Cavaco subLima

Com que então, Dr. Cavaco, o Lima foi í  vida!

Então, o senhor não disse que só tratava desta palermice das escutas depois das eleições?

Então pí´s o Lima no olho da rua porquê?

Afinal o Lima sempre inventou a história das escutas?

E não foi o senhor que o mandou inventar?

Não sei porquê, mas isto faz-me lembrar a história do Lopes da Mota, o da Eurojust, que diz que pressionou os juízes que estão a tratar do caso Freeport.

O Mota pressionou?

A mando do Sócrates?

O Lima inventou?

A mando do Cavaco?

Cheira-me que esta história deve deixar, na boca do Dr. Cavaco, um sabor a lima-limão.

Amargo.

A polícia de rastos

Foto e legenda publicados hoje, no Diário de Notícias.

policiaderastosSerá que já é assim que os polícias fazem juramento de honra?

Ai Sócrates, Sócrates – deixaste os polícias de rastos!

(Espero que o Sócrates não leia este texto, caso contrário ainda sou capaz de levar electrochoques, como o director do Público, coitadinho!…)

Manuela merdosa, perdão, medrosa!

A D. Manuela está com medo de viver em Portugal. Diz que Sócrates asfixiou o país, acabou com um jornal televisivo, pressionou um director de jornal e até anda a escutar o que diz o Presidente.

A D. Manuela, transida de medo, diz que todos os funcionários públicos, os que trabalham nas escolas e nos hospitais sabem que têm que ter cuidado com a língua porque podem estar a ser escutados por alguém ligado ao Governo, que logo fará deles queixa ao Sócrates.

A D. Manuela que, obviamente, está já na fase do delírio democrático, diz:

“Não aceito viver num país onde um director de jornal suspeita  que está sob vigilância”.

Percebemos perfeitamente.

D. Manuela: faça favor de se mudar, por exemplo, para a Eslovénia.

Obrigado.

A libertação de al-Zaidi

O único homem no mundo que teve a coragem de atacar George Bush, atirando-lhe com um par de sapatosÂ í  cara, foi libertado.

Condenado a 9 meses de prisão, o jornalista al-Zaidi revelou que foi torturado na prisão: simulação de afogamento, choques eléctricos e chicotadas foram alguns dos mimos com que foi presenteado.

Foi para aprender a ter mais pontaria!

Agora, já prometeu que vai treinar intensamente e, da próxima vez que atirar com sapatos í  cara de um chefe de Estado, não falhará!

A padeira de Aljubarrota

A D. Manuela não quer nada com os espanhóis!

A D. Manuela é uma nova padeira de Aljubarrota, correndo com os castelhanos í  pazada!

A D. Manuela quer-nos manter aqui, neste cantinho, longe de tudo e de todos.

Pobres, mas honrados!

A D. Manuela já não tem idade para fazer figuras destas.

Faça o favor de se retirar.

Obrigado.

Manuela asfixiada

A D. Manuela inventou a “asfixia democrática”.

Segundo ela, no Continente, as pessoas têm medo de exprimir as suas opiniões porque podem colocar em risco os seus empregos. Pelo contrário, na Madeira, é o Paraíso democrático.

Ontem, até o Paulinho das feiras lhe chamou a atenção para o facto de um debate como o que estava a decorrer entre ambos, seria impossível na Madeira.

A D. Manuela acha que não. Que na Madeira é que se pratica a verdadeira democracia.

E porquê?

Porque, diz ela, Alberto João Jardim “é eleito há muitos anos, por voto secreto e com maiorias sempre crescentes”.

í“ D. Manuela – isso também o Saddam Hussein, que era sempre eleito por 99% dos eleitores, e o Nyyazov, que foi presidente do Turquemenistão entre 1991 e 2006, e ainda o Karimov, que é presidente do Uzbequistão desde 1991, e o Kadhaffi, que está no poder desde a Idade Média!

Todos com maiorias sempre crescentes!

E ai de quem não votar neles!

D. Manuela, a senhora está-me a descair – eu pensei que fosse uma política inteligente e digna e, afinal, a senhora é trapalhona, pouco séria nos argumentos e já deu provas, em anteriores legislaturas, quer como ministra da Educação, quer como ministra das Finanças, de ter muito pouca abertura democrática.

Portanto, se sente asfixiada, sugiro-lhe Ventilan – 1 a 2 inalações de 8/8 horas e consulte um pneumologista.

As melhoras…

O Partido Fuck Them

Estive uns dias de férias, passeando pela Beira interior e só agora arranjei tempo para actualizar o Coiso – e não podia deixar passar em branco mais uma grande tirada de Alberto “Fuck Them” Jardim que, pelos vistos, foi mais ou menos ignorada pela comunicação social.

Para quem estava desatento, recordo que a D. Manuela foi í  Madeira, confraternizar com o Jardim que, em período eleitoral é sempre o maior do mundo, porque levou a Madeira aos píncaros do progresso e tal e coisa.

Claro que nunca é referido o facto de o Governo da Madeira ter um deficit astronómico, de tudo ser feito í  custa da massa que vai do Continente, de ser difícil fazer parte da Oposição porque o Jardim e apaniguados dominam, numa espécie de ditadura democrática, que todos sabem existir, embora façam de conta que não. E, para cúmulo, o Jardim é capaz de insultar tudo e todos, e ninguém faz nada porque é o “estilo” da criatura.

Pois então, a D. Manuela foi í  Madeira e fez-se transportar num carro do Estado. Ora se a D. Manuela ainda não é primeira-ministra (e esperemos que nunca o venha a ser), o que fazia ela num carro do Estado?

Os jornalistas foram perguntar ao Jardim e ele respondeu: “Fuck them!”

O Jardim disse, em relação aos jornalistas, “Que se fodam!”

D. Manuela Ferreira Leite: a senhora, que tem ar de ser uma pessoa polida e bem educada, é capaz, por exemplo, de mandar alguém levar no cu?

Dr. Aguiar Branco, o senhor, que tem uma pose de Estado, já alguma vez mandou alguém pró caralho?

Dr. Pacheco Pereira, o senhor que é tão entendido em tudo e, sobretudo, mesmo em tudo, tem por hábito dizer merda, porra, cagalhão?

Não acredito que o digam, que o façam, que sequer o pensem!

Como podem então permitir que um dos vossos mais destacados líderes, um homem que, na vossa opinião, representa um modelo de governo social-democrata, diga publicamente “Que se fodam!”?

Em qualquer país democrata e civilizado, tal dirigente político seria imediatamente afastado, ostracizado, expulso do partido.

Mas, D. Manuela, a senhora mesmo o diz: o PSD é um Partido da Verdade.

Por isso, que se foda!…

Uma noite í  “antiga benfiquista”

Hoje sinto-me de barriga cheia: não só entrei de férias (curtas, mas férias), como ontem vi o meu Benfica marcar 8 golos ao Vitória de Setúbal.

E sublinho “meu” porque há muito tempo que não sentia a equipa do Benfica como minha.

Tiro o chapéu ao Jorjus (é assim que os adeptos e alguns jornalistas chamam ao Jorge Jesus, com a dificuldade que têm em articular português correctamente, aliás, como o próprio treinador do Benfica, mas tudo bem – o futebol é assim mesmo, ou não é?…).

Ontem í  noite senti-me recuar uns anos largos, para os tempos em que o Benfica proporcionava abadas í  maior parte dos seus adversários.

E até os comentadores televisivos pareciam ter recuado, também eles, algumas décadas, já que ouvi um deles dizer que o Setúbal marcava o seu “ponto de honra”, enquanto o outro chamava ao Cardoso, “avançado de centro”!

Há que tempos que não ouvia ninguém chamar avançado de centro ao ponta de lança!…

Avançados de centro eram o Rui íguas e o Torres. Alguém se lembra de os ver jogar?…

Enfim, estou a ficar velho!…

Mas vale a pena envelhecer a ver este Benfica a jogar!

Para que fique registado: a goleada começou com uma cabeçada do espanhol Javi Garcia, depois de um canto. A seguir, Aimar marcou um livre e o brasileiro Luisão marcou o segundo, também de cabeça. O terceiro foi para o Cardoso, de penalti. O quarto foi uma obra de arte do argentino Aimar. O quinto foi do brasileiro Ramires, a melhor aquisição do Benfica nos últimos anos.

Depois do intervalo, o paraguaio Cardoso marcou o sexto e o sétimo e, finalmente, veio o golo português: passe do César Peixoto, cruzamento de Fábio Coentrão e cabeçada de Nuno Gomes – í  avançado de centro!

Não sou católico, mas tenho que agradecer ao Jesus!…

luz

(A foto foi tirada no dia do Benfica-Marítimo)