Mostrar serviço

A PSP prendeu 1145 pessoas entre 21 e 24 de Dezembro. Dá uma média de 38 pessoas por dia. Se a média se mantivesse, seriam 13870 detidos no ano inteiro.

É pouco.

Se a PSP trabalhasse como deve ser e prendesse mais portugueses por dia, talvez conseguíssemos chegar a uma média tal que permitisse acabar com os utentes sem médico de família.

Assim, já podíamos despedir os médicos uruguaios í  vontade e os SAP deixariam mesmo de ser necessários.

Talvez até pudéssemos dispensar o Correia de Campos.

Ou, melhor ainda, prendê-lo também.

Males que viriam por bem

O ministro da Saúde contratou 30 médicos uruguaios para trabalharem no 112.

E continua a fechar SAP por esse país fora.

Segundo a OMS, se houvesse uma epidemia de gripe das aves, poderiam morrer 32 mil portugueses.

Diminuía o número de portugueses sem médico de família porque diminuía o número de portugueses, em geral.

Os SAP já não fariam tanta falta.

Os médicos uruguaios eram capazes de ficar no desemprego.

Mas isso já não seria problema do Correia de Campos…

2007 – Vira a folha ao canivete

* Os futebolistas ameaçam fazer greve porque o Governo quer que eles paguem impostos como as outras pessoas. Ora, eles não são como as outras pessoas. Por isso, deviam pagar mais impostos.

* Saddam Hussein foi enforcado. Morreu, por causa disso.

* Francisco Louçã propõe que as aulas sejam dadas na língua dos emigrantes. It’s a joker.

* Cavaco Silva revela que, quando era estudante, lanchava um queque e um iogurte no Café Canas, em Campo de Ourique. Afinal, é um tipo como os outros – e eu que pensava que ele não precisava de comer…

* A deputada Ana Gomes descobriu que os aviões da CIA, que transportavam prisioneiros, pousavam nos Açores, para serem reabastecidos. E depois?

* O aborto passou a ser legal, até í s 10 semanas, e o mundo não acabou nem as portuguesas passaram a abortar por tudo e por nada

* Há alertas amarelos e laranjas por dá-cá-aquela-palha, pelo calor, pelo frio, pela geada, pelo nevoeiro, pelos incêndios, pelas inundações, pelo raio-que-os-parta

* Por causa da Bragaparques, o presidente da Câmara de Lisboa vai para o galheiro Sócrates visita a China e desaparecem tampas de esgoto em Vila Franca de Xira

* O ministro da Saúde manda fechar maternidades e SAP, mas decide que os Centros de Saúde têm que ficar abertos até í s 10 da noite, durante o mês de Fevereiro, por causa de uma epidemia de gripe, que não houve

* O valor da cocaína apreendida dava para construir metade da Ota

* Alberto João Jardim diz que ninguém, em Portugal, “tem testículos” para assumir que o referendo sobre o aborto não foi vinculativo. O que vale é que ele tem testículos por todos nós. Devem arrastar pelo chão…

* Joe Berardo, um tipo que fala mal português e que enriqueceu sem dar trabalho a quase ninguém, é abraçado pelos trabalhadores da PT, í  vista de toda a gente, incluindo dirigentes sindicais

* Valentim Loureiro quer ser julgado, em directo, na televisão

* O Governo decide fechar a embaixada portuguesa em Bagdad e o PSD acha mal, porque sim

* Afinal, o nosso primeiro-ministro tem um curso superior aldrabado

* Um português tentou assaltar um banco na Florida, munido de um telemóvel

* As vítimas de violência doméstica estão isentas de taxa moderadora. Toca a dar porrada nas mulheres.

* O Papa decide acabar com o limbo, enviando milhares de crianças para o Inferno

* Paulo Portas volta a ser líder do CDS – que seca!, e Otelo diz que gosta muito de Cavaco Silva…

* Um crítico de música traduz “l’ombre de ton chien” pelo “ombro do teu cão” e Camané concorda

* 69% dos portugueses acredita nos milagres de Fátima – tudo explicado

* Em Portugal, os sindicatos continuam a organizar manifestações e a Direita, agora, acha que isso é um sinal de descontentamento do povo, em relação ao Governo

* Um estudo norte-americano diz que fazer sexo oral aumenta a possibilidade de contrair cancro na garganta – vão-se foder!

* Tânia Derveaux, candidata ao senado belga, promete sexo a quem votar nela – seis meses depois, a Bélgica continua sem Governo – os francófonos e os flamengos, nem com fodas í  borla se entendem!

* Alguém se lembra de um tipo chamado Fernando Charrua?

* Afinal, é na Ota ou em Alcochete – será que alguém está interessado nisso, a não ser os jornalistas e alguns políticos?

* Alguém roubou o relógio de Bush, durante a sua visita ao Kosovo e o Berardo queria comprar o Benfica – ou era só a brincar?

* O CDS tem um militante chamado Jacinto Leite Capelo Rego – será um pseudónimo do Portas?

* O Vaticano revelou os 10 Mandamentos de quem conduz – ficou assente que não se pode, mesmo!, mandar uma queca ao volante

* Afinal, o Berardo já não compra o Benfica; agora é um grupo económico chinês que está interessado. Alguma coisa de especial há-de ter este clube…

* A secretária de Estado da Saúde revela que, afinal, se pode dizer mal do Governo, mas só em casa de cada um – no local de trabalho, pode ser perigoso… pode vir de lá o Sócrates e dar-nos umas nalgadas no rabo!

* A ASAE protege-nos. Estamos descansados. O tiro será bem no meio da testa – nunca mais comeremos bolas-de-berlim no caminho da floresta.

* António Costa é o novo presidente da Câmara de Lisboa – foi a melhor maneira que ele arranjou de se livrar do Sócrates.

* As madeirenses têm que vir abortar ao Continente. Na Madeira, o único aborto permitido toda a gente sabe qual é…

* O PSD tem novo líder. Chama-se Luís Filipe Menezes. Ninguém sabe quem é.

* O Benfica estava triste. Com Camacho, ficou mais alegre. Pode não ganhar sempre, mas rimo-nos mais.

* Uns putos chamados Verde Eufémia, destruírem uma seara de milho transgénico. Depois, voltaram para casa e continuaram com as suas vidas inúteis.

* Macário Correia é acusado de assédio sexual – a prova de que este país está louco: Macário poderia ser acusado de tudo, menos de uma coisa dessas. Basta olhar para a sua carinha.

* Scolari dá um soco num sérvio e põe o país inteiro a discutir se aquilo foi uma festinha, um murro, uma manifestação de amor ou simples distracção.

* Mourinho é despedido do Chelsea e, de repente, deixamos de ter notícias do clube londrino.

* O arcebispo do Maputo acusa os europeus de infectar os preservativos com o vírus da Sida. Por isso mesmo, sempre que dá uma queca, o arcebispo nunca usa camisinha!

* Algumas das ideias deste Governo, embora possam ser boas, parecem sair da cabeça de um humorista reles. O “Balcão Perdi a Carteira” é uma delas.

* Santana Lopes é o novo líder parlamentar do PSD. Repito: Santana Lopes é o novo líder parlamentar do PSD. Lê-se e não se acredita.

* Ramos Horta propõe o Prémio Nobel da Paz para Durão Barroso. Coitadinho do timorense…

* Paulo Portas, antes de sair do ministério da Defesa, fotocopiou mais de 60 mil páginas de documentos, alguns deles considerados secretos. Pelo menos, não os destruiu…

* Sócrates pontifica na cimeira Europa-ífrica. Possibilidade de vermos grandes democratas, ao vivo, caso de Kadhafi e Mugabe.

* O Tratado de Lisboa foi assinado. Ninguém sabe o que é, mas muitos acham que deve haver um referendo por causa dele.

2007 não vai deixar saudades.

Que venha de lá 2008!

4 meses sem fumar

A ausência de cigarros já não me faz diferença nenhuma. Sinto-me mais livre: quando fumava, estava sempre í  espera do intervalo para poder fumar; sem dar por isso, um tipo organizava a vida, de modo a arranjar maneira de poder fumar um cigarrinho – isto, claro, desde que se descobriu que o tabaco fazia mal í  saúde (todos nós nos lembramos do tempo em que toda a gente fumava em todos os lugares e ninguém questionava esse facto…)

Claro que tenho algumas saudades, mas o luto está quase feito.

Agora, surgiu a notícia de que o Champix poderá ter, como efeito secundário, o aparecimento de ideias suicidas. É irónico – um fumador é, por definição, um suicida; um suicida lento, mas um suicida.

Recebi, entretanto, uma série de comentários sobre esta notícia (ver “30 dias sem fumar“). Claro que toda a gente que está a tomar Champix, ficou muito preocupada. Não vale a pena, meus amigos. Passo a explicar:

– se são (ou eram) fumadores, têm tendências suicidas há muito tempo

– se, ao tomarem Champix, sentirem que a vontade de acabar com a vida cresce, de dia para a dia, desistam do medicamento e voltem a fumar; o resultado será o mesmo, isto é, acabarão com a vida

– em último lugar, fiquem com este pensamento: esta notícia (o Champix pode provocar ideias suicidas), não será resultado do lobby da Tabaqueira?

De qualquer modo, estou há 4 meses sem fumar, sinto-me bem e tenciono continuar assim.

Alberto Luis – o prolixo

E assim, de repente, um Alberto Luís inundou-me de comentários. Habitualmente, não ligo. Democraticamente, apago-os. Foi o que fiz, aliás, mas guardei um, apenas para dar o tom.

Aqui vai:

«o crime que constitui todo um conjunto de leis avulsas que tem desde há uns tempos para cá tem propiciado e mais, incentivado a desertificação humana de todo o interior de Portugal; deste modo, e com uma postura dos portugueses nunca antes vista, políticos ignorantes, gestores danosos, decidiram í  revelia de mais de oito séculos da nossa história, a destruição de usos, costumes, formas de ser e de pensar há muito enraizados no povo português. Desnorteados, espezinhados e agredidos no que têm de melhor, abandonam o país, fogem para as cidades, tornam-se verdadeiros treinadores de bancada, morrem, da mesma forma que pouco a pouco vemos morrer tantas aldeias, vilas e cidades de todo o interior português. Por S. Jorge que morremos aqui a ver fechar, todos os dias Escolas, Centros de Saúde, Maternidades sem nada podermos fazer. Cabe a cada um de nós saber exercer as suas funções de cidadania contra esta classe politiqueira escabrosa e incompetente, contra todos os adeptos da globalização, contra o novo riquismo rasca, e fundamentalmente contra todos aqueles que desistem de lutar mesmo antes da guerra estar perdida, pois que o pior ainda pertence ao futuro. Fiquem com esta: atenção aos meios de comunicação, transmitem uma doença incurável: a apatia generalizada. Defendo a luta diária e contínua contra os cabotinos e quejandos que alastram como fogo por pasto ressequido. Como, sabiamente, dizia a minha mãe: os lobos não se comem uns aos outros. É bem português viver a única vida que temos de cabeça levantada. Não posso compreender que todo um Povo se ajoelhe perante um tiranete compulsivo e rancoroso. Aonde estão os descendentes dos guerreiros que ajudaram Afonso Henriques na tomada de Lisboa, aonde param os guerreiros de Aljubarrota e os homens do mar quinhentistas que deram novos Mundos ao Mundo? Saiam das vossas tocas e enfrentem as novas muralhas e o novo mar que se a levanta mesmo á nossa frente, a cada segundo, a cada minuto e nos tolhe o avanço com golpes vis e cobardes, menosprezando o que há de mais sagrado na vida humana: viver em liberdade com dignidade. A qualquer preço, a lógica economicista sobrepõe-se á dignidade do ser humano com a pobreza e o desemprego a dispararem em flecha. Entretanto as classes mais favorecidas vivem numa escandalosa opulência, í  revelia de todas as regras morais, menosprezando os princípios mais elementares de uma saudável convivência humana. Aonde Estás meu querido Jesus? Será que abandonas-te o homem á sua triste sina? Ao homem cabe refazer o caminho que certos indivíduos por ignorância ou por malvadez querem em muito pouco tempo destruir.»

Os restantes comentários do A.L. são do mesmo teor: extensos e multitudinários e, muito sinceramente, não sei por que razão A.L. quer partilhar comigo estes profundos pensamentos.

Acalme-se, Alberto Luís.

Dr. ou DJ?

Alguém sabe quem é a Rita Mendes?

Mesmo que haja por aí alguém que saiba, não interessa muito. Interessa isto, que li na íšnica de sábado passado. A tal Rita Mendes começou a ser DJ há cerca de um ano. Actualmente, cobra mil euros por 3 horas a meter discos.

Quer dizer: basta que a Ritinha trabalhe 12 horas por mês para ganhar o mesmo que eu, que trabalho cerca de 200 horas.

Qual dê-érre, qual carapuça – DJ é que é!

O socialismo e a merda

Ontem, o presidente Hugo Chavez espantou os jornalistas, ao dizer que a vitória da Oposição, no referendo que ele propí´s, tinha sido “una vitória de mierda”!

Truculento, Chavez classificava de merdósica, a vitória da Oposição, considerando a percentagem obtida (pouco mais de 50% dos votos).

No entanto, Chavez limitou-se a seguir a tradição dos políticos truculentos. Há-de haver por aí malta que ainda se lembra de Pinheiro de Azevedo, o almirante sem medo?

Para quem não se lembra, ou não sabe, eu recordo, ou informo: Pinheiro de Azevedo foi primeiro-ministro do 6º Governo Provisório, após o 25 de Abril de 1974. O país estava uma bagunça ingovernável. Nas ruas, os sindicatos, dominados pelo PCP, davam a ideia de que o Poder era deles. As pessoas não sabiam muito bem o que queriam para o país: uma democracia formal, í  moda do resto da Europa, uma democracia popular, í  moda sabe-se lá de quem (do Chavez, por exemplo?), um regime tipo-cubano, uma ditadura pura e dura, como os países da chamada Cortina de Ferro?

Certo dia, os trabalhadores da construção civil, com betoneiras e tudo, resolveram sitiar a Assembleia da República, com deputados e governo lá dentro.

Depois de muitas horas de negociações, os operários deixaram sair os deputados do PCP e mantiveram o cerco aos restantes “representantes da burguesia”. A páginas tantas, o primeiro-ministro, almirante Pinheiro de Azevedo, conhecido por não ter papas na língua, veio a uma varanda do edifício da Assembleia e, enfrentando os milhares de manifestantes, berrou: «Bardamerda para o socialismo!»

Azevedo tinha razão. Quem queria o socialismo com betoneiras a sitiar a Assembleia dos representantes da Nação, bem podia mandar esse socialismo í  merda?

O caso de Hugo Chávez é um pouco diferente e cheira mais a mau perder. Se a Oposição ganhou o referendo com pouco mais de 50% dos votos e foi “uma vitória de merda” – como classificar a derrota de Chávez?

Pontapés na língua

organizao.jpgNão é de agora. Há muito tempo que detecto erros ortográficos nos jornais, nomeadamente, no Público – erros incompreensíveis, até porque, hoje em dia, toda esta gente deve escrever com um software de correcção.

Há uns dias, era a palavra “obececado”, em letras bem grandes. Tive esse recorte em cima da secretária vários dias, mas acabei por deitá-lo para o lixo, já sem paciência para escrever.

Mas esta não passa.

Então, a Associação Cultural de Aradas e a Livraria de Santo António “organizão”?

É que este não é um erro de teclado. No que respeita a “obececado”, até admito que, ao teclar, o jornalista pudesse ter colocado um “e” a mais e não ter reparado que o corrector chamava a atenção para o erro.

No entanto, no caso de “organizão”, quem escreveu este pequeno texto deve estar mesmo convencido(a) que é assim que se escreve.

O texto saiu na Pública de 25 de Novembro.

Notícias desta choldra

Que país parvo é Portugal. Parvo no sentido latino do termo, isto é, pequeno. Pequeno no sentido de inferior.

Nos últimos dias, duas notícias têm merecido parangonas nos jornais e aberturas de telejornais: a explosão num prédio, em Setúbal e o facto de uma funcionária pública de Vitorino de Piães não ter sido reformada pela junta médica.

Vamos lá escalpelizar isto.

Comecemos por Setúbal: uma aparente fuga de gás num andar de um prédio, em Setúbal, provocou uma forte explosão, que destruiu os três últimos andares do edifício e causou grandes danos em todos os restantes andares e nos edifícios vizinhos.

E depois?

Depois, dias a fio, as televisões transmitiram, em directo, afirmações dos condóminos, da governadora civil, da presidente da Câmara, dos donos das lojas, de tipos da Protecção Civil, de todos e de cada um. Até vimos, em directo, um engenheiro do LNEC a explicar, com um esquema, como iria ser reforçada a estrutura do prédio, de modo a evitar um eventual desmoronamento.

Tenho muito respeito por Setúbal, que até é a capital do distrito onde vivo, posso sentir alguma solidariedade para com os habitantes do prédio, que ficaram com as suas casas destruídas e os seus haveres em fanicos – mas daí até considerar este episódio digno de directos nos telejornais, vai uma distância enorme.

Segunda notícia: uma funcionária da Junta de Freguesia de Vitorino de Piães, em Ponte de Lima, foi a uma junta médica, após três anos de baixa, e foi considerada apta para o trabalho. Os jornalistas consideraram que isto merecia ser notícia. Vimos, então, a anafada senhora, com o colar cervical da praxe, deitadinha na cama ou sentadinha no sofá, dizendo que sofre de uma doença degenerativa da coluna e que não pode sequer deslocar-se sozinha.

O espalhafato foi tanto, que o ministro das Finanças que, de doenças degenerativas da coluna percebe nada, veio a público dizer que a funcionária iria continuar de baixa e que seria submetida a nova junta médica.

A nova junta médica foi ontem e os meus colegas devem ter sido confrontados com um cenário que eu bem conheço: alterações degenerativas da coluna cervical e lombar, instabilidade da charneira lombo-sagrada, uma ou outra cervicartrose,  uncodiscratroses e, ao que parece, sequelas de uma eventual cirurgia a hérnia discal que, segundo os jornais, não terá corrido muito bem. Ora bem, tudo isto (menos a cirurgia) tenho eu e mais uns quantos milhões de portugueses. Arrisco-me a dizer que, depois dos 40 anos (a funcionária tem 43), toda a gente tem alterações degenerativas na coluna. Quanto a mim, só na coluna cervical, tenho três hérnias. Doença degenerativa da coluna não é o mesmo que, por exemplo, doença degenerativa do Sistema Nervoso Central – e se os jornalistas não sabem isto, perguntem a quem sabe.

A junta médica considerou a funcionária apta para o trabalho.

Como é natural…

Diz o DN: “recorde-se que até o ministro das Finanças tinha dito «ser óbvio que a situação tem de ser reanalisada e reapreciada»”

O que quer isto dizer? Que é óbvio que a senhora está incapaz para trabalhar? Agora é o ministro das Finanças ou os jornalistas que decidem estas coisas?

Como tem sido hábito os juízes, graças í s providências cautelares, decidirem a reabertura dos SAP, a repetição dos exames ou o pagamento de horas extraordinárias nas aulas de substituição, pode ser que, a partir de agora, sejam os jornalistas a decidir quem está incapaz para a sua profissão por doença invalidante.

E hoje, a cereja sobre o bolo: os elementos da Junta de Freguesia de Vitorino de Piães ameaçaram demitir-se se a situação da funcionária não for revista.

A isto chama-se democracia popular – ou não?

Não.

A isto chama-se choldra… e já no tempo do Eça assim era…