Pacheco Pereira. Quem é? Ninguém!

Pacheco Pereira é o protótipo do intelectual vazio da “inteligência” portuguesa.

Ressabidado, ficou muito zangado com a atribuição do Nobel da Paz a Obama.

Francamente! O tipo é preto, é democrata, é de “esquerda” (í  moda americana) e dão-lhe assim, de mão beijada, um Nobel da Paz, quando há tanta gente com tanto trabalho feito em prol da Paz e do Progresso e que não consegue, sequer, ganhar as eleições, como a GRANDE MANUELA FERREIRA LEITE!!!

Diz o patético Pacheco: “o que é que fez Obama a favor da paz, ou melhor, da Paz com letra grande? Nada.”

Pacheco é ridículo. Um cada vez mais barrigudo comentador político que, há décadas, pontifica na rádio, nos jornais, na televisão e que ainda não forneceu uma única ideia boa, não fez um único trabalho positivo, não contribuiu com coisa nenhuma para o avanço do país, muito menos, do mundo – mas que tem sempre uma opinião sobre tudo e sobre todos e é ouvido, é escutado, é transcrito, é citado.

Pacheco, um ex-MRPP que apoia uma fulana como Ferreira Leite para o cargo de primeira-ministra, um tipo que se diz orgulhar de possuir uma vasta biblioteca, não percebe o gesto simbólico dos suecos ao premiarem Obama com o Nobel da Paz?

Então, Pacheco, afinal, é uma fraude porque, no fundo, é burro.

E, sinceramente, eu não acho que Pacheco seja burro – é apenas um tipo banal, que ganha a vida a dar palpites, que nunca produziu nada e que tem acesso aos órgãos de comunicação.

Vou gostar de te ver no Parlamento, pá!

Trucidado!

Serrano & Pelicano

Reinaldo Serrano é aquele repórter da SIC com uma obesidade que o integra na lista de prioridades para ser vacinado contra o H1N1 e que possui, também, um bigode que já ninguém usa, a não ser ele.

Vejo-o de vez em quando, nos telejornais da Sic, sobretudo na altura das eleições.

Vi-o, há uns anos, a levar uns encontrões valentes, durante uma “arruada” qualquer. Quase submerso pelos manifestantes, agarrava o microfone como se fosse uma bóia de salvação e ia debitando informações, enquanto submergia.

Tenho reparado nele, de quando em vez e, nestas três campanhas eleitorais, com mais insistência.

Nas autárquicas, foi destacado para seguir a campanha do PS. Cada reportagem sua é um poema falhado – falhado porque quer parecer um poema, mas é apenas um texto cheio de lugares comuns e jogos de palavras. Como uma redacção de um daqueles putos bons a português, que ganham prémios no Liceu e cujos pais dizem: “o meu filho, quando crescer, há-de ser escritor”.

E, depois, não passam de repórteres da Sic…

Um exemplo: “O quarto poder é um quarto. Com vista sobre a cidade que já não o é; sobre as ruas que já o foram; sobre as casas que deixaram de o ser.”

Lindo, não é?…

O problema é que Serrano escreve este tipo de texto quer seja sobre a importância da comunicação social (o quarto poder), quer seja sobre uma arruada do PS no Cacém. O tom é sempre o mesmo…

Ontem, Reinaldo Serrano tentou perguntar a Mário Soares, o que é que ele achava do facto de Helena Roseta concorrer com António Costa.

O octogenário Soares começou por se espantar: “Você por aqui, outra vez? Não esteve comigo esta manhã? Ah, foi ontem, no Cacém!… Então, diga lá…”

E Reinaldo fez as perguntas.

E Soares mandou-o passear: “Você diga lá a quem o manda fazer essas  perguntas que não me obriga a dizer o que você quer que eu diga!…”

Tudo com bonomia, tudo muito civilizado.

E Serrano, igualmente bochechas, sorrindo também, encaixou e foi entrevistar Almeida Santos.

Ganda Serrano!

Quanto ao Pelicano – é o operador de imagem. Não tem culpa nenhuma disto. Apenas aparece no título deste texto do mesmo modo como Serrano escreve os textos – por associação: Serrano & Pelicano…

Por que razão Cavaco não queria discursar no 5 de Outubro

“CS – Maria! Escrevi um discurso muito bonito para ler no 5 de Outubro. É sobre e-mails, spam e hackers…

MCS – Tu livra-te, Aníbal! Não dizes nem mais uma palavra sobre essas coisas! Isso são coisas do Demo! Vais mas é ficar caladinho!

CS – Mas Maria… é o 99º aniversário da implantação da República! Se eu não falo, o rei vai dizer que o Presidente vai nu!…

MCS – Eu quero lá saber o que D. Duarte diz ou deixa de dizer! Está decidido: não discursas! E agora vem tomar o Sargenor, que está na hora…”

Nota: excerto das escutas da Presidência da República. Conversa captada no dia 2 de Outubro, pelas 14h 13 minutos. O microfone está por baixo daquela terrina da Companhia das Índias, que está no aparador da cozinha.

Agradecemos a colaboração do Agrupamento de Escutas de Vila Velha de Vintém.

Cavaco confuso

Estava eu sentadinho na minha casa do Algarve, já com as pantufinhas calçadas e uma mantinha sobre os joelhos, a estudar os decretos-lei que o malvado do Sócrates me obrigou a levar para férias, quando apareceu a minha Maria, a dizer:

– Estão lá fora duas pessoas importantes do PS a dizer que tu estás a ajudar o PSD a elaborar o programa do Governo.

– E como sabes tu que elas são duas pessoas importantes do PS? – perguntei.

E ela: “porque os contei – um, dois -, porque são altos e porque trazem rosas ao peito.

Percebi automaticamente que o PS me queria manipular, encostando-me ao PSD, para disso tirar dividendos eleitorais.

Regressei a correr a Lisboa e, mal entrei no meu gabinete da Presidência da República achei que alguém me tinha mexido no computador porque o naperon que a Maria tinha posto por cima da impressora, por causa do pó, estava um bocadinho desviado.

Liguei o computador e fui ver os mails e achei-os um pouco vulneráveis. De tal maneira, que hoje mesmo liguei para a Zon e já cá veio um brasileiro que me configurou o meu programa de mails, de modo a só receber mails de pessoas decentes.

Por isso, portugueses, sou forçado – repito: sou forçado – a tornar pública a minha indignação e repetir que ninguém está autorizado a falar em meu nome, nem mesmo a minha mulher.

Se algum dia ela vier a público dizer que eu estou desmemoriado ou confuso, ou baralhado, ou confuso outra vez, podem ter a certeza que falará em seu nome pessoal porque, em meu nome, ninguém fala, a não ser o chefe da Casa Civil e o chefe da Casa Militar e, talvez, eu próprio, embora não tenha bem a certeza disso.

Boa noite e agora vou para dentro, pensar como raio é que vou arranjar uma maneira de não indigitar Sócrates como primeiro-ministro.

Mas afinal, quem ganhou as eleições?

Olhando para os jornais, assim de repente, até parece que foi o Paulo Portas!…

E, afinal, o CDS não teve mais do que 10% dos votos, o que corresponde a 21 deputados. Quer dizer que o Partido do táxi vai ter que comprar um mini-bus.

Mas 10% é uma miséria! Se o estádio da Luz estiver cheio, com 60 mil pessoas (e isso, agora, é cada vez mais frequente…) apenas 60 terão votado no Portas, considerando que as crianças até aos 18 anos não votam, mas gostam muito do Benfica…

Ridículo!

Então, se não foi o Portas que ganhou, parece que terá sido o Louçã, o que ainda é mais ridículo, pois o Bloco nem sequer chegou aos 10%!

É preciso contar mais de 90 portugueses para encontrar o primeiro que tenha votado no Bloco.

Insignificante!

No que respeita ao PCP, já se sabe que ganha sempre, ou porque tem mais votos, ou porque os votos são mais bonitos, ou porque teve mais jovens a votar ou porque o Jerónimo sua mais que os outros candidatos.

Mas – 7%?!

Tenham dó!

Portanto, quem ganhou as eleições, com 36% dos votos, foi o Sócrates!

Sem espinhas!

Agora tem é que fazer alianças e nisso os políticos portugueses são muito esquisitos.

Ainda há pouco tempo, na Noruega, três partidos de esquerda, incluindo comunistas, se coligaram para formar um governo maioritário.

Ontem mesmo, a Angela Merkel ganhou as eleições, mas vai governar coligada com o Partido Liberal – mas também podia ser com o SPD, só que estes tiveram um resultado miserável.

Em Portugal, não.

O Louçã já disse que, com o Sócrates, nunca!

O Manuel Alegre já disse que coligações, só com a esquerda!

Mas se o Louçã não quer o Sócrates e p o Sócrates é que ganhou as eleições, coligações í  esquerda, só se fí´r com o Jerónimo.

Mas com o Jerónimo não chega para formar governo maioritário…

Nesse caso, mais vale o PS formar um governo minoritário e governar sozinho.

Está-se mesmo a ver que vamos ter que aturar o Portas no governo, outra vez.

Se eu fosse ao Sócrates, dava, ao CDS, as pastas da Agricultura, da Segurança Social e da Educação.

Sempre gostava de ver ministros do CDS a distribuir subsídios pelos agricultores, a cortar com o rendimento mínimo aos ciganos e a avaliar professores!…

Faz isso, Sócrates… não és homem, não és nada!…

Dia de reflexão

Há uns anos, havia uma frase feita que classificava a nossa democracia como “a jovem democracia portuguesa”.

Portugal só é uma democracia desde abril de 1974 e, comparativamente com a Inglaterra, a França ou os Estados Unidos, há-de ser, sempre uma mais jovem democracia.

No entanto, 35 anos depois do 25 de Abril, o chamado dia de reflexão, em que os partidos não podem fazer campanha e os órgãos de comunicação social não podem falar disso, faz cada vez menos sentido.

De certeza que, na net, dezenas, centenas de blogs estão a ser actualizados com posts sobre as eleições, dizendo, claramente, a intenção de voto dos seus autores.

Eu, no meu caso, vou votar no PS, como fiz há 4 anos, porque defendo o Serviço Nacional de Saúde e o PS tem uma ideia boa para a sua reforma, através das Unidades de Saúde Familiares, por causa do ensino de inglês na instrução primária, pelos 12 anos de escola obrigatória, pela aprovação da lei do aborto, pelo complemento solidário para idosos, pelo cheque-dentista, pelos medicamentos genéricos gratuitos para os reformados com complemento solidário, pelo programa Novas Oportunidades, pela distribuição do Magalhães, apesar dos erros, pelo complemento para grávidas, pela informatização de todos os centros de saúde, etc, etc.

Todas estas políticas compensam, largamente, os erros cometidos – e quanto í  história da arrogância, do medo e do autoritarismo, tenham paciência, mas já dei para esse peditório.

Pensei, por momentos, na Manuela Ferreira Leite como primeiro-ministro e ia tendo um enfarto.

O Paulo Portas é postiço e não merece mais que um bocejo.

O Jerónimo de Sousa cheira a bafio e só se mantém porque Portugal teve um líder comunista chamado Cunhal e um ditador chamado Salazar.

Quanto ao Louçã, é o mais perigoso de todos eles. É um moralista de esquerda, um conservador encapotado, um defensor de propostas de ruptura, que não usa gravata mas que, enfim, até nem se importaria de fazer parte de um governo burguês, quem sabe para corroer o sistema por dentro (ah! ah! ah!).

Portanto, Sócrates, apesar de já ter gostado mais de ti, podes contar com o meu voto amanhã.

A felicidade de um trotskista

Ontem ouvi o Louçã contar uma história que me deixou os cabelos em pé.

Foi numa espécie de reportagem intimista que a RTP fez com os candidatos dos principais partidos.

Louçã contou que conheceu Marcello Caetano aos 14 anos, em casa de uns amigos dos pais.

E então, o Sr. Professor perguntou-lhe: “E tu, meu menino, vais estudar para que faculdade?”

E o Louçã respondeu: “Vou para Económicas”.

O Marcelo fez uma cara feia e exclamou: Ui! É só comunistas!”

Conclui Louçã: “Foi um dos dias mais felizes da minha vida!”

Um dos dias mais felizes da vida do Louçã foi quando o Marcelo Caetano lhe disse que a faculdade de Economia era um antro de comunistas?

Que triste tem sido a vida de Francisco Louçã!…

Cavaco subLima

Com que então, Dr. Cavaco, o Lima foi í  vida!

Então, o senhor não disse que só tratava desta palermice das escutas depois das eleições?

Então pí´s o Lima no olho da rua porquê?

Afinal o Lima sempre inventou a história das escutas?

E não foi o senhor que o mandou inventar?

Não sei porquê, mas isto faz-me lembrar a história do Lopes da Mota, o da Eurojust, que diz que pressionou os juízes que estão a tratar do caso Freeport.

O Mota pressionou?

A mando do Sócrates?

O Lima inventou?

A mando do Cavaco?

Cheira-me que esta história deve deixar, na boca do Dr. Cavaco, um sabor a lima-limão.

Amargo.

A polícia de rastos

Foto e legenda publicados hoje, no Diário de Notícias.

policiaderastosSerá que já é assim que os polícias fazem juramento de honra?

Ai Sócrates, Sócrates – deixaste os polícias de rastos!

(Espero que o Sócrates não leia este texto, caso contrário ainda sou capaz de levar electrochoques, como o director do Público, coitadinho!…)