Gregos mortos-vivos

Continua o ataque desenfreado do FMI í s democracias europeias.

Agora, na Grécia, até decidiram tirar a reforma aos mortos!

Segundo a ministra do Trabalho grega, Luka Katseli (jeitosa, por sinal…), o Estado grego pagava pensões de reforma a 4500 gregos já falecidos.

E depois?

Lá por um grego estar morto, não quer dizer que não mereça continuar a receber a sua pensão de reforma. Toda a gente sabe que, por vezes, um gajo trabalha tanto e durante tantos anos que, para ser ressarcido, merecia receber reforma mesmo depois de morto!

Mas o FMI tinha que meter o bedelho e a Luka lá sacou as pensões aos gregos mortos!

Atenção portugas, mortos ou vivos: nem sabeis o que vos espera!

Eleições? Para quê?

Segundo a maior parte dos órgãos de comunicação social, o PSD já ganhou as eleições e vai formar governo com o CDS. E é bom que assim seja, porque ninguém percebe (leia-se: os jornalistas não percebem), como foi possível os eleitores terem dado a vitória ao PS em duas eleições sucessivas.

São jornalistas da SIC, da TVI, do Público, do Expresso. Para eles, esta campanha é uma luta do virginal Passos Coelho e do competente Paulo Portas contra o espertalhão, o mentiroso, o tenebroso Sócrates.

As sondagens diárias, que começaram com um empate técnico entre o PS e o PSD, estão, finalmente (!) a mostrar uma ligeira vantagem do PSD, depois da expressiva auscultação de duas mil pessoas!

Os jornalistas respiram de alívio! A estratégia montada há vários anos está, finalmente, a dar frutos. O cabrão do Sócrates está prestes a ir com os porcos!

Mas, pelo sim pelo não, hoje voltaram a aparecer notícias sobre o Freeport. Júlio Castro Caldas garante que Sócrates devia ter sido constituído arguido no caso Freeport. E ficou í  espera todo este tempo, ficou í  espera que faltassem três dias para as eleições para divulgar esta opinião.

Fazer eleições, para quê?

O Cavaco que chame o Passos Coelho e o Portas para formarem governo já amanhã e escusamos de perder tempo, no domingo, a “botar o boto”, como dizia a minha avó.

Confesso: estou tão farto deste jornalismo tendencioso que estou desejoso que o PSD e o CDS subam ao Poder!

Depois, infelizmente, todos os meus receios serão confirmados!

A vingança dos pepinos

A Alemanha lixa os países da periferia europeia?

A Sra. Merkel quer que nos reformemos aos 70 e que tenhamos menos férias que eles?

A gente revolta-se!

Os espanhóis já começaram: invadiram os mercados alemães com pepinos infectados com eschiria colli.

Seis alemães já marcharam e 276 estão contaminados!

Toca a vender-lhes tomates com salmonelas, alfaces com klebsiellas e vinho do Porto com águarrás. Zás!

Alemães pró galheiro! Poupamos mais dinheiro!

Não os vencemos em produtividade, ganhamos em maldade!

 

 

A dieta de Hitler

O PSD tem um jeito especial para escolher os seus candidatos.

Como cabeça de lista por Viana do Castelo escolheu um senhor, chamado Carlos Abreu Amorim, que é professor na Universidade do Minho e que, desde há algum tempo (pouco), se tornou conhecido por assinar crónicas no Correio da Manhã e no Diário de Notícias.

CAA auto-intitula-se liberal e diz que é muito difícil ser liberal em Portugal.

Claro que é muito difícil ser várias coisas em Portugal. Jogador de hóquei sobre o gelo, por exemplo. Ou fotógrafo de corais. Ou senador.

O Sr. Amorim, faz questão de ser liberal em qualquer circunstância, incluindo í  mesa.

Por isso, é obeso.

Por isso, calhou-lhe mesmo bem entrar nesta campanha eleitoral, uma vez que isso o obriga a andar.

No final de mais uma acção de campanha, o Professor Amorim afirmou, segundo o extremamente democrático jornal O Sol: «sabe que o Hitler perdia 4 kg de cada vez que discursava? É essa a minha esperança?»

Tão liberal é o Professor que até tem esperança que se possa comparar com Hitler nos discursos e na perda de peso.

Mas, convenhamos: í  razão de 4 kg por discurso, Carlos Abreu Amorim terá que discursar, pelo menos, vinte vezes.

Que Hitler o ajude!…

O mundo não acabou? Que porra!

Harold Camping, um pastor evangélico norte-americano, estudou a Bíblia e chegou í  conclusão que o mundo acabaria, com um monumental terramoto, no passado dia 21 de Maio.

Houve gente que se preparou a sério para esse fim do mundo, como Jeff Hopkins, um produtor de televisão reformado, que gastou todas as suas economias em propaganda para alertar os seus concidadãos sobre o fim do mundo. Afinal, o mundo não acabou e Hopkins ficou teso!…

O pastor Camping (o nome faz-me lembrar Inatel…), confessou que ficou em choque quando a meia-noite do dia 21 de Maio chegou  e nada de terramoto. Tudo na mesma…

Voltou í  Bíblia e percebeu que se tinha enganado.

Deitou mãos í  obra, refez as contas e chegou í  conclusão que, afinal, o fim do mundo será no dia 21 de Outubro.

Ora, nessa altura, já o FMI nos terá entregue a 2ª tranche do empréstimo.

Podemos, portanto, fazer-lhe um grande manguito e não lhe pagar um cêntimo do empréstimo.

Afinal, o mundo vai acabar, não vai?

Não há lenha que detenha esta campanha

Passos Coelho, de capa e batina, cantando com a sua voz de tenor, acompanhando uma tuna ou, no Fundão, a apanhar cerejas.

Sócrates, em Vila Real, arrastado por uma velhinha, que o enche de beijinhos repletos de saliva.

Jerónimo de Sousa, acoitado sob um toldo de um café, em Viseu, com as bandeiras ensopadas de granizo.

Louçã, de barrete branco, bata de plástico e galochas, no meio de chicharros e cachuchos, na lota de Sesimbra.

Portas, de camisa aberta, mostrando os pelos suados do peito, provando vinho verde ou dando apertos de mão, capazes de arrancar o braço do cumprimentado.

Cada vez faz menos sentido.

As campanhas eleitorais são uma fantochada, os políticos põem-se a jeito e as televisões aproveitam-se.

Que bocejo!…