Helder Rosalino, secretário de Estado responsável pelas alterações na Função Pública: «Compreendo e vivo o desânimo dos funcionários públicos».
Compreendes?
Vives?
Vai dar banho ao cão, Rosalino!
aqui desde 1999
Bill de Blasio, o candidato democrata derrotou e esmagou o seu adversário republicano e vai ser, a partir de janeiro, o novo mayor de Nova Iorque.
O DN esclarece-nos, na primeira página, «quem é o homem que vai mandar em Nova Iorque: tem 52 anos, 1,95 m, uma mulher negra e ex-lésbica e dois filhos mulatos».
Se a mulher, além de negra e ex-lésbica, fosse também coxa e invisual, Bill de Blasio poderia ser Presidente dos EUA!…
O secretário de Estado da Saúde, Leal da Costa, quer proibir os médicos e médicas de usarem anéis, pulseiras, gravatas e outros adornos porque, segundo ele, esses objectos são veículos de transmissão de infecções.
De facto, se examinarmos ao microscópio as gravatas ou os anéis dos médicos e médicas, encontraremos matilhas de estafilococos, cáfilas de estreptococos, cardumes de psudomonas.
E que dizer das solas dos seus sapatos, ou dos fundilhos das suas calças?
E sabe-se lá por onde andaram as camisas dos médicos e as cuecas das médicas!
Por isso, o mais higiénico seria os médicos e médicas, assim que chegam aos hospitais, despirem-se, tomarem um banhinho e seguirem para as enfermarias assim, tal e qual, ao natural.
Para dar o exemplo, Leal da Costa já começou por rapar o alto da cabeça…
Segundo o DN, “o Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, veio a público afirmar que o rosto do seu antecessor, Hugo Chávez, apareceu numa rocha durante a escavação do metropolitano de Caracas.”
Maduro, vestido com aquele fato de treino tricolor lindíssimo, mostrou a foto de uma rocha onde ele diz que se pode ver o rosto do Chávez, assim como se fosse uma espécie de sudário.
Na minha opinião, a única explicação para este fenómeno é esta: Chávez não morreu de cancro na próstata, mas sim atropelado pelo metro de Caracas.
Ou então, Maduro não tem tomado os psicotrópicos…
Segundo o DN, o livro de José Sócrates, A Condição do Mundo – A Tortura em Democracia, tornou-se num best-seller instantâneo.
Os portugueses, sentindo-se torturados pelas medidas de austeridade do governo, devem ter pensado que Sócrates, graças ao curso que tirou em Paris, descobriu algum esquema milagroso para nos livrarmos da troika.
Porque o que nos está a acontecer, é uma verdadeira Tortura em Democracia!
Mas parece que o livro até nem fala de Portugal…
O grande êxito de vendas deste livro demonstra que vale a pena chamar bandalho ao Santana Lopes, estupor ao Schauble e filhos da mãe ao gajos de direita.
Ainda segundo o DN, o Pingo Doce decidiu cancelar a encomenda de 250 exemplares do livro de Sócrates, que deveriam ser vendidos naquela cadeia de supermercados.
Se bem se lembram, o chefe do Pingo Doce, Soares dos Santos, não morre de amores por Sócrates. E vice-versa.
Em 2010, o grossista acusou Sócrates de mentir ao país, e o ex-primeiro-ministro respondeu, dizendo que “não basta ser rico para ser bem-educado” (conferir aqui).
Ao fim da tarde, no entanto, a administração da Jerónimo Martins reviu a sua decisão, e parece que o livro de Sócrates estará í venda no Pingo Doce.
Negócio é negócio e, se o livro se vende bem, toca a vendê-lo, nem que o autor seja um grande mentiroso!
Finalmente, o DN diz que, neste momento, no que respeita a volume de vendas, o livro de Sócrates só é suplantado pelo novo álbum do Astérix.
Quem diria?
Banda desenhada e tortura em democracia – os dois grandes interesses literários dos portugueses.
Como diria Sócratix: “Estes portugueses são loucos!”
Nas Jornadas Parlamentares do PSD/CDS, Paulo Portas, a propósito das crises da Irlanda e da Grécia, disse:
«Antes ser celta que grego».
Eu acrescentaria: antes grego que ucraniano.
Ou: antes ucraniano que kosovar.
E: antes kosovar que tutsi.
E diria mesmo: antes tutsi que palerma.
O Coiso teve acesso ao Guião da Reforma do Estado.
É assim:
Cena única:
Dia cinzento. Subúrbios de uma cidade. Prédios degradados. Ruas desertas.
A câmara aproxima-se do Estado, que caminha encurvado.
Grande plano do Estado. Ar triste e cansado. Olheiras.
Entra em casa.
Plano da sala, quase sem móveis. Alcatifa degradada. Ao fundo, uma televisão antiga passa imagens dos debates sobre o Orçamento. Sem som.
O Estado senta-se num sofá que precisa de ser renovado.
Afunda a cabeça nas mão.
Chora.
Grande plano do Estado. Lavado em lágrimas.
Grita: “Estou reformado! Estou reformado e estou fodido!”
Fade out.
Segundo o ministro da Economia, Pires de Lima, «o nosso objectivo é começar a negociar um programa cautelar nos primeiros meses de 2o14».
No entanto, segundo o primeiro-ministro, Passos Coelho, chefe do Lima, «só no dia em que fecharmos o actual programa saberemos se é preciso um programa cautelar ou se é outra coisa».
Partindo do princípio de que não vai ser “outra coisa”, o que será um programa cautelar?
Pelo nome, poderá ser assim: a Maria Luís pega na dívida, divide-a em cautelas e vende-as. Como ninguém quererá comprar cautelas de dívida portuguesa, seremos nós, os contribuintes portugueses, obrigados a comprá-las.
Depois, haverá um sorteio, na Santa Casa da Misericórdia, e a dívida sairá a um de nós.
Se não for isto, o programa cautelar, será “outra coisa”, como tão bem explicou Passos Coelho.
E é por isso que a diferença entre um programa cautelar e acautelar um programa é a mesma que existe entre corpo consular e consolar o corpo…
…ou entre a olho nu e no olho!
Lembram-se de Sócrates como primeiro-ministro?
Estão a ver o Passos Coelho como primeiro-ministro?
Agora, imaginem o Sócrates como primeiro-ministro e Passos Coelho como vice primeiro-ministro!…
Medo!…
Não consigo imaginar actividade mais monótona do que escutar o telemóvel de Angela Merkel!
í“ Obama, get a life!