Há alturas em que um tipo mais valia estar calado.
Foi o caso do famigerado Mário Nogueira, o líder sindical dos professores.
Ontem, os professores organizaram mais uma manifestação na avenida da Liberdade (por este andar – e como não é provável que, nos próximos milénios, o PCP forme governo – os professores estão condenados a desfilar na avenida todos os anos…).
Dezenas de autocarros, repletos de professores, vinham do Norte, a caminho de Lisboa quando, ali para os lados de Santa Iria da Azoia, ficaram bloqueados na auto-estrada.
Mais í frente, um camião cheio de porcos tinha-se despistado, atravessando-se na estrada. Muitos porcos morreram, mas muitos outros passeavam-se tranquilamente pela auto-estrada ou espojavam-se na lama das bermas.
E o que disse Mário Nogueira a este propósito?
Disse, entre outras coisas, isto:
«Não considero que fosse de propósito, até porque se calhar o governo não tinha dinheiro para comprar um autocarro de porcos e atirá-los ali para o meio. Agora, aquilo… Não quero dizer que foi de propósito, mas foi estranho».
E ainda disse mais:
«Vamos exigir uma reunião ao ministro da Administração Interna para pedir explicações e protestar contra a forma como a polícia actuou».
Mais nada!
Contra os porcos, marchar, marchar!
Se fosse professor, mudava de sindicato!
No mínimo!…