Não consigo imaginar actividade mais monótona do que escutar o telemóvel de Angela Merkel!
í“ Obama, get a life!
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Não consigo imaginar actividade mais monótona do que escutar o telemóvel de Angela Merkel!
í“ Obama, get a life!
Sócrates concedeu uma entrevista í Clara Ferreira Alves. Saiu ontem, na Revista do Expresso.
A leitura dessa entrevista, permite responde, pelo menos, a 10 perguntas.
1. Sócrates sempre foi um moderado?
– Sim, Sócrates é um «tipo que sempre foi a merda de um moderado».
2. Sócrates é de direita?
– «Esses gajos enganaram-se quando olharam para mim e disseram que era de direita».
3. E, sendo de esquerda, Sócrates é mais de esquerda do que outros membros do PS?
– «Quem você acha que é mais de esquerda, eu ou o Manuel Alegre? A esquerda mede-se aos palmos?»
4. Como é que Sócrates reagiu í oligarquia do PS?
– «Raios vos partam, vou vencer-vos a todos! E foi o que fiz!».
5. Mas, apesar de ser de esquerda, Sócrates também poderia agradar í direita?
«Eu sou o chefe democrático que a direita sempre quis ter!».
6. Quem criou o boato de que seria homossexual?
– «Na televisão (Santana Lopes) insinuou num debate que eu era homossexual, queria que eu dissesse que era, era isso que ele queria».
7. E como o classificaria?
– «O bandalho!»
8. E quanto ao ministro dos Negócios Estrangeiros alemão?
– «Em Berlim, tudo muito formal, conversámos e fomos jantar. A Merkel está do outro lado com aquele estupor do ministro das Finanças, o  Schauble.»
9. E esse Schauble era só um estupor?
– Não, «todos os dias esse filho da mãe punha notícias nos jornais contra nós».
10. E como classificaria os dirigentes do PSD e do CDS, no que respeita ao chumbo do PEC4?
– «Os filhos da mãe da direita em Portugal deram cabo de uma solução apenas para ganharem eleições«.
E assim ficámos a saber como a merda de um moderado zurze um bandalho, um estupor e alguns filhos da mãe.
Imaginem se o gajo fosse extremista!
Inovador? Eu diria que este Orçamento é mesmo revolucionário!
Ora vejamos: os cortes na Função Pública começam logo nos salários acima dos 600 euros.
Acho bem.
Cortar a quem mais precisa.
É uma lição de vida.
Quem não tem dinheiro, não tem vícios.
Depois, os cortes vão subindo, nos salários dos funcionários públicos, até atingir os 12%.
Acho pouco.
Quem precisa de cantoneiros, professores, jardineiros, enfermeiros, médicos, arquitectos, contínuos, administrativos e toda a corja de funcionários públicos que passam os dias a coçar os testículos?
Mas enfim, os cortes poderão estimular alguns desses funcionários a desistirem de nos agravar o défice.
Outra medida justa: o corte nas pensões de sobrevivência.
Diz o Governo que só vão atingir 3% das pensionistas.
Acho pouco.
As viúvas passaram a vida a dizer mal dos maridos, que não as ajudam, que nunca estão em casa, que se embebedam, que as tratam mal, respiram fundo quando eles, finalmente, morrem e, depois, ficam a receber as pensões?
Quer dizer, em vida, os gajos não valem nada mas, depois de mortos, as pensões já lhes dão jeito.
A convergência das pensões também é boa ideia, mas não vai juntar-se í contribuição especial de solidariedade.
Também acho mal.
Quanto menos dinheiro os reformados tiverem, melhor.
O pior que pode haver é um bando do reformados ociosos, cheios de dinheiro!
O aumento do imposto de circulação para carros a gasóleo também merece aplausos, uma vez que estes veículos provocam mais poluição que os movidos a gasolina.
Mas também se devia aumentar os impostos sobre a gasolina.
Precisamos de menos carros nas estradas. Só assim poderemos diminuir a sinistralidade rodoviária.
Também vai aumentar o imposto sobre o tabaco e, mais uma vez, o meu aplauso.
O tabaco só faz é mal.
Simultaneamente, os medicamentos para deixar de fumar continuam sem comparticipação do Estado, o que é excelente.
Deste modo, os verdadeiramente viciados continuarão a fumar e há esperança que morram precocemente.
Menos umas pensões que o Estado terá que pagar.
Finalmente, o aumento da idade da reforma para os 66 anos é outra medida que merece apoio.
Mas também acho pouco.
Conheço tipos com 80 anos que continuam cheios de pica e basta olhar para o Mário Soares que, com 88 anos, continua a tentar lixar o Cavaco.
Portanto, 66 anos é escasso.
A reforma devia ser quando um gajo já não dissesse coisa com coisa.
Razão pela qual o Passos Coelho já devia estar reformado há dois anos!
A ministra Albuquerque apresentou o Orçamento com cachecol vermelho ao pescoço.
Ninguém aproveitou para a estrafegar!
O Governo não permite que a manif da CGTP atravesse a Ponte 25 de Abril.
Arménio Carlos atravessará a nado.
Os verdadeiros revolucionários segui-lo-ão!
* Alcácer do Sal: Homem fugiu pela janela do tribunal e está a monte – em Alcácer não deve haver muitos montes; deve ser fácil encontrá-lo
* Alberto Martins eleito líder parlamentar do PS com 69% dos votos – eleições malandrecas…
* Motorista simulou o roubo de 22 toneladas de bacalhau – vai finalmente provar que existem mil maneiras de cozinhar bacalhau
* Papa “sofre com papel reduzido da mulher” dentro da igreja – mas o que é que o Papa quer que elas façam mais, além de se ajoelharem?
* O criminalista Barra da Costa afirma saber onde mora o famoso estripador de Lisboa – o famoso estripador também sabe onde mora o criminalista…
* Rádios de polícias nos Açores custam 30 milhões – devem apanhar estações australianas
* Mário Soares, sobre o governo: “estes senhores têm de ser julgados, depois de saírem do poder” – í“ Marocas, depois? Por que não já agora, pá?
* CGTP insiste na manifestação na Ponte 25 de Abril – por que não cobrar portagem a cada manifestante?
Joseph O’Neill nasceu na Irlanda em 1964, tem ascendência irlandesa e turca, cresceu na Holanda e vive em Nova Iorque, onde é professor.
Netherland, que ganhou o Prémio Pen/Faulkner em 2009, é um livro triste que, no entanto, termina com uma nota de esperança.
O narrador é um holandês, Hans van den Borek, que vive em Nova Iorque com a sua mulher inglesa, Sara, e o filho Jake. A acção do romance começa pouco depois da destruição das Twin Towers. O apartamento onde esta família vivia, na zona da Tribeca, ficou danificado e eles vivem, agora, provisoriamente, no conhecido Chelsea Hotel.
O medo de mais ataques terroristas fazem com que Sara queira ir viver para Londres, que pensa ser uma cidade mais segura. Hans quer continuar em Nova Iorque. A relação entre o casal deteriora-se.
Hans é um entusiasta de criquet e conhece um imigrante de Trinidade, Chuck, também ele amante daquele desporto. Os dois desenvolvem uma amizade com alguns contornos estranhos.
No final da história, Hans vai para Londres e reconcilia-se com Sara.
O’ Neill não perde tempo com palavras inúteis. O tom do livro é limpo e seco, mas não desprovido de sensibilidade, pelo contrário. Hans chora, tem saudades, por vezes raiva, mas tudo muito comedido, diria, muito “holandês”.
Como diz o crítico do New Yor Times, Dwight Garner, Netherland é “the wittiest, angriest, most exacting and most desolate work of fiction we”™ve yet had about life in New York and London after the World Trade Center fell.”
Gostei.
Fui surpreendido com a notícia de que a Senhora de Fátima ia a Roma.
Como, perguntei a mim próprio? Então a Senhora não está em toda a parte?
Pelos vistos, não.
A Senhora de Fátima está em Fátima e é uma estátua da autoria de José Ferreira Thedim.
E este fim de semana, rumou a Roma.
Foi de Fátima até ao aeroporto, escoltada pela GNR. Depois, de avião, em classe turística, pagou 200 euros pelo bilhete e dois seguranças acompanhara-na. Em Roma, foi de helicóptero até ao Santuário do Divino Amor (nome sugestivo…).
Ora, na minha modesta e blasfema opinião, a Senhora de Fátima, se quisesse fazer uma peregrinação como deve ser, devia ir a pé a Roma.
Não lhe devia custar muito porque, sendo uma estátua em madeira de cedro, o mais que lhe podia fazer era serradura nos pés…
Entretanto, em Fátima, os fiéis peregrinavam em frente a uma réplica da Senhora de Fátima. Ouvi dizer que era a réplica número um e que haveria mais onze.
Estamos, portanto, descansados.
Mesmo que destruam uma, mais onze se levantarão!
Em Roma, o Papa Francisco dirigiu algumas palavras í estátua da Senhora de Fátima, na realidade, ficou mesmo a falar para a estátua, durante alguns momentos e, depois, convidou a igreja a despojar-se e a combater a idolatria.
Combater a idolatria?
í“ Francisco, pá, tem paciência!…
1. O que é que isto:
Tem a ver com isto:
2. O que é que isto:
Novo corte salarial pode atingir mais 170 mil funcionários públicos
Tem a ver com isto:
Portugal vende 12 caças F16 í Roménia por 78 milhões de euros?
3. O que é que isto:
Menezes suspende mandato no Porto
Tem a ver com isto:
Dois milionários russos “queimam” 150 mil euros num bar em apenas três horas?
4. O que é que isto:Â
Imagem de Fátima “preparada para ir ver o Santo Padre”
Tem a ver com isto:
O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, é um homem infeliz.
Basta olhar para a cara dele.
Tem sempre as comissuras labiais descaídas, como se tivesse a sentir um cheiro desagradável, ou como se sofresse de obstipação crónica, ou como se tivesse uma dor irritante, ou as três coisas simultaneamente.
Em resumo, tem cara de quem só tem coisas que o ralem.
E para ficar ainda mais ralado, não há meio de o deixarem em paz e sossego!
Primeiro foi aquele lapso que ele teve, quando disse que nunca tinha tido acções da SLN porque confundiu com CPLP, ou TLP ou CTT, ou o caraças, é tudo letras e, como se sabe, Machete fez Direito, nunca ligou muito a letras…
Agora, é aquela história de Angola.
O homem pediu desculpa aos governantes angolanos e assegurou-lhes que a Procuradoria-Geral de República nada tinha de especial contra eles, que era só preencher uns formulários e tal – e afinal, Manchete não perguntou nada í Procuradora e parece que o homem violou o princípio da separação de poderes, coitado!…
Passos Coelho desculpou-o. Disse que ele tinha tido “uma expressão menos feliz”.
De facto, basta olhar-lhe para a cara.
Não há dúvida que ele não tem uma expressão nada feliz.
Diria mesmo que tem cara de cu í paisana, não fosse ser esta “uma expressão menos feliz”.