Viagra para os talibans

Segundo o Washington Post, os agentes secretos norte-americanos estão a oferecer comprimidos de Viagra aos chefes tribais afegãos, em troca de informações sobre os taliban.

De repente, fez-se luz no espírito da CIA!

O que os afegãos precisam não é de bombas, porrada e mau viver!

Do que eles precisam é de drogas da felicidade: fluoxetina (Prozac), para se sentirem felizes e Viagra, para manterem o pau feito e poderem comer as virgens, antes de chegarem ao paraíso.

Mas há aqui algo que não bate certo: quem precisa de Viagra tendo tanta papoila mesmo í  mão?…

írbitros e anestesistas

A partir do próximo dia 1 de Janeiro, os hospitais públicos vão ter que cumprir a determinação do ministério da Saúde: médico contratado só pode ganhar 35 euros por hora.

Os “media” chamaram a atenção para o facto de existirem médicos a ganharem 100 euros í  hora, nomeadamente, anestesistas que, nesse caso, num banco de 12 horas, poderiam ganhar 1200 euros.

Ora bem: segundo o Diário de Notícias, um árbitro da Primeira Liga de futebol, pode ganhar, por jogo, 1090 euros, o que representa um aumento de cerca de 10%, em relação ao que se pagava no ano passado.

Não há dúvida que decidir se a mão do Miguel Vitor foi, ou não, decisiva para invalidar o golo do Benfica, é muito mais importante do que anestesiar uma vítima de um acidente de viação, para que possa ser operada de emergência.

O mais engraçado de tudo isto é que os jornalistas ficam mais incomodados com os 1200 euros ganhos pelo anestesista do que pelos 1090 ganhos pelo árbitro…

Que desperdício, al-Zaidi

Ouve o que eu te digo, Muntadar al-Zaidi: aceito que te tenhas tornado uma estrela mundial graças ao teu gesto, que pode ser visto e revisto aqui.

Mas sinceramente: George Bush não vale um par de sapatos!

Vê bem que, agora, até há um professor saudita, Mohamed Makhafa, que quer comprar os sapatos que atiraste ao cão infiel por quase 7 milhões de euros.

Se o governo iraquiano lhe vender os sapatos, o professor vai colocá-los numa vitrina, com a seguinte inscrição em baixo: “estes foram os sapatos que al-Zaidi atirou ao Presidente dos Estados Unidos, o cão George Bush”

E, assim, Bush ficará para a História.

Ainda por cima, al-Zaidi, meu zarolho, não lhe acertaste, pá!

Estrabismo de esquerda

Manuel Alegre, como poeta, é um mau político.

Os jornalistas adjectivam-no como “histórico deputado socialista”, mas devem usar o adjectivo “histórico”, no sentido de “dinossáurio”.

Alegre defendeu a convergência das esquerdas, que é como diz, o estrabismo de esquerda.

Todos os esquerdistas a olhar para si próprios – um olho na merda, outro no infinito.

Marcelo Rebelo de Sousa, na sua homilia, esfregou logo as mãos de contente, dizendo que com um novo partido, liderado pelo Alegre, talvez o PSD, mesmo esfrangalhado, conseguisse mais votos que o PS.

Tinha a sua graça: o PS e o PSD empatarem nas eleições e ficarmos sem governo por causa de um novo partido de esquerda, lançado por um poeta serí´dio. Como se a esquerda precisasse de mais partidos. Como se a esquerda não estivesse já suficientemente fragmentada e enfraquecida.

De cachecol branco em redor do pescoço e casaco de pele de antílope, quiçá caçado por ele próprio, Alegre disse outras coisas lindas, como esta: “esta é a nova coragem que é preciso ter”!

E mais esta: “Dante reservou os lugares mais quentes do Inferno para aqueles que em tempo de crise moral se mantivessem neutros”.

E ainda esta: “Ninguém é proprietário da esquerda, ninguém tem o monopólio da verdade, ninguém é dono do futuro.”

A mim ninguém me cala!

Manuel Alegre, como político, é um mau poeta…

Que bom que é ser católico!

Ser católico deve ser muito fixe.

Todas as questões difíceis estão resolvidas para os católicos: é pecado.

Agora, uma nova mensagem do Vaticano dissipa todas as dúvidas: a religião católica mantém-se afastada da ciência.

A mensagem diz que os fiéis se devem opor í  procriação medicamente assistida, í  clonagem humana, í  investigação sobre células estaminais embrionárias, í  pílula do dia seguinte, í  criopreservação de ovócitos e embriões e ao diagnóstico genético pré-implantatório para evitar defeitos genéticos nos embriões.

No que respeita í  procriação medicamente assistida, diz a mensagem que é moralmente ilícito usar uma técnica que “se realiza fora do corpo dos cí´njuges, mediante gestos de terceiros”.

Por outras palavras, meter a pilinha no pipi da católica e depositar lá o esperma do católico, é aceitável, mesmo sabendo, de antemão, que isso não vai resultar em gravidez.

No entanto, tirar o esperma ao católico e depois injectá-lo no citoplasma da católica, é pecado.

Vão dar banho ao cão!

Porcos irlandeses

Os portugueses já consumiram cerca de 600 quilos de carne de porco irlandesa, contaminada com dioxinas.

A referida carne estava dissimulada em chouriços e salsichas, de modo que era difícil de detectar. Um tipo olhava para um chouriço e não percebia que, lá dentro, estava carne de porco irlandesa.

Já não há nada a fazer, a não ser aguardar.

Os primeiros sintomas de contaminação costumam ser a emissão de grunhidos em irlandês, seguindo-se uma tendência para caminhar em quatro patas.

Quando começar a resfolegar e a adorar esparramar-se na lama, dirija-se ao veterinário mais próximo.

A auto-avaliação

Juro que quando escrevi o post em que propunha que os professores fizessem auto-avaliação, estava a brincar. Talvez a piada não fosse muito boa, mas juro que era a gozar.

Pois não é que os sindicatos propuseram exactamente isso í  ministra, que cada professor elaborasse um relatório de auto-avaliação, que seria depois apreciado pelo Conselho Pedagógico?

Custa a acreditar que seja esta a alternativa que os professores têm para contrapor ao modelo da ministra que, com tantas simplificações, já pouco deve a ter com o modelo inicial.

E pronto – continua o desacordo e vamos continuar a assistir ao espectáculo dos professores, na rua e nas escolas, contrariando uma decisão de um governo aprovado pela maioria absoluta dos eleitores.

Se fosse aos professores, esperava calmamente pela eleições (são já para o ano) e votava em todos os partidos menos no PS e convencia os familiares, amigos e pais dos alunos a fazerem o mesmo.

Entretanto, segundo o Público, vem aí mais uma guerra, desta vez com os médicos. Parece que o governo quer aumentar o horário de trabalho dos médicos de 35 para 40 horas semanais, sem contrapartidas.

Fica já dito que, por mim, podem estar í  vontade: é rara a semana que não trabalho entre 45 e 50 horas.

Mas acho que os sindicatos dos médicos devem exigir apenas uma coisa: que o horário dos médicos passe a ser igual ao dos professores.

Recessão – primeiros sinais

Quando acordei, esta manhã, o país já estava em recessão.

Dei por isso porque acordei mal disposto, o café tinha pouco açúcar e a torrada queimou-se.

Na rua, só me cruzei com transeuntes mal encarados e os automobilistas iam todos de trombas e devagarinho, para poupar combustível.

Numa esquina, parece que vi a economia a encolher-se, mas podia ser uma cadela a fugir. Só a vi de relance.

No trabalho, toda a gente me respondeu mal e eu respondi mal a toda a gente e só não andei í  pancada porque me faltou a energia alternativa.

Quando cheguei a casa, calcei só um chinelo, para poupar e sentei-me a ler o jornal.

Logo na primeira página: “Portugal está disposto a acolher presos da base de Guantánamo”.

Bonito gesto.

Mas será que os presos estarão na disposição de vir viver para um país em recessão? Não preferirão as economias florescentes do Iémen, do Afeganistão ou do Mali?

Logo ao lado, outra notícia da recessão: “Falências sobem 50% no distrito de Braga: este ano, até ao final do mês de Setembro, faliram 440 empresas do distrito de Braga”.

Onde é que Braga tinha tantas empresas? Passei por lá em Outubro e juro que não me apercebi disso.

Mais acima, uma notícia alegre: Manuel de Oliveira completa 100 anos.

Confesso que nunca vi nenhum filme do Manuel de Oliveira, mas há que elogiar o homem. Com 100 anos e ainda teima em trabalhar. É por causa de homens como ele que a idade da reforma cada vez é mais tardia…

Mais um pensamento triste…

Lá mais para o fim do jornal, uma notícia engraçada: o PSD considera que Sócrates “vai ficar na História como o primeiro-ministro do governo que levou o país í  recessão”.

Afinal não foi o sub-prime, nem o crédito imobiliários dos yankees, nem os bancos mal comportados. Foi o Sócrates. Embora malhar no homem!

í€s vezes era o que apetecia: uma boa sova, uma tareia, uma trepa, assim como está a acontecer agora em Atenas. Qual manifestações ordeiras avenida abaixo: porrada e mau viver, cocktails molotov, gás pimenta, gás mostarda, gás ketchup, tudo ao molho!

Olha, um bom exemplo é o do Vitor Constâncio, que já disse que não se importava que lhe baixassem o salário.

Sonso!

Eu não me importava era que me aumentassem o salário. Se todos ganhássemos mais, acabava-se a recessão.

Por isso é que o meu herói se chama Mugabe, o gajo que lançou, agora, uma nota que vale 200 milhões de dólares zimbabweanos.

Digam lá se não gostavam de ser pagos com notas de 200 milhões…