“Vocação para os Desastres”, de José Carlos Barros (2026)

E eu ainda vou atrás das críticas publicadas pelo Expresso. Ainda há bem pouco tempo levei uma banhada com “A Morsa”, de Ana Cláudia Santos, uma colecção de contos que me deixou ligeiramente irritado, e agora, levei com mais esta colectânea de contos de um autor que já escreveu muita poesia e três romances, o último dos quais, até ganhou o Prémio Leya.

Mas esta série de contos é de uma pobreza confrangedora. Depois dos dois primeiros, que ainda papei, seguem-se coisas banais e sem interesse. Há “contos” armados em poemas, ou serão “haiku” (?), como este, chamado Memórias do Amor e que reza assim:

“A realidade é uma mentira. Eu sei que estavas nesta fotografia em que não apareces. Recordo perfeitamente o que me dizias ao ouvido no momento do flash”

Depois, há “Um Exame no Liceu de Chaves”, que podia ser uma espécie de redacção de um aluno do 12º ano, e há, também, “O Riso de Mireiya Carvajal”, que nos conta odisseia, em Cuba, de um treinador de futebol com o nome muito parecido com José Mourinho.

Senti-me enganado…