Lixo!

A Moodys decidiu: Portugal é lixo!

Os PEC não são suficientes, a troika não resolve nada, o corte do subsídio de natal é escasso – nada satisfaz as agências de rating!

Somos lixo e pronto!

Passos Coelho conseguiu, em duas semanas, o que Sócrates não conseguiu em seis anos…

Nota: ah! a culpa não é do Coelho, é da Grécia… pois…

Um castigo para Portas

Paulo Portas andou estes últimos seis anos a louvar a lavoura (bonita frase).

De boné e casaco de xadrez, era vê-lo na Ovibeja a apertar a mão aos agricultores, com aquela genica máscula que o caracteriza.

E depois, quando é convidado para o governo, enxota a Agricultura para a Cristas e fica com os Negócios Estrangeiros!

Paulo Portas no Foreign Office? Quem diria?

Como castigo, devia ser obrigado a dizer, em voz alta, o nome da nova primeiro-ministra tailandesa:

Yngluck Shinawatra!

Cem vezes…

Charlene nada de costas?

Na varanda, Charlene contrai-se, no momento em que Alberto, do Mónaco, a beija na boca, perante a multidão de servos monegascos.

Graças í  enviada especial da RTP, fico a saber que Charlene é uma nadadora sul-africana, campeã e tudo!

Que distraído que eu sou -nem sabia que a Charlene existia!…

Mas a enviada especial da televisão pública, vestida e calçada a preceito, explicou-nos tudo sobre o casamento. Uma enviada especial ao casamento do príncipe do Mónaco?

Depois, admirem-se que cada vez haja mais gente a favor da privatização da RTP…

Mas voltando í  Charlene: achei-a triste e retraída.

É verdade que, no Mónaco, há muitas piscinas e Charlene poderá continuar a treinar.

Mas será que Alberto…nada?…

Estado de (des)graça

A Comunicação Social, em peso, está rendida a Passos Coelho ou, melhor dizendo, aos interesses que ele representa.

Tudo o que o homem diz ou faz, tudo o que o seu governo decide, todas os movimentos dos seus ministros – tudo é bem interpretado, tudo é bom, tudo é adequado, tudo é responsável.

Teixeira dos Santos era um cara de pau. O novo ministro das Finanças, aquele com uma camisa dois números acima, é um gajo divertido! Chamou Lopes ao Honório Novo, do PCP e, depois, ripostou “Novo sou eu!”, e logo todos os jornalistas se ajoelharam e o veneraram pelo seu humor. Temos um ministro das Finanças que diz piadas!

O ílvaro da Economia, também continua na senda do humorismo, comparando a economia ao futebol. E pergunta: de que serve ter um bom treinador, se o guarda-redes deixa entrar frangos? E esclarece, logo a seguir, que não é do Benfica. Engraçadinho, não?

As medidas socráticas do PEC IV eram más. As medidas da troika são poucas e ainda é preciso sacar parte do subsídio de natal. Sócrates era aldrabão, Passos Coelho é ponderado.

Sócrates prometeu não aumentar impostos e, assim que subiu ao poder, aumentou o IVA. Era um mentiroso!

Passos Coelho afirmou que, se tivesse que aumentar impostos, seria sempre os de consumo e nunca os do rendimento de trabalho. Assim que subiu ao poder, cria uma taxa extraordinária de IRS. É um político equilibrado…

E até o tom monocórdico e chato do primeiro debate parlamentar deste governo foi louvado na coluna daquele jornalista azougado, Ricardo Costa,  por oposição ao tom conflituoso dos debates em que Sócrates participava.

Conflito é mau, pasmaceira é bom.

Levado ao colo desta maneira, o novo governo só não cumpre o programa do FMI por pura incompetência.

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El cancer no passará!

Hugo Chávez abriu um novo caminho para a revolução bolivariana na América Latina: a luta contra o cancro!

Gostei de o ver a explicar como foi operado a um tumor abcedado, presumo que situado na próstata, e como a anatomia patológica revelou células cancerígenas, o que obrigou a nova cirurgia.

Chávez descobriu agora que o cancro não passa de um inimigo de direita, que pretende travar o passo da revolução.

Agora, o presidente da Venezuela junta-se a Fidel Castro e mostra ao mundo: os líderes comunistas que sofrem de cancro, vestem-se de fato de treino.

A grande vantagem destes tipos é que podem, pura e simplesmente, anular o cancro por decreto.

O disparate como lei

Passos Coelho começou a sua carreira como primeiro-ministro, assumindo um disparate.

Não foi um bom começo.

Vimos na televisão: em abril, questionado por uma jovem, durante uma visita a uma escola, Coelho garantiu que era um disparate. Sócrates andava a dizer que o PSD queria cortar o subsídio de Natal. Coelho garantiu: isso é um disparate!

Hoje, no primeiro debate em que participou como primeiro-ministro, Coelho transformou o disparate em lei.

Vão-nos mesmo cortar o subsídio de Natal!

E eu que já tinha planeado comprar um escafandro para oferecer, no Natal, ao Paulo Portas, para ele poder viajar, em segurança, num dos submarinos que fez o favor de encomendar para eu pagar!…

Olha, Paulo, não te vou dar nada no Natal!

Queixa-te ao Passos…

í“ ílvaro, posso tratar-te por pá?

O novo ministro da Economia, ílvaro (o apelido não interessa) é muito solto, muito sorridente, muito saltitante!

É natural – ele esteve Lá Fora, ele foi professor em faculdades Lá Fora.

Foi Lá Fora que ele aprendeu que até a reles secretária tratava o professor universitário por Mark.

í“ Mark, a que horas dás a próxima aula? í“ Mark, queres que eu te leve um café? í“ Mark, tira daí a mão, que os alunos estão a ver!…

Toda esta familiaridade entre a reles secretária e o super-génio é natural Lá Fora.

Cá Dentro, é Sr. Professor para a direita, Sr. Doutor para a esquerda (para a esquerda, não! Lagarto, lagarto! Que o ílvaro – o apelido não interessa – quer a esquerda bem longe!)

Então, o novo ministro da Economia visitou ontem uma feira de artesanato, o que é significativo. Com a crise, voltamos a fazer tudo í  mão…

E o ílvaro pediu aos artesãos para espetarem uma bandeira de Portugal junto aos seus produtos. Um bandeira de Portugal no pastel de natal, no galo de Barcelos, na cavaca das Caldas!

Boa, ílvaro, tu é que sabes!

Estiveste Lá Fora, deves saber como é que se espevita a economia!

Eu também só viajo em económica

Cheguei ontem da Noruega e viajei, como sempre, em classe económica.

Sou um homem simples, detesto ostentações.

Por isso, percebo perfeitamente o nosso novo primeiro-ministro, quando decidiu optar pela económica, em vez da classe executiva a que tinha direito.

Também ele é um homem simples…

E, ao fim e ao cabo, daqui a Bruxelas, são pouco mais de duas horas de voo; não dá tempo para que o Pedro fique com as pernas dormentes e, considerando a sua idade, ainda não deve sofrer de espondilose…

Mas penso que deve haver outra razão para Passos Coelho ter escolhido a económica, para as suas viagens de avião. E passo a explicar:

Ontem, antes de embarcar em Oslo, o funcionário do check-in informou-me que o voo estava overbooked, havendo quatro passageiros a mais. Assim, a companhia estava disposta a oferecer-me 400 euros, se eu desistisse daquele voo e optasse por um voo Oslo-Amesterdão e, depois, Amesterdão-Lisboa. E ainda ganharia mais milhas, caso tivesse aderido a algum programa de passageiro frequente.

É este o plano de Passos Coelho: ao escolher a classe económica, quando era suposto viajar em executiva, está a contribuir para o overbooking do voo.

Quando deixar o cargo de primeiro-ministro, terá milhas acumuladas que lhe permitirão viajar até ao fim do mundo.

E, quem sabe, não regressar…

Os calos de Cavaco Silva

Hoje, no Fundão, no dia em que se comemorou o 10 de Junho, Cavaco Silva fez o elogio das cerejas.

Disse, por exemplo, que, na sua juventude, gastava todo o dinheiro do almoço em cerejas, “e depois ficava sem almoço”. Explicou que isso acontecia porque, no Algarve, de onde é oriundo, não havia cerejas. E garantiu que as cerejas fazem bem a tudo – “até aos calos”!

Cavaco disse piadas!

Cavaco está distendido, tranquilo, quase feliz – embora um tipo tão oriundo como Cavaco, raramente se possa sentir feliz.

E o que faz Cavaco tão alegre?

A resposta é óbvia e tem a ver com a saída de cena de Sócrates.

Aliás, a retirada de Sócrates é um dos momentos políticos mais relevantes dos últimos anos.

Nunca tantos se juntaram no ódio a uma só pessoa. A esmagadora maioria dos jornalistas e comentadores da nossa praça nutria um ódio de estimação por Sócrates – o que só pode abonar em seu favor.

De facto, um tipo que foi, ao longo destes seis anos, o alvo das críticas mais ferozes de tipos tão diversos, de Pacheco Pereira a Vasco Pulido Valente, de Manuel Maria Carrilho a Marcelo Rebelo de Sousa, para não citar uns gajos que eu cá sei que, de repente, de transformaram em comentadores, com direito a páginas inteiras no DN – um tipo desses tem que ter algo de especial.

Mais: o que vai ser da primeira página do Sol, agora que Sócrates sai de cena?

Ver, agora, um telejornal da Sic, por exemplo, é uma experiência totalmente nova. Os repórteres, muito simpáticos, planam em redor de Passos Coelho e de Paulo Portas, pedem desculpa por existirem, respeitam os seus silêncios, fazem vénias, põem-se a jeito.

Mesmo assim, Passos Coelho não confiou nos seus compatriotas e contratou uma brasileira (quem mais?!) para organizar a sua campanha eleitoral. Alessandra Augusta, de sua graça, especialista em marketing, assegurou ao Expresso que “Passos foi o primeiro político a ganhar eleições dizendo o que pensa”.

És burra, Alessandra! Ao dizeres isto publicamente, nunca mais vais ser contratada. Então, todos os restantes políticos a quem organizaste campanhas eleitorais, não pensavam o que diziam? Ou não diziam o que pensavam?

Burra, também, foi Ana Gomes, ao dizer que Paulo Portas não devia fazer parte do governo, devido aos seus problemas anteriores (submarinos, cabeleiras postiças…).

Burra porque esse tipo de ataques resultavam com Sócrates, que foi maricas, falso engenheiro e corrupto no Freeport – mas não resultam com Portas, que toda a gente vê que é um estadista, até pelo modo como beija as peixeiras ou aperta firmemente a mão aos agricultores.

E já que estou a falar de burros, voltemos a Cavaco e í  sua devoção pela agricultura.

As lágrimas vieram-me aos olhos quando li o artigo de Cavaco, hoje, no Expresso, incentivando os jovens a dedicarem-se í  agricultura.

É bonito vermos um homem que contribuiu para a destruição da agricultura e das pescas, em troca de dinheiros comunitários para o cimento, enquanto foi primeiro-ministro, render-se, agora, í  Terra e a quem a trabalha.

Uns aninhos a mais, ou umas gotas para o cérebro a menos, e Cavaco adere ao PCP.

O Jerónimo que se cuide!…