Vanessa Taylor é uma historiadora dos rios, da água e do ambiente na Universidade de Greenwich.
Este curioso livro fala-nos de sete rios: Nilo, Danúbio, Ganges, Tamisa, Mississipi, Niger e Yangtzé.
Cada um deles merece três capítulos; no primeiro, a autora fala-nos da história que percorre cada um dos rios; no segundo, fala-nos da actualidade; e no terceiro, dos problemas que o rio enfrenta.
A quantidade de informação contida no livro é tal que é difícil destacar alguma coisa.
Mesmo assim, na página 50:
“Esta é uma característica persistente de todos os grandes rios abordados neste livro – o enorme sacrifício humano sob a forma do trabalho árduo, da escravização, da deslocação e da morte implicados no processo de fazer com que as vias navegáveis (naturais e artificiais) e as terras irrigadas trabalhassem eficazmente em prol das economias nacionais e imperiais.”
A propósito do rio Ganges, esta passagem faz-me lembrar a discussão em redor do Pensão Social Única, tão na moda:
“Havia neste período duas escolas de pensamento quanto ao que fazer com a pobreza ou as “carestias”. Uma considerava que as pessoas deviam receber todo o auxílio possível. Outra perspectiva – defendida por cada vez mais políticos e altos funcionários britânicos (…) – dizia que fornecer “esmolas indiscriminadas” desmoralizava os pobres.”
A propósito do Mississipi, outra passagem que me faz lembrar alguns políticos que gostam muito de ser fotografados de joelhos, na igreja, a rezar:
“A própria mensagem cristã foi também símbolo tanto de servidão como de liberdade. Como disse William Wells Brown: “Não há quem reze mais, pregue mais, cante mais salmos do que os proprietários de escravos do sul”.
Leitura excelente!
