Segurem-me senão sou Presidente!

O Ventura foi derrotado em toda a linha.

Diz que teve mais percentagem que a AD, mas teve menos votos.

Apesar de estar todos os dias em todos os canais televisivos, todas as rádios e todos os jornais, foi derrotado, massivamente, por um tipo que não aparecia há onze anos!

Diz que em breve vai governar este país, quando teve apenas 1,7 milhões de votos, contra os 3,5 milhões de votos que o rejeitaram.

Apesar de dizer que o Seguro era um candidato das elites e que ele, Ventura, era o candidato do povo, as elites, afinal, valem o dobro do que vale o povo.

Somos um país elitista, segundo o político de Mem Martins.

Dizia Ventura que Seguro não tinha opinião sobre nada – mesmo assim, mais de 68% dos eleitores preferiram-no, portanto, a esmagadora maioria dos portugueses não tem opinião sobre coisa nenhuma.

E Ventura acabou por ter a pior votação de um derrotado numa segunda volta.

De nada lhe serviu ir à missa – 20 minutos atrasado, aliás.

Será que o André só vai à missa nos dias em que há eleições?

E porquê naquela igreja da Baixa de Lisboa?

Será porque há estacionamento mais fácil?

Não há uma igreja no Parque das Nações, caramba?

Que fracasso que é o Ventura!…

Monte, sim – Negro, não – Montenegro, talvez

Monte não escolhe Seguro – Negro não quer Ventura.

Monte será anti-socialismo. Negro detesta populismo.

Montenegro está à rasca!

Se aconselha voto em Ventura, que votou contra o Orçamento, estará sempre à espera de ser esfaqueado pelas costas.

Se nos diz que vai votar em Seguro, teme que lhe lixem as leis laborais e a ministra da Saúde, aquela beleza de cabelo louraço e saia-casaco vermelho.

É verdade que o Monte apoiou Marques e o Negro foi pelo Mendes.

É verdade que a derrota foi total, aviltante, humilhante.

Uma grande derrota para um pequeno candidato – piada gasta, mas verdadeira!

Derrotado o seu candidato, Montenegro pensa que não precisa de tomar partido.

Para ele, tão democrata é o socialista envergonhado das Caldas da Rainha, com o fascista encapotado do Algueirão.

Com aquele ar trocista e sardónico, Montenegro faz de conta que tem maioria absoluta e que pode governar a seu belo prazer.

Agora, do alto das sua baixeza, até decidiu pôr em tribunal o Volksvargas, acusando-o de notícias falsas.

Ó Montenegro, não sejas mesquinho – vota Seguro e volta para Espinho!

Vou engolir um sapo, seguro!

No tempo do Soares versus Freitas, não engoli sapos. Votei em Soares com convicção e sem hesitação. Freitas era para quem queria boas colheitas, representava as Direitas.

Agora, a hesitação era muito maior!

Em quem votar?

Em tempo de gripe, votar no António Filipe?

Aceitar a eterna sina e votar na Catarina?

Ficar entre o branco e o tinto e votar no Jorge Pinto?

Fora de questão, e isso não é segredo, votar no Mendes ou no Cotrim Figueiredo?

De nenhum estou perto, de todos estou distante e também não voto no almirante.

Fico assim angustiado, agarrado ao presente, com medo do futuro.

Irei votar no Seguro?

Vou fazer como o Cunhal aconselhou:

Escondo-lhe a cara, tapo-lhe o nome,

Contruo ali mesmo um grande muro.

E com grande mágoa, voto no Seguro!

PS – E a minha sanidade mental assegura – nunca votaria no cabrão do Ventura!

O farol fundido

Luís Montenegro – esse grande político e empresário espinhense – declarou-se farol deste país.

E depois, foi a banhos.

Resultado: molhou o farol e o farol fundiu-se!

Toda a gente sabe que não se deve molhar o farol. já George Constanza chamava-se a atenção para a chamada “shrinkage” do farol, sempre que é mergulhado em água.

E é assim, com um candidato a primeiro-ministro com o farol encolhido que temos que aguentar mais uma semana de campanha eleitoral!…

Passos com três ésses

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Passos Coelho veio í  superfície e participou num comício da AD no Algarve.

Escusava de se ter incomodado.

E porquê Passos com três esses?

S de sonso (sujeito que esconde as suas verdadeiras intenções), porque Passos não quer que a AD vença com maioria absoluta, quer que a AD vença, mas seja obrigada a aliar-se ao Chega para governar. E aí, o Montecoiso tem de dar o dito por não dito. Portanto, o sonso Passos não foi ao comício ajudar Montecoiso ““ foi apertá-lo.

S de sujo (ignóbil, indecente, sórdido, torpe, em que há fraude), porque Passos esteve envolvido naquela cena da Tecnoforma, que nunca foi esclarecida e, depois de ter prometido, na campanha eleitoral, que não iria tocar nas pensões nem subtrair subsídios de Natal, foi isso mesmo que fez depois, quando chefiou o governo.

S de sacana (finório, espertalhão…), porque Passos teve a lata de se referir í  imigração e de a ligar í  falta de segurança, durante o discurso que proferiu no comício no Algarve. Passos sabe que Portugal é um dos países mais seguros do mundo e sabe que os imigrantes, neste momento, são essenciais para manter em funcionamento muitos sectores da nossa economia, nomeadamente, o turismo. No entanto, apesar de saber isso, deu a entender que são os imigrantes que provocam a insegurança que algumas pessoas não sentem, mas acham que existe.

Mas três esses são poucos para Passos!

Safardana, sacrista, sevandija, sabujo, sórdido, sebento ““ tudo isto sem ofensa, claro!

Para quando a sua adesão ao Chega?

O Ventura já tem o boletim de inscrição pronto. Basta assinar.

O Grande Debate

O debate entre Pedro Nuno Santos e Luís Montenegro decorreu.

Todos foram unânimes.

Curioso, o nome do teatro. Capitólio, como o outro. Por isso, um dos debatentes capitulou.

Os moderadores eram três, um por cada estação de televisão. Os directores também.

Foi, também, o debate com mais protecção policial.

Em redor do teatro, algumas centenas de polícias fizeram um cordão para proteger os dois políticos e os três moderadores.

Eis alguns dos momentos mais altos do debate:

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Esta é a verdadeira razão que leva Montenegro a não querer debater com o Rui Tavares e o Paulo Raimundo

Ficámos a saber ““ aparentemente, com alguma estupefação ““ que o líder do PSD, Luís Montenegro, se recusa a participar nos debates pré-eleitorais com o líder da CDU, Paulo Raimundo e com o líder do Livre, Rui Tavares. No seu lugar, indicou o nome do desconhecido Nuno Melo, que parece que é o líder de uma agremiação chamada CDS, uma sigla que talvez signifique Centro Democrático Social, mas não há a certeza.

As televisões, em uníssono, disseram que não era possível essa alteração, que o acordo tinha sido que os debates decorreriam entre os líderes dos partidos e/ou coligações com assento parlamentar.

Ripostou o PSD que, em 2015, também Jerónimo de Sousa, então líder da CDU, tinha sido substituído por Heloísa Apolónia, líder de Os Verdes, para debater com Paulo Portas, da coligação Prá Frente Portugal, no lugar de Passos Coelho.

O problema é que qualquer destes quatro políticos faziam parte de partidos com assento no Parlamente, ao passo que o tal Melo, ninguém sabe quem é, muito menos o dito CDS.

Enfim, perante a recusa do Montenegro, há quem diga que ele tem medo de debater com o Tavares e o Raimundo ““ e, no fundo, têm razão.

O que, de facto, acontece é que Montenegro é um perigoso esquerdista encapotado, uma espécie de agente secreto da esquerda radical que milita num partido de direita para o minar por dentro. Se Montenegro for eleito e se se tornar primeiro-ministro de Portugal, a primeira coisa que ele vai fazer é uma aliança política-económica com Cuba.

É por isso que ele teme confrontar-se com Tavares e Raimundo: teme ser descoberto, receia que, durante o debate, se descubra que, afinal, ele é um trotskista dos sete costados.

E isto não é especulação; foi uma fonte de Belém que me assegurou ser verdade.

Agora, aguentem-se…

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Promessas eleitorais

Depois de ouvir as propostas dos partidos políticos para as próximas eleições, decidi fazer um resumo, tentando juntar uma proposta daqui com outra dali.

Assim temos:

– Um médico de família para cada português; para os portugueses doentes, dois médicos de família para cada um;

– Acabar com os tempos de espera nos hospitais; passam a ser os hospitais que ficam í  espera dos doentes;

– Uma casa para viver e outra para passar férias; toda a gente tem o direito a passar férias numa casa;

– Rendas de bilros acessíveis para todos;

– Retirar o suplemento í  Judiciária, de modo a que fique nivelada com as outras polícias;

– Descongelar os anos aos professores; desse modo ficarão mais velhos e poderão reformar-se já;

– Aumentar todas as pensões e baixar todos os hotéis;

– Diminuir IRS, IVA e IMI; passam todos a ser escritos com letra minúscula (irs, iva e imi);

Assim de repente, é o que me lembro. Se tiver mais ideias, depois digo.