“Quando Éramos Órfãos”, de Kazuo Ishiguro (2000=

Deste autor, que nasceu em Nagasáqui em 1954 e vive na Grã-Bretanha desde os 5 anos, e venceu o Nobel em 2017, já tinha lido, apenas, “Um Artista do Mundo Flutuante” e “Klara e o Sol”. Gostei deste último e do outro, nem tanto…

Este “Quando Éramos Órfãos” é um livro estranho. Christopher Banks é um miúdo que nasceu em Xangai, cujos pais estão envolvidos no comércio do ópio, apear da oposição da mãe e que tem um amigo na casa ao lado, japonês, chamado Akira. A acção decorre em 1930/31 e promete. No entanto, depois, de repente, em Londres, o Christopher transformou-se num detective famoso, os seus pais desapareceram, a guerra entre o Japão e a China intensifica-se, mas nunca se chega a perceber como.

Por alguma razão estranha, o protagonista adopta uma Jennifer que é órfã, como ele julga que é e, depois de muita “palha”, decide regressar a Xangai e ir à procura dos pais que, nessa altura já devem estar velhotes. Mesmo assim, anda por lá, aos trambolhões, acaba por prometer a uma inglesa casada com um velhote, que ele conhecera em Londres, fugir com ela para Macau, depois vai à procura dos pais que acredita estarem sequestrados numa casa, no meio dos escombros da guerra sino-japonesa, reencontra o seu amigo de infância, o tal Akira, que está ali mesmo, ao virar da esquina e não me apetece contar mais nada porque toda a história me parece inverosímil e racista, quanto ao modo como o protagonista descreve os chineses e os japoneses.

Muito mau…

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