro que, como é a primeira vez, pode ser que a coisa melhor. A nossa primeira queca é, habitualmente, um fracasso e, depois, a gente vai melhorando. O problema é que os fundadores deste jornal são já homens batidos. Tinham obrigação de fazer melhor.

Enfim… um novo semanário que, de certo modo, não me entusiasmou… mas, para a semana, pode ser que seja melhor…

Sopranos – 5ª série (2004)

sopranos_5.jpgEsta talvez seja a série mais dramática dos Sopranos.

Velhos membros da Máfia são libertados, após longos anos de prisão. Entre eles, Tony Blundetto (Steve Buscemi), primo e companheiro de infância de Tony Soprano. Foi preso quando contrabandeava cassetes Betamax. Tony Soprano devia estar com ele, nesse momento, mas teve um dos seus ataques de pânico, depois de uma discussão com a mãe e safou-se da prisão.

Por esse motivo, Soprano sente-se culpabilizado pela morte do primo e, após a sua libertação, faz tudo para o apoiar – não porque goste genuinamente dele, não porque tenha, por ele, um verdadeiro afecto. No fundo, Soprano só se preocupa com ele próprio – mas as aparências, as regras da família, a honra, tudo isso se baralha na sua cabeça de psicopata.

O mesmo se passa na cabeça das restantes personagens desta série brilhante: Christopher não hesita em denunciar a sua namorada de tantos anos, quando descobre que ela colabora com o FBI; Carmela acaba por desistir da separação, a troco de um terreno para construir uma casa, que Tony lhe compra.

No final da série, Adriana e Tony B. são sacrificados, em nome da manutenção da Família.

A série Sopranos continua a ser, aparentemente, um retrato da Máfia norte-americana – mas também, um retrato de muitas famílias que por aí há, disfuncionais, onde os afectos são substituídos por regras sociais: o pai ama o filho mas, se for necessário, é capaz de o matar (mesmo que simbolicamente) para manter a ordem estabelecida.

“Dias Exemplares”, de Michael Cunningham

diasexemplares.jpgDepois de ter lido os outros romances de Cunningham (“Uma Casa no fim do mundo”, 1990; “Sangue do meu sangue”, 1995; e “As Horas”, 1998), confesso que esperava mais deste “Dias Exemplares” (“Specimens Days”, 2005).

O livro está dividido em três partes: “Dentro da máquina”, passado nos finais do século XIX ou princípio do século XX, em plena Era Industrial; “A Cruzada das crianças”, que decorre na actualidade; e “Uma Espécie de beleza”, que se passa num futuro distante, após um qualquer holocausto.

Em comum, estas três histórias têm alguns pontos: todas têm Nova Iorque como cenário, os protagonistas são sempre um homem, uma mulher e um rapaz (embora não o mesmo homem, a mesma mulher e o mesmo rapaz), e os versos de Walt Whitman surgem nos três segmentos, com valor profético.

Qualquer destas três histórias poderia ter dado um bom romance independente. O autor também poderia ter optado por escrever três excelentes “short stories”. No entanto, optou por deixar cada um dos segmentos como que inacabado. Aliás, sobretudo no final da segunda e da terceira partes, fica-se com vontade de continuar a ler, fica-se com vontade de que a história continue.

“Dentro da máquina” foi o segmento que me despertou menos interesse. “A Cruzada das crianças” é uma história muito perturbadora e algo mística. Finalmente, “Uma Espécie de beleza” é um excelente conto de ficção científica, que me fez lembrar algumas coisas que li há muitos anos, na velhinha colecção Argonauta (Ray Bradbury, Philip K. Dick, por exemplo – se calhar, a comparação é blasfema…).

 

Cunningham tem uma escrita muito particular, poética e macia. Parece-me que escreve com ternura. Um exemplo: “Era pequena e bonita, infantil, embora tivesse pelo menos a idade de Catherine. Usava um roupão cor de tangerina. Tinha o aspecto de qualquer coisa que podia ser ganha numa rifa de feira.” Outro exemplo: “A cabeça redonda era demasiado grande para o seu corpo franzino. Assentava sobre os ombros da jaqueta como uma abóbora. Como um desenho da Lua num livro infantil.”

No entanto, repito, esperava mais deste novo livro de Cunningham.

“Cartas de um louco”, de Ted L. Nancy

cartasdeumlouco.jpgNão faço ideia de quem seja este Ted L. Nancy e não me admirava nada que este fosse um pseudónimo de Jerry Seinfeld, que escreve o prefácio deste livro singular, publicado em 1997.

O que é certo é que o tal Nancy escreveu uma série de cartas a hotéis, empresas, a clubes desportivos, universidades, ao vice-presidente dos EUA, ao rei do Tonga e muitas outras entidades, com as sugestões, os pedidos e os agradecimentos mais absurdos que se possam imaginar. E o mais surpreendente, é que recebeu resposta a essas cartas. Por vezes, as respostas ainda parecem mais absurdas que as cartas de Nancy.

Podia dar muitos exemplos, mas um basta, porque as restantes cartas são mais ou menos assim, ou pior:

“Ao balcão de reservas do Pan Pacific Hotel San Francisco:

Gostaria de me hospedar no vosso hotel na noite de 21 de Fevereiro. Porém, tenho um problema de saúde que gostaria de vos explicar.

Eu tenho três pernas. Duas delas são normais e com pés de tamanho normal (tamanho 42) e a terceira está a crescer ao lado da perna esquerda. A terceira perna calça o número 47. Como podem imaginar, é complicado arranjar calçado. Tenho montes de sapatos de tamanho 47 dos quais só poderei calçar uma das peças. E não ulso calções!

Gostaria de saber se posso ser hospedado assim que der entrada no vosso hotel. Haverá quartos disponíveis para o dia 21 de Fevereiro? E poderá um homem de três pernas hospedar-se no vosso hotel durante três dias? Para além disto, preciso de um divã ao lado da cama para conseguir dormir.

Obrigado pela resposta rápida que sei que me vão dar, pois preciso de fazer as minhas reservas o mais depressa possível, sempre ouvi dizer que a Pan Pacific chega a extremos difíceis de imaginar para conseguir receber decentemente pessoas com capacidades especiais, especialmente pessoas com três pernas.”

Perante uma carta como esta, quem responderia? Pois o que acontece é que quase todas as cartas de Nancy têm uma resposta. A esta, por exemplo, respondem-lhe com os preçários dos vários quartos, referindo o tamanho das respectivas camas e informando que todos os quartos possuem um divã. Quer dizer: o facto do candidato a hóspede ter três pernas, não causou qualquer estranheza!

Ele escreve, dizendo que viaja sempre com a sua própria máquina de gelo e pergunta se pode ser hospedado em determinado hotel, fazendo notar que ele mesmo carregará a máquina até ao quarto. Noutra carta, pergunta se pode ficar hospedado num hotel, levando as suas próprias cortinas. Escreve í  Mars, sugerindo novas qualidades de barras de chocolate, absolutamente absurdas. Escreve a uma cadeia de lojas, pedindo que lhe vendam um manequim, que se encontra na montra de uma delas, e que é muito parecido com um vizinho seu, recentemente falecido e era sua intenção oferecer o manequim í  viúva, para minorar a sua perda.

E todos lhe respondem sempre cordialmente, ignorando o facto do teor da carta ser completamente insano!

Não há dúvida que esta é uma grande ideia e, ao acabar de ler este livro, fiquei com uma grande vontade de ir alugar uma caixa postal e começar a enviar cartas semelhantes para algumas entidades portuguesas…

Shave this bush!

bush_tortura.jpg

Afinal, George Bush não permite que os prisioneiros de guerra sejam torturados.

O próprio Pentágono publicou, esta semana, um manual onde se explica, em pormenor, os métodos que podem ser considerados tortura e, portanto, que devem ser banidos.

Que descanso!

Todos nós dormimos mais descansados se soubermos que, em Guantanamo ou seja onde for que a CIA tenha prisões secretas, os eventuais terroristas estão a ser tratados com toda a cortesia: “ora faça lá o favor de nos informar quais eram os planos da vossa célula adormecida? Será que planeavam deitar abaixo a Sears Tower, em Chicago ou a Torre de Belém, em Lisboa? Vá lá, não se faça caro… diga-nos qualquer coisa… Quer mais um pouco de chá e mais um coockie, enquanto pensa se há-de colaborar connosco ou não?”

Segundo Bush, os serviços secretos americanos, em vez da tortura, usam métodos alternativos de interrogatório. Por exemplo: vestem-se de mexicanos e cantam La Cucaracha, em falsete, até o terrorista confessar; ou contam até mil em alemão, gaguejando e com péssima pronúncia e, depois, voltam ao princípio; ou encenam, em frente ao prisioneiro, um espectáculo gay de baixa qualidade, em que um dos interrogadores faz de Bin Laden com cabelo rasta e outro faz de Bush com piercings no escroto.

Claro que os tipos da CIA torturam os prisioneiros! Claro que os transportaram, de avião, de um lado para o outro, fazendo escala em aeroportos portugueses! Claro que a CIA tem prisões secretas noutros países!

Onde está o espanto?

Agora, aparecem aí uns deputados europeus muito escandalizados com isto, como se alguma vez tivessem pensado que os EUA faziam tudo “by the book”.

Tanta falsa ingenuidade “make me sick”.

Luis F… Vieira

Não faço comentários í  transcrição das escutas telefónicas entre o major Valentim Loureiro e o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira.

Não vou dizer que, afinal, LFV também teve uma palavra a dizer na escolha dos árbitros para determinados jogos. Não vou espantar-me por, mais uma vez, as transcrições das escutas, que deviam ser sigilosas, aparecem estampadas nos jornais.

Apenas quero chamar a atenção para o facto do presidente do Benfica ter sido um pouco malcriado.

Exemplo:

“Valentim Loureiro – Eu penso que ou o Lucílio… o António Costa, esse Costa não lhe dá… não lhe dá nenhuma garantia?

Luis Filipe Vieira – A mim?! Foda-se, o António Costa? Foda-se!… Isso é tudo Porto!

VL – E o Proença?

LFV – O Proença também não quero! Ouça, é tudo para nos foder!” 

Não me parece bem que um presidente de um clube de tão alto gabarito use termos destes, ainda por cima, estando ao telefone com uma pessoa tão educada e polida como o major Valentim Loureiro.

Por favor, Sr. Vieira, tenha tento na língua! Imagine que havia crianças a ouvir este telefonema?…

Uma boa ideia do Hospital Sobral Cid

Dois membros do conselho de administração do Hospital Psiquiátrico Sobral Cid, de Coimbra, foram exonerados.

Um dos motivos: o Hospital financiou a Académica de Coimbra.

Acho mal que tenham sido exonerados, se foi só por isso.

Parece-me uma excelente ideia.

Seguindo este exemplo, o Benfica podia passar a ser patrocinado pelo Hospital Miguel Bombarda e o Sporting pelo Hospital Júlio de Matos.

Assim, nas camisolas dos jogadores, em vez daquele incompreensível “Espírito Santo Mantorras”, ou “Espírito Santo Liedson”, poderíamos ver, por exemplo, “Simão Miguel Bombarda” ou “Ricardo Júlio de Matos”.

Digam lá se não tinha mais graça?