O que é uma calúnia tosque?

Ainda havemos de saber por que razão Passos Coelho defende Miguel Relvas contra tudo e contra todos.

passos_relvasO Relvas é uma espécie de rei Midas ao contrário: em tudo o que toca, faz merda.

Foi a história da sua própria licenciatura, é a extinção das freguesias, as trapalhadas com a RTP, a transparência opaca da privatização falhada da TAP – tudo o Passos Coelho aguenta!

Ontem, no Parlamento, João Semedo, do Bloco, perguntou a Passos Coelho qual tinha sido o papel do Ervas no processo de privatização da TAP.

Irritado, Passos respondeu:

«A insinuação de que existe qualquer falta de transparência de membros do governo no processo de privatização não passa de uma calúnia tosque». (confirmar aqui)

Uma calúnia tosque?

Mas o que raio será uma calúnia tosque?

Passos fica tão nervoso quando atacam o seu querido Ervas que desata a falar com neologismos!

Perigoso…

Refundidos e mal pagos

—Mas que raio de ideia te trespassou, Passos!

Queres refundar o quê?

Fundar, refundar, fundir, refundir, afundar, transfundir, tresandar, tresmalhar, transmitir, retransimitir, formar, reformar, reformular, reorganizar, enfaralhar, enfarinhar!

Se fosses mas era refundar a tua prima!

Que aconteceu?

Acordaste um dia de manhã e pensaste: tenho que refundar isto!

Foi um tique? Foi um traque? Foi um flic-flac?

Foi o Relvas, foi o Gaspar, qual deles te fez avançar com esta ideia espectacular de querer refundar?

Refundar o memorando? Quando?

Vai refundar o raio que te parta!

Relvas, o da consciência tranquila

Afinal, a façanha de Miguel Relvas foi ainda maior do que pensávamos.

—A criatura, não só fez um curso completo em 365 dias, obtendo equivalência em 32 cadeiras, sem sequer lá por os pés, como conseguiu, ainda, obter aproveitamento em cadeiras que nem sequer existiam!

Segundo uma auditoria agora realizada, Relvas obteve aproveitamento nas cadeiras de Teorias Políticas Contemporâneas II e Língua Portuguesa III e IV, cadeiras essas que nem sequer existiam no ano em que homem se licenciou.

Muita coisa fica explicada, depois desta revelação.

Não tendo frequentado Teorias Políticas Contemporâneas, Relvas não pesca nada da política actual e não tendo, de facto, assistido a aulas de Língua Portuguesa III e IV, não percebe o significado de algumas frases feitas do nosso idioma.

“Consciência tranquila” é uma das frases feitas que o tipo não entende.

É que Relvas afirmou: «não tenho receio de nada, quero que tudo seja apurado, porque, como disse, fiz de acordo com a lei, de consciência tranquila, de boa fé».

Ora, estar de “consciência tranquila”, significa estar em paz consigo próprio. Como pode Relvas estar em paz consigo próprio, ao saber que a Universidade lhe ofereceu cadeiras que nem sequer existiam?

Estás a ver, Relvas? fez-te falta frequentares as cadeiras de Língua Portuguesa, pá!|

 

O que dá prazer a Passos Coelho

Que Passos Coelho era um triste, já a gente tinha percebido.

Agora, que o homem tivesse prazer com coisas estranhas, era algo que desconhecíamos.

Confrontado com a notícia do Expresso, de que a PJ terá escutado telefonemas dele, Passos Coelho disse esta coisa espantosa: «tenho todo o prazer em que essas escutas sejam tornadas públicas».

Eu tenho prazer com um grande cozido í  portuguesa, com um agradável passeio de bicicleta, com uma boa cambalhota, com um copo de cerveja gelada, com a leitura de um bom livro…

O primeiro-ministro tem prazer (todo!) com a divulgação das escutas!

Triste…

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Mitiga, Gaspar, mitiga…

—Gaspar gosta de utilizar palavras pouco usadas na língua portuguesa.

Começou por nos revelar um desvio colossal.

Falou, recentemente, num enorme aumento de impostos.

Prometeu reduzir a despesa para poder mitigar o aumento de impostos.

Eis aqui outras palavras que Gaspar pode usar:

– a tua folha de Excel é uma formidável merda

– usas umas camisas com uns punhos e uns colarinhos execráveis

– tens cara de anjinho mas deves ser um sacana inabalável

– diziam que eras um estupendo técnico mas cheira-me que és uma incomensurável fraude

– a tua política não é anódina, porque estás mesmo a foder isto tudo, pá!

O bom aluno

Na perspectiva da Sra. Merkel e na de Os Mercados, o bom aluno não é só aquele que absorve bem a matéria proposta e passa em todas as avaliações com distinção.

Para Merkel e Os Mercados, o bom aluno é, sobretudo, aquele que nunca questiona a matéria dada, nunca faz perguntas, nunca procura alternativas.

Estamos a ser governados por um bom aluno e estamos tramados!

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