Henrique, Cimento & Lícito, Lda

O PSD conseguiu que o Parlamento aprovasse uma lei que cria um novo crime: o crime do enriquecimento ilícito.

Quer dizer que, a partir de agora, todo aquele que fique rico í  custa da trapaça, da fuga aos impostos, dos compadrios políticos, do roubo, da especulação fraudulenta, negócios sujos, lenocínio, tráfico de droga e/ou de influências, etc – passa a ser um criminoso.

Acho mal.

Esses gajos deviam até ser incentivados pelo Estado!

Com efeito, os tipos que enriquecem ilicitamente deviam ter direito a receber um Rendimento Máximo Garantido, que lhes permitisse passar a viver í  vontade, sem precisarem de continuar a cometer ilegalidades e, assim, terem tempo e disponibilidade para organizarem palestras, jornadas, congressos, onde nos ensinassem como enriquecer ilicitamente.

Até nas escolas, em vez da palermice da educação sexual, devia haver uma cadeira de enriquecimento ilícito para preparar os nossos jovens para o futuro – já que trabalhar, pagar impostos e ser honesto, nunca enriqueceu ninguém.

Será que um tipo que nasceu lá nas berças, comprou o primeiro par de sapatos quando foi para a instrução primária, aderiu a uma juventude partidária aos 16 anos, foi eleito deputado aos 24, nomeado secretário de Estado aos 32, ministro aos 40 e, agora, aos 50 anos, é administrador de uma empresa pública, vive em Cascais, tem uma casa no Algarve e dois Audis, é um criminoso?

Nesse caso, o PSD que se ponha a pau porque acaba por mandar grande parte dos seus militantes mais destacados para a cadeia.

Deus é pequeno

deus-com-pinheiroPara quem já não se lembra, este Deus escreve-se com letra grande, mas é pequeno.

Trata-se de um sujeito baixinho, com o cabelo penteado para trás, í  custa de brilhantina e uma pêra que já não se usa desde os tempos da Inquisição (uma pêra, neste caso, é um pedaço de barba que ocupa, apenas, o queixo).

Ao longo dos anos, ocupou diversos cargos públicos, nomeadamente, ministro dos Negócios Estrangeiros e deputado do Parlamento Europeu, pelo PSD.

Notabilizou-se pelo golfe, que praticou antes, depois e durante.

Este ano, a excelente Manuela Ferreira Leite foi desencantá-lo para cabeça de lista do PSD por Braga, ao arrepio dos líderes locais, que meteram o rabinho entre as pernas, mas foram afiando as facas, preparando-se, agora, para as espetar convenientemente, nas costas de Manuela (não sei bem onde, porque a senhora é só ossos…)

Muito provavelmente, Deus terá vendido a alma ao Diabo: “se o PSD ganhar, abdico da minha reforma dourada, em troca de um lugar no Governo”.

O PSD não ganhou, mas Deus foi eleito.

Finalmente, Deus descia a Assembleia da República!

Mas por pouco tempo.

Deus chegou, registou-se  e, meia-hora depois, renunciava ao cargo de deputado.

Abdicar da reforma dourada pela merda de ordenado que um deputado ganha?

Só se Deus fosse parvo!

Mas este Deus não é parvo!

Em compensação é Pinheiro e, como se sabe, o pinheiro está infestado por nemátodo…

Cavaco confuso

Estava eu sentadinho na minha casa do Algarve, já com as pantufinhas calçadas e uma mantinha sobre os joelhos, a estudar os decretos-lei que o malvado do Sócrates me obrigou a levar para férias, quando apareceu a minha Maria, a dizer:

– Estão lá fora duas pessoas importantes do PS a dizer que tu estás a ajudar o PSD a elaborar o programa do Governo.

– E como sabes tu que elas são duas pessoas importantes do PS? – perguntei.

E ela: “porque os contei – um, dois -, porque são altos e porque trazem rosas ao peito.

Percebi automaticamente que o PS me queria manipular, encostando-me ao PSD, para disso tirar dividendos eleitorais.

Regressei a correr a Lisboa e, mal entrei no meu gabinete da Presidência da República achei que alguém me tinha mexido no computador porque o naperon que a Maria tinha posto por cima da impressora, por causa do pó, estava um bocadinho desviado.

Liguei o computador e fui ver os mails e achei-os um pouco vulneráveis. De tal maneira, que hoje mesmo liguei para a Zon e já cá veio um brasileiro que me configurou o meu programa de mails, de modo a só receber mails de pessoas decentes.

Por isso, portugueses, sou forçado – repito: sou forçado – a tornar pública a minha indignação e repetir que ninguém está autorizado a falar em meu nome, nem mesmo a minha mulher.

Se algum dia ela vier a público dizer que eu estou desmemoriado ou confuso, ou baralhado, ou confuso outra vez, podem ter a certeza que falará em seu nome pessoal porque, em meu nome, ninguém fala, a não ser o chefe da Casa Civil e o chefe da Casa Militar e, talvez, eu próprio, embora não tenha bem a certeza disso.

Boa noite e agora vou para dentro, pensar como raio é que vou arranjar uma maneira de não indigitar Sócrates como primeiro-ministro.

Mas afinal, quem ganhou as eleições?

Olhando para os jornais, assim de repente, até parece que foi o Paulo Portas!…

E, afinal, o CDS não teve mais do que 10% dos votos, o que corresponde a 21 deputados. Quer dizer que o Partido do táxi vai ter que comprar um mini-bus.

Mas 10% é uma miséria! Se o estádio da Luz estiver cheio, com 60 mil pessoas (e isso, agora, é cada vez mais frequente…) apenas 60 terão votado no Portas, considerando que as crianças até aos 18 anos não votam, mas gostam muito do Benfica…

Ridículo!

Então, se não foi o Portas que ganhou, parece que terá sido o Louçã, o que ainda é mais ridículo, pois o Bloco nem sequer chegou aos 10%!

É preciso contar mais de 90 portugueses para encontrar o primeiro que tenha votado no Bloco.

Insignificante!

No que respeita ao PCP, já se sabe que ganha sempre, ou porque tem mais votos, ou porque os votos são mais bonitos, ou porque teve mais jovens a votar ou porque o Jerónimo sua mais que os outros candidatos.

Mas – 7%?!

Tenham dó!

Portanto, quem ganhou as eleições, com 36% dos votos, foi o Sócrates!

Sem espinhas!

Agora tem é que fazer alianças e nisso os políticos portugueses são muito esquisitos.

Ainda há pouco tempo, na Noruega, três partidos de esquerda, incluindo comunistas, se coligaram para formar um governo maioritário.

Ontem mesmo, a Angela Merkel ganhou as eleições, mas vai governar coligada com o Partido Liberal – mas também podia ser com o SPD, só que estes tiveram um resultado miserável.

Em Portugal, não.

O Louçã já disse que, com o Sócrates, nunca!

O Manuel Alegre já disse que coligações, só com a esquerda!

Mas se o Louçã não quer o Sócrates e p o Sócrates é que ganhou as eleições, coligações í  esquerda, só se fí´r com o Jerónimo.

Mas com o Jerónimo não chega para formar governo maioritário…

Nesse caso, mais vale o PS formar um governo minoritário e governar sozinho.

Está-se mesmo a ver que vamos ter que aturar o Portas no governo, outra vez.

Se eu fosse ao Sócrates, dava, ao CDS, as pastas da Agricultura, da Segurança Social e da Educação.

Sempre gostava de ver ministros do CDS a distribuir subsídios pelos agricultores, a cortar com o rendimento mínimo aos ciganos e a avaliar professores!…

Faz isso, Sócrates… não és homem, não és nada!…

Manuela merdosa, perdão, medrosa!

A D. Manuela está com medo de viver em Portugal. Diz que Sócrates asfixiou o país, acabou com um jornal televisivo, pressionou um director de jornal e até anda a escutar o que diz o Presidente.

A D. Manuela, transida de medo, diz que todos os funcionários públicos, os que trabalham nas escolas e nos hospitais sabem que têm que ter cuidado com a língua porque podem estar a ser escutados por alguém ligado ao Governo, que logo fará deles queixa ao Sócrates.

A D. Manuela que, obviamente, está já na fase do delírio democrático, diz:

“Não aceito viver num país onde um director de jornal suspeita  que está sob vigilância”.

Percebemos perfeitamente.

D. Manuela: faça favor de se mudar, por exemplo, para a Eslovénia.

Obrigado.

A padeira de Aljubarrota

A D. Manuela não quer nada com os espanhóis!

A D. Manuela é uma nova padeira de Aljubarrota, correndo com os castelhanos í  pazada!

A D. Manuela quer-nos manter aqui, neste cantinho, longe de tudo e de todos.

Pobres, mas honrados!

A D. Manuela já não tem idade para fazer figuras destas.

Faça o favor de se retirar.

Obrigado.

Manuela asfixiada

A D. Manuela inventou a “asfixia democrática”.

Segundo ela, no Continente, as pessoas têm medo de exprimir as suas opiniões porque podem colocar em risco os seus empregos. Pelo contrário, na Madeira, é o Paraíso democrático.

Ontem, até o Paulinho das feiras lhe chamou a atenção para o facto de um debate como o que estava a decorrer entre ambos, seria impossível na Madeira.

A D. Manuela acha que não. Que na Madeira é que se pratica a verdadeira democracia.

E porquê?

Porque, diz ela, Alberto João Jardim “é eleito há muitos anos, por voto secreto e com maiorias sempre crescentes”.

í“ D. Manuela – isso também o Saddam Hussein, que era sempre eleito por 99% dos eleitores, e o Nyyazov, que foi presidente do Turquemenistão entre 1991 e 2006, e ainda o Karimov, que é presidente do Uzbequistão desde 1991, e o Kadhaffi, que está no poder desde a Idade Média!

Todos com maiorias sempre crescentes!

E ai de quem não votar neles!

D. Manuela, a senhora está-me a descair – eu pensei que fosse uma política inteligente e digna e, afinal, a senhora é trapalhona, pouco séria nos argumentos e já deu provas, em anteriores legislaturas, quer como ministra da Educação, quer como ministra das Finanças, de ter muito pouca abertura democrática.

Portanto, se sente asfixiada, sugiro-lhe Ventilan – 1 a 2 inalações de 8/8 horas e consulte um pneumologista.

As melhoras…

O Partido Fuck Them

Estive uns dias de férias, passeando pela Beira interior e só agora arranjei tempo para actualizar o Coiso – e não podia deixar passar em branco mais uma grande tirada de Alberto “Fuck Them” Jardim que, pelos vistos, foi mais ou menos ignorada pela comunicação social.

Para quem estava desatento, recordo que a D. Manuela foi í  Madeira, confraternizar com o Jardim que, em período eleitoral é sempre o maior do mundo, porque levou a Madeira aos píncaros do progresso e tal e coisa.

Claro que nunca é referido o facto de o Governo da Madeira ter um deficit astronómico, de tudo ser feito í  custa da massa que vai do Continente, de ser difícil fazer parte da Oposição porque o Jardim e apaniguados dominam, numa espécie de ditadura democrática, que todos sabem existir, embora façam de conta que não. E, para cúmulo, o Jardim é capaz de insultar tudo e todos, e ninguém faz nada porque é o “estilo” da criatura.

Pois então, a D. Manuela foi í  Madeira e fez-se transportar num carro do Estado. Ora se a D. Manuela ainda não é primeira-ministra (e esperemos que nunca o venha a ser), o que fazia ela num carro do Estado?

Os jornalistas foram perguntar ao Jardim e ele respondeu: “Fuck them!”

O Jardim disse, em relação aos jornalistas, “Que se fodam!”

D. Manuela Ferreira Leite: a senhora, que tem ar de ser uma pessoa polida e bem educada, é capaz, por exemplo, de mandar alguém levar no cu?

Dr. Aguiar Branco, o senhor, que tem uma pose de Estado, já alguma vez mandou alguém pró caralho?

Dr. Pacheco Pereira, o senhor que é tão entendido em tudo e, sobretudo, mesmo em tudo, tem por hábito dizer merda, porra, cagalhão?

Não acredito que o digam, que o façam, que sequer o pensem!

Como podem então permitir que um dos vossos mais destacados líderes, um homem que, na vossa opinião, representa um modelo de governo social-democrata, diga publicamente “Que se fodam!”?

Em qualquer país democrata e civilizado, tal dirigente político seria imediatamente afastado, ostracizado, expulso do partido.

Mas, D. Manuela, a senhora mesmo o diz: o PSD é um Partido da Verdade.

Por isso, que se foda!…