Ontem, Passos Coelho jantou com os deputados do PSD.
Jantou, não – petiscou, porque Passos está de dieta.
Foi ele próprio que revelou esta notícia importantíssima.
Disse: «Eu estou mais magro porque tenho feito dieta, é porque não quero ficar barrigudo, é só isso. Eu estou muito bem de saúde.»
Com efeito, um Coelho barrigudo parece mais um canguru!
No brilhante discurso que proferiu e que, por pouco, não ia adormecendo os deputados, Passos também explicou que «nenhum dos que aqui estão foi eleito para ganhar as próximas eleições, ou para ajudar a ganhar as autárquicas, nem as regionais deste ano nos Açores, nem as europeias que aí vêm a seguir. Não foi para isso que fomos eleitos».
Os deputados presentes, aqui, sobressaltaram-se.
Passos estava a contradizer-se: por um lado dizia que nenhum deles tinha sido eleito e depois dizia não era para isso que eles tinham sido eleitos.
Confuso.
Resultado da dieta, certamente…
Mas mais espantados ficaram os deputados quando Passos declarou: “Se algum dia tiver de perder umas eleições em Portugal para salvar o país, como se diz, que se lixem as eleições!»
Ora aqui está uma declaração democrática í brava!
Mas há antecedentes…
Ainda recordo, com saudade, o almirante Pinheiro de Azevedo que, em pleno PREC, declarou um dia: «Bardamerda para o socialismo!», para já não falar na também saudosa Manuela Ferreira Leite, que queria suspender a democracia durante 6 meses.
Agora é Passos que quer que as eleições se lixem…
í“ Passos, a dieta está-te a fazer mal… olha que isso é da fraqueza, pá…


