“O Nervo Ótico”, de Ma2014)ria Gainza (

Livro muito curioso desta crítica de arte e escritora argentina. Depois de ter lido o seu livro Um Punhado de Flechas, fiquei curioso, e decidi procurar este outro, mais antigo. Trata-se de uma narrativa que mistura crítica literária, autobiografia e ficção.

Gainza conta-nos histórias passadas consigo e com os seus amigos e familiares, talvez alguma inventadas, enquanto nos conta, também, histórias de alguns artistas plásticos.

“No que diz respeito aos homens, minha querida Pepita, são mais perversas as virtudes do que os vícios” – diz a escritora, citando alguém e a narrativa deste livro parece comprová-lo, contando-nos alguns episódios de Lautrec e de outros artistas, que deixam muito a desejar no que diz respeito à virtude.

É um livro curioso.

“Um Punhado de Flechas”, de Maria Gainza (2024)

Maria Gainza nasceu em Buenos Aires em 1975 e foi crítica de arte durante muitos anos, escrevendo para vários jornais, sendo também correspondente do New York Times.

Publicou o seu primeiro romance, O Nervo Ótico, que ainda não li, em 2018, inaugurando uma escrita que mistura narrativa, ensaio e crítica de arte.

O título deste Um Punhado de Flechas foi-lhe sugerido por uma conversa com Francis Ford Coppola, que lhe disse que casa um de nós nasce com uma aljava com um certo número de flechas douradas. Quando as lançou todas, acabou-se. Penso que Coppola estava a referir-se a ele próprio, que lançou as suas flechas todas com os três filmes do Padrinho, com o Apocalipse Now e o One From The Heart.

Este livro de Maria Gainza é curioso por isso mesmo: deu-nos a conhecer vários artistas plásticos argentinos que desconhecíamos e contou-nos histórias curiosas com eles relacionadas.

Um livro diferente que vale a pena.