Como se escolhe uma primeira dama? E uma segunda?

François Hollande anunciou publicamente que terminou a sua vida em comum com Valerie Trierweiler.

Diz a notícia do Público que Hollande vai aos EUA amanhã, como solteiro, sem acompanhante.

França está sem primeira dama!

A actriz Julie Gayet, com quem Hollande se encontrava, í s escondidas, de lambreta e capacete, não poderá ser primeira dama porque tem sido chamada amante – a menos que a República Francesa aceite uma primeira dama e uma primeira amante, para além de algumas concubinas…

Olhando para Hollande, surpreende o facto do homem ter seduzido mulheres como Segolene Royal, Valerie e Julie.

Qual será o seu segredo?

Para se ter duas damas, nada como se ter dois pénis, como este tipo, n’ est ce pas, François?…

http://acidezfeminina.com.br/mulheres/o-homem-com-dois-penis/

dois-penis1

A importância de se chamar Rajaonarimampianina

Para se ser chefe de Estado, há que ter um nome sólido.

Ninguém guarda respeito a um presidente chamado Zé ou Xico.

Mesmo Cavaco é um nome fraco (í“ Cavaco, não caias no buraco!).

Mas há nomes piores: a República Centro-Africana, que já teve um imperador chamado Bokassa, tem agora uma presidente, de seu nome, Samba-Panza.

Quem, naquele país anárquico, pode respeitar uma mulher com nome de música popular brasileira?

É por essas e outras que Madagascar não vai em cantigas e escolheu para Presidente Hery Rajaonarimampianina, em vez do anterior chefe de Estado, Marc Ravalomanana.

Faz toda a diferença!

Enquanto, antes, os habitantes de Madagascar gozavam com o Presidente, gritando: ó Ravalomanana, queres uma banana?… Com o novo Presidente, vão dizer o quê?… Rajaonarimampianina, pareces uma menina?

Não se atrevem, até porque o Raja…não sei quantos, parece tudo menos uma menina.

Madagascar rules!

“Deixa o Grande Mundo Girar”, de Colum McCann (2009)

Colum McCann nasceu em Dublin em 1965, mas vive em Nova Iorque, onde dá aulas de escrita criativa.

Deixa o Grande Mundo GirarEm 2009 publicou este Let the Great World Spin e, com ele, ganhou o National Book Award.

É um livro notável, emotivo, uma alegoria í  tragédia do 9/11 que, apesar de ser muito “americana”, toca-nos a todos.

O livro narra diversas histórias que têm um elo comum: o facto do funânbulo francês, Phillipe Petit, ter passado de um torre gémea para outra, equilibrando-se sobre o cabo de aço, a 7 de agosto de 1974.

Este facto verídico atravessa as histórias de um grupo de prostitutas de Bronx, de dois irmãos irlandeses, um deles padre, de um juiz e da sua mulher, que perderam um filho na guerra do Vietnam e de outras personagens, cujas vidas, banais, belas e dramáticas, como todas as vidas, acabam por ter algo a ver com aquele facto insólito e extraordinário: o de alguém se atrever a passear no espaço, entre as duas torres do World Trade Centre.

Gostei muito e aconselho.

 

 

A NSA espiou em Portugal

Edward Snowden confirmou que a agência norte-americana também espiou no nosso país, devassando telefonemas, mails e sms.

Eis alguns dos sms interceptados pela NSA:

1 – “Telmo: Leninha logo qd xegar a kasa vou te komer toda! 😄”

“Lena: Promeças, promeças!!!😍”

2 – “Vanessa: Tás a donde?”

“Márcio: Aki porra!”

3 – “Claudia: mano a mãe pargunta o ke keres para o jantar”

“Bruno: komida!”

A NSA desistiu de interceptar mais sms portugueses porque se confundiam com os polacos.

A sangria é nossa!

O Parlamento Europeu aprovou por 609 votos a favor e 72 contra, uma resolução que diz que a sangria, com essa designação, só pode ser produzida em Portugal e Espanha.

Se qualquer outro pais quiser produzir uma bebida que saiba a sangria, terá que chamar-lhe “bebida aromatizada í  base de vinho”.
De entre os 70 votos contra, destaca-se o do deputado português, Rui Tavares.

O líder do novo partido Livre justificou-se dizendo que foram tantas as matérias votadas que “não se lembra” de ter votado contra a sangria.

Se calhar, o Tavares já tinha bebida uns copitos de sangria…
Enfim, cada país tem a zurrapa que merece: o whisky para a Escócia, o champanhe para a França e, para Portugal, uma mixórdia.

Um café para Amoo Hadji

Amood Hadji é um aldeão iraniano que, segundo nos informa o Jornal de Notícias, não toma banho há 60 anos!

Hadji tem 80 anos, vive em Dezgah, no sul do Irão, alimenta-se de animais que caça, está coberto de “grossas camadas de crosta na sua pele e barba” e gosta “de fumar charutos feitos com esterco de animais que pastam nas redondezas”.

Diz Hadji que não toma banho desde os 20 ano, “mas não sabe o que o levou a optar por esta vida”.

É aqui que entra o estudo publicado na revista norte-americana Nature Neuroscience, segundo o qual, o consumo de cafeína pode melhorar a memória.

Por isso, toca a obrigar o Hadji a beber umas bicas, a ver se o tipo se lembra por que razão deixou de tomar banho.

E a seguir, mergulha-se o gajo no Golfo Pérsico.

Recalibrados e mal pagos

O Plano B, afinal, existia.

Aquele ministro todo pinoca, Marques Guedes, anunciou-o tranquilamente: os reformados e pensionistas vão ser recalibrados.

O Passos Coelho vai colocar os velhotes numa máquina inventada pelo Paulo Portas, que é assim uma espécie de balança, e que tem uns botões que, depois de devidamente regulados, exibem, num mostrador, que parte da reforma é que a Maria Luís Albuquerque vai sacar aos velhinhos.

Claro que há uma linha vermelha, absolutamente irrevogável, que Portas não admite que seja ultrapassada e, quando isso acontece, a máquina faz soar um alarme e Portas vem salvar o velhinho e devolve-lhe a reforma toda, com um abraço e tudo!

Agora, sempre vamos ver se os juízes do Tribunal Constitucional têm a lata de dizer que isto também é inconstitucional!

reformados

Massagem de Natal de Passos Coelho

Só agora comento a mensagem de Natal do nosso querido primeiro-ministro porque fiquei tão emocionado com ela que tenho passado os dias a chorar e não quis molhar o teclado do portátil.

Hoje, já mais restabelecido da emoção, arranjei coragem para compor estas linhas.

Passos Coelho disse-nos, por exemplo, que «o desemprego tem vindo a descer mês após mês, e em particular, o desemprego jovem».

Claro que os registos do Instituto Nacional de Estatística mostram que, em Dezembro de 2012, os jovens desempregados, entre os 15 e os 24 anos, eram 243 mil e que, este ano, esse número subiu para 260 mil – mas todos nós sabemos o que são estatísticas, não é?

Se dizem que cada dois portugueses comem, em média, um frango, e o outro português não gostar de frango, isso quer dizer que eu como o frango todo – o que não é verdade!

Mas Passos disse mais.

Disse que a nossa «economia começou a crescer e acima do ritmo da Europa».

E vieram logo dizer que a economia portuguesa recuou 2% no primeiro trimestre deste ano, em relação ao período homólogo do ano passado, enquanto que, na União Europa, essa quebra foi apenas de 0,1%.

Francamente, baterem no homem por ninharias!

O que são 1 ou 2% a mais ou a menos se não pentelhinhos?!

Finalmente, o nosso valoroso primeiro-ministro afirmou que «face ao 1º trimestre de 2013 houve 120 mil postos de trabalho criados.»

E vieram logo dizer que era mentira, que, afinal, apenas se tinham criado 22 mil novos postos de trabalho!

É preciso ter espírito de contradição! 120 mil, 20 mil – qual a diferença?

Perguntem aos 20 mil novos empregados se estão satisfeitos ou não?

Dizem também que emigraram mais de 100 mil portugueses este ano?

E depois? Se esses estiverem desempregados, a culpa é dos países para onde foram! O nosso competente primeiro-ministro não tem culpa nenhuma!

Em resumo: Passos não quis estragar-nos o Natal.

Não é nesta altura do ano que se diz í s criancinhas que o Pai Natal não existe.

Nesse sentido, Passos Coelho decidiu que, em vez de nos enviar uma mensagem, seria mais suave dar-nos uma massagem de Natal.

Massajou-nos bem com aquelas palavras doces, para nos poder continuar a lixar por mais dois anos…

passos coelho natal (2)

 

Conto de Natal

Era uma noite fria de Dezembro e a neve caía em espessos flocos sobre os camelos e os seus ocupantes.

Eram três reis que se diziam magos e que vinham em busca do Menino para lhes ofertarem desemprego, miséria e recessão.

Chamavam-lhes troika e eles não se importavam com o insulto.

Por cima do estábulo, uma estrela cadente parou o seu percurso e fixou-se no firmamento.

Lá dentro, Pedro e Maria Luis, abençoados pelo olhar vazio de Aníbal, admiravam o menino, acabado de dar í  luz.

Chamaram-lhe Orçamento e nasceu para nos lixar em 2014…