Quem quer dar tiros com a Lusa?

Fiquei hoje a saber que a metralhadora portuguesa foi um fracasso nos Estados Unidos.

Antes de mais, quem diria que existia uma metralhadora portuguesa!?

—Concebida e desenvolvida pelas Indústrias Nacionais de Defesa de Portugal (INDEP), a criação da metralhadora portuguesa terá custado 10 milhões de euros desde 1983 e, face ao seu fracasso comercial, acabou por ser comprada por um grupo de empresários norte-americanos por 40 mil euros! (onde é que eu já vi isto?)

A dita metralhadora tem uma velocidade de disparo de 790 metros por segundo (seja lá o que isso for) e um alcance de 400 metros mas, em dois anos, apenas se venderam 2 mil unidades, nos EUA.

Qual a razão deste fracasso?

Segundo a notícia do DN, a principal razão é o nome da metralhadora: Lusa.

De facto, imaginem mercenários norte-americanos, atacando um grupo da Al Qaeda e um diz para o outro:

– Watch out! Pick up the Lusa and shoot them!

– Pick up what?!

– The Lusa, you motherfucker!

– What’s the hell is that shit?!

De facto, no meio de um tiroteio, o termo Lusa tira qualquer tusa!

Três tristes títulos

1. “Relvas e ex-espião trocaram nove sms e tiveram três encontros” – DN de hoje

– e não foram para a cama?

2. “Mordomo do Papa detido por posse ilegal de documentos secretos” – i de hoje

– o representante de Cristo na terra tem um mordomo?!

3. “ANA PODE RENDER 1,6 MIL MILHí•ES” – Sol de ontem

– xiça! deve ser muito boa na cama!

O adjunto do adjunto

Temos um secretário de Estado adjunto do ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares.

Chama-se Feliciano Barreiras Duarte.

E diz coisas.

Por exemplo: «deixámos de ter em conta que o que contava não era a sociedade de prazer, nós fomos viciados no consumo».

Que pensamento tão bonito!

E que fraseado elegante…”deixámos de ter em conta que o que contava”…

Melodioso…

E a clarividência?

“Nós fomos viciados no consumo”.

Lapidar.

Descobri esta pérola numa pequena local do DN de hoje, que acrescenta:

«Feliciano Barreiras Duarte considerou que os portugueses “deveriam pí´r a mão na consciência”, porque Portugal se desviou do rumo certo.»

O secretário adjunto do ministro adjunto mostra-nos como é: toca a pí´r a mão na consciência, seja lá o que isso for!

Bem haja, Feliciano!

Jardim mostra o caminho

Notícia do DN:

«A ausência de “entusiasmo” e de “pressão imprescindível de Lisboa” junto da Comissão Europeia para resolver o impasse do Centro Internacional de Negócios da Madeira, cujo fim poderá estar para breve, “justifica uma reflexão sobre a nossa saída”, leia-se Madeira, “do âmbito da União Europeia, se necessário, a exemplo de outros territórios autónomos noutros Estados soberanos europeus”, avisou ontem Alberto João Jardim.»

O Jardim quer sair da União Europeia?

É para já!

Pode sair imediatamente e juntar-se í  Grécia.

Após dois ou três meses de convívio com Jardim, era ver os gregos a pedir, de joelhos, o reingresso na União Europeia!

Licor de Relvas

Pior que ílvaro Santos Pereira, só Miguel Relvas.

Um cromaço!

Das autarquias í  RTP, do futebol í s polícias secretas, tudo passa pelas mãos do super-Relvas.

Agora, vê-se envolvido na polémica das secretas. Recebeu mails e sms de Silva Carvalho, o 007 de pacotilha, a sugerir-lhe nomes para postos-chave.

Uma jornalista do Público, tem assinado vários artigos sobre este assunto e Relvas não gostou. Parece que ameaçou divulgar detalhes da vida privada da jornalista, se ela publicasse um determinado artigo sobre o mesmo assunto.

Revelador…

Os deputados quiseram ouvir Relvas sobre o seu eventual envolvimento na questão das secretas.

E ele foi.

Com aquele seu sorriso sacaninha, disse: «não posso transformar o que não é sequer uma tempestade num copo de água, numa tempestade num copo de licor».

O quê? Não se importa de repetir?

Tempestade num copo de licor?

ílvaro Santos Pereira quer ultrapassar o coiso, Relvas quer uma tempestade num copo de licor.

Temos o governo que merecemos…

O estranho caso do chifre de Singeverga

Confesso que nunca tinha ouvido falar do mosteiro beneditino de Singeverga, em Santo Tirso.

Mas foi lá, segundo o Diário de Notícias, que ocorreu este “invulgar roubo”.

Diz a notícia, publicada hoje:

«Dois homens, que fingiram querer fazer uma visita ao convento, manietaram o padre Adriano, de 82 anos, e levaram um chifre (avaliado em cerca de vinte mil euros) e um banco de madeira africano, que pertenciam í  colecção do Museu de Etnografia e Zoologia de Angola».

Ao que um homem chega – roubar chifres!

É a crise…

A notícia é chocante, assim mesmo. Mas há mais pormenores:

«”Telefonaram a dizer que eram um grupo de universitários de Lisboa. A ideia era verem a igreja, o pequeno museu e a sala do capítulo”, contou ao DN o subprior Lino Moreira. Quando chegaram, eram apenas dois. Acabaram por dominar o padre que tencionava guiá-los e levaram o saque, fugindo a correr.»

Malandros!

Fizeram-se passar por universitários de Lisboa, que é uma categoria muito importante, e fanaram o banco e o chifre!

E depois, nem se meteram num BMW roubado, nem saltaram para cima de uma mota de alta cilindrada, nem montaram um cavalo, nem sequer uma reles bicicleta – fugiram a correr!

Portanto, malta, se virem dois gajos a correr, um com um banco, outro com um chifre na mão, chamem a GNR! Ajudem os monges de Singeverga!

Convite ao Prof. Abreu Amorim

Pior que líderes medíocres só os seus seguidores fervorosos.

Passos Coelho é um líder medíocre.

A sua última mediocridade foi dizer «estar desempregado pode não ser um sinal negativo. Despedir-se ou ser despedido não tem de ser um estigma, tem de representar também uma oportunidade para mudar de vida».

Pausa para absorver esta enormidade.

Já estou a ver o funcionário a correr atrás o patrão, choramingando: “patrãozinho! ajude-me a mudar de vida! despeça-me por favor!”

Claro que Coelho já veio dizer que as suas palavras foram mal interpretadas. Como sempre.

As suas palavras foram mal interpretadas quando disse que tirar os subsídios de natal e de férias eram um disparate, bem como quando sugeriu que os nossos jovens qualificados deviam emigrar.

O homem nunca diz o que quer dizer – ou então, nós nunca entendemos o que ele, verdadeiramente, quer dizer.

Quem o entende na perfeição é Carlos Abreu Amorim, aquele professor da Universidade do Minho com excesso de peso, que já foi um liberal com muita dificuldade e que agora é deputado do PSD.

Ouvi-o dizer que o que Passos Coelho pretendia era dar ânimo aos desempregados. Quando Coelho falava em mudar de vida quando se é despedido, estava a pensar, por exemplo, no caso do João Ricardo Pedro, aquele engenheiro electrotécnico que aproveitou o facto de estar desempregado para escrever um livro, “O Teu Rosto Será o íšltimo”, que acabou por vencer o Prémio Leya deste ano.

Isto foi o que disse o Sr. Professor.

Pois eu trabalho no Centro de Saúde do Monte de Caparica há quase 30 anos. Nas traseiras do Centro fica o famoso Bairro do Picapau Amarelo.

Tenho, assim, o maior prazer em convidar o Sr. Professor a vir visitar o Bairro e sugerir í s centenas de desempregados que ali vivem que aproveitem esse facto para mudarem de vida e escreverem um livro.

De certeza que o Sr. Professor Amorim perdia peso.

No mínimo.

Como a Grécia escolhe os governos

Vamos lá ver como é que a Grécia escolhe os governos.

Primeiro, fazem-se eleições.

Depois, o Presidente grego convida o líder do partido mais votado a formar governo.

Se ele não conseguir, o Presidente convida o líder do segundo partido mais votado a formar governo.

Se ele também não conseguir, o Presidente convida o líder do terceiro partido mais votado a formar governo.

E assim sucessivamente, até ao líder do partido menos votado.

Se ninguém conseguir formar governo, o Presidente vai í  janela e grita para o primeiro grego que passar na rua:

– É pá! Sim, tu! Foste escolhido para formar governo! Despacha-te!