Helder Rosalino, secretário de Estado responsável pelas alterações na Função Pública: «Compreendo e vivo o desânimo dos funcionários públicos».
Compreendes?
Vives?
Vai dar banho ao cão, Rosalino!
aqui desde 1999
O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, é um homem infeliz.
Basta olhar para a cara dele.
Tem sempre as comissuras labiais descaídas, como se tivesse a sentir um cheiro desagradável, ou como se sofresse de obstipação crónica, ou como se tivesse uma dor irritante, ou as três coisas simultaneamente.
Em resumo, tem cara de quem só tem coisas que o ralem.
E para ficar ainda mais ralado, não há meio de o deixarem em paz e sossego!
Primeiro foi aquele lapso que ele teve, quando disse que nunca tinha tido acções da SLN porque confundiu com CPLP, ou TLP ou CTT, ou o caraças, é tudo letras e, como se sabe, Machete fez Direito, nunca ligou muito a letras…
Agora, é aquela história de Angola.
O homem pediu desculpa aos governantes angolanos e assegurou-lhes que a Procuradoria-Geral de República nada tinha de especial contra eles, que era só preencher uns formulários e tal – e afinal, Manchete não perguntou nada í Procuradora e parece que o homem violou o princípio da separação de poderes, coitado!…
Passos Coelho desculpou-o. Disse que ele tinha tido “uma expressão menos feliz”.
De facto, basta olhar-lhe para a cara.
Não há dúvida que ele não tem uma expressão nada feliz.
Diria mesmo que tem cara de cu í paisana, não fosse ser esta “uma expressão menos feliz”.
Um simpático adepto do Benfica entrou em campo, em Guimarães, para recepcionar uma camisola que um jogador lhe queria fazer o obséquio.
Um intrépido agente da autoridade achou que aquele gesto era um acto criminoso, uma vez que não é legal enveredar pelo terreno do jogo, ultrapassando as quatro linhas, a menos que se seja intérprete do jogo.
Vai daí, o intrépido agente atirou-se ao adepto, interceptando-o, no que foi auxiliado por outros agentes, igualmente intrépidos.
Jorge Jesus não gostou dessa atitude e tentou interditar a acção dos agentes de autoridade, interpusendo-se entre eles e o adepto, colocando até a sua integridade corporal em jogo – diz-se que até perdeu o relógio na refrega.
Ora, toda a gente sabe que as autoridades não gostam de ser postas em contrariedade e ficaram um pouco aturdidas com a atitude do treinador do Benfica, pelo que o acusaram de agressão e resistência.
Felizmente, Jorge Jesus tem um excelso advogado, de seu nome, Miguel Henrique, que já veio amansar os adeptos, dizendo que os incidentes “estão a ser extrapolados” – do verbo “extrapolar” («tirar uma conclusão com base em dados reduzidos ou limitados», segundo os dicionários).
E para quem acha que o advogado não foi suficientemente explicitado, ele acrescentou: que os incidentes tiveram origem “num conjunto de situações de algo que se queria como uma coisa boa – uma festa no final do jogo – e que se transformou noutra coisa menos positiva”.
É assim como quando a gente vai para uma grande jantarada e acaba a vomitar o resto da noite!
Cada treinador tem o advogado que merece…
Esse grande sintrense que, agora, afinal, diz que é um alfacinha de gema, explicou qual é a grande diferença entre a sua candidatura e a de António Costa: a ternura!
Com efeito, Fernando Seara afirmou que é a «dedicação í s pequenas coisas» que o distingue de Costa e prometeu que, caso seja eleito, vai «dar afecto í s pessoas».
Portanto, já sabe: se vive em Lisboa e se tiver o azar de passar a ter Seara como presidente da Câmara, prepare-se para ser lambuzado de beijinhos, afogado em festinhas e asfixiado com abracinhos deste simpático careca.
Recém-separado da sua esposa Judite, Seara deve estar carente e vai vingar-se nos munícipes da capital.
Coitados! Não queria estar na vossa pele!…
Nota: A toponímia é uma das características autárquicas. Portanto, Costa como candidato a Lisboa, está correcto – agora, o Seara, devia ser candidato em Beja, por exemplo…
Há pessoas que têm o seu lugar garantido no Olimpo.
São deuses na Terra.
Concedem-nos o privilégio de viverem entre nós e depois, a certa altura, elevam-se para a Casa dos Deuses.
Miguel Relvas é uma dessas pessoas.
Fez um curso superior com rapidez e equivalências, transformou um jovem e banal social-democrata num primeiro-ministro banal, acabou com freguesias de que ninguém sabe o nome e quase privatizou a RTP.
Com este brilhante currículo era natural que fosse chamado para um grande cargo, onde pudesse brilhar condignamente.
E finalmente, isso aconteceu!
Miguel Relvas foi nomeado Alto-Comissário da Casa Olímpica da Língua Portuguesa.
Não um comissário baixo ou de altura média, não! Um Alto-Comissário!
É o próprio Relvas que dá a notícia, através de comunicado, que parece um discurso de Passos Coelho (por que será?).
Diz ele: «Como condições prévias, exijo fazê-lo a título não oneroso e geograficamente abrangente, isto é, englobando, nas realidades culturais a promover, além dos países que têm comités olímpicos, aqueles territórios que, fazendo parte de outros países soberanos, têm com a cultura portuguesa uma conexão forte e associações que perseguem os mesmos fins que os comités olímpicos nacionais”.
Perceberam?
Eu não.
Enfim, a Casa Olímpica, de quem Relvas será Alto-Comissário fica no Rio de Janeiro e o homem terá como responsabilidade, «promover a língua portuguesa».
Estamos tramados!