A felicidade de um trotskista

Ontem ouvi o Louçã contar uma história que me deixou os cabelos em pé.

Foi numa espécie de reportagem intimista que a RTP fez com os candidatos dos principais partidos.

Louçã contou que conheceu Marcello Caetano aos 14 anos, em casa de uns amigos dos pais.

E então, o Sr. Professor perguntou-lhe: “E tu, meu menino, vais estudar para que faculdade?”

E o Louçã respondeu: “Vou para Económicas”.

O Marcelo fez uma cara feia e exclamou: Ui! É só comunistas!”

Conclui Louçã: “Foi um dos dias mais felizes da minha vida!”

Um dos dias mais felizes da vida do Louçã foi quando o Marcelo Caetano lhe disse que a faculdade de Economia era um antro de comunistas?

Que triste tem sido a vida de Francisco Louçã!…

Cavaco subLima

Com que então, Dr. Cavaco, o Lima foi í  vida!

Então, o senhor não disse que só tratava desta palermice das escutas depois das eleições?

Então pí´s o Lima no olho da rua porquê?

Afinal o Lima sempre inventou a história das escutas?

E não foi o senhor que o mandou inventar?

Não sei porquê, mas isto faz-me lembrar a história do Lopes da Mota, o da Eurojust, que diz que pressionou os juízes que estão a tratar do caso Freeport.

O Mota pressionou?

A mando do Sócrates?

O Lima inventou?

A mando do Cavaco?

Cheira-me que esta história deve deixar, na boca do Dr. Cavaco, um sabor a lima-limão.

Amargo.

“Gran Torino”, de Clint Eastwood

grantorinoClint Eastwood é Walt Kowalski, um americano de origem polaca que andou na guerra da Coreia e, agora, vive num bairro dos subúrbios, rodeado de emigrantes.

Logo na casa ao lado, vive uma família de vietnamitas; o barbeiro, é um italo-americano; logo ao virar da esquina, afro-americanos aos magotes.

Walt é viúvo, dá-se mal com os filhos, tem um feitio intratável, passa o dia a beber cerveja e a fumar cigarros e está doente. Tem a voz rouca e grave, tosse e cospe sangue. Vai ao médico, mas até o seu velho médico se foi embora, sendo substituído por uma jovem médica de origem asiática.

Walt trabalhou muitos anos na Ford e tem um velho Ford Gran Torino, em excelente estado de conservação.

Um gangue de adolescentes de origem asiática convence um dos vizinhos de Walt a iniciar-se no mundo dos gangues, roubando-lhe o carro.

O adolescente tenta, mas não consegue e, na sequência desse episódio, nasce uma amizade entre o velho Walt e o jovem asiático.

Mais um grande filme do Clint Eastwood, que é como vinho do Porto – quanto mais velho, mais valioso.

A polícia de rastos

Foto e legenda publicados hoje, no Diário de Notícias.

policiaderastosSerá que já é assim que os polícias fazem juramento de honra?

Ai Sócrates, Sócrates – deixaste os polícias de rastos!

(Espero que o Sócrates não leia este texto, caso contrário ainda sou capaz de levar electrochoques, como o director do Público, coitadinho!…)

Manuela merdosa, perdão, medrosa!

A D. Manuela está com medo de viver em Portugal. Diz que Sócrates asfixiou o país, acabou com um jornal televisivo, pressionou um director de jornal e até anda a escutar o que diz o Presidente.

A D. Manuela, transida de medo, diz que todos os funcionários públicos, os que trabalham nas escolas e nos hospitais sabem que têm que ter cuidado com a língua porque podem estar a ser escutados por alguém ligado ao Governo, que logo fará deles queixa ao Sócrates.

A D. Manuela que, obviamente, está já na fase do delírio democrático, diz:

“Não aceito viver num país onde um director de jornal suspeita  que está sob vigilância”.

Percebemos perfeitamente.

D. Manuela: faça favor de se mudar, por exemplo, para a Eslovénia.

Obrigado.

A libertação de al-Zaidi

O único homem no mundo que teve a coragem de atacar George Bush, atirando-lhe com um par de sapatosÂ í  cara, foi libertado.

Condenado a 9 meses de prisão, o jornalista al-Zaidi revelou que foi torturado na prisão: simulação de afogamento, choques eléctricos e chicotadas foram alguns dos mimos com que foi presenteado.

Foi para aprender a ter mais pontaria!

Agora, já prometeu que vai treinar intensamente e, da próxima vez que atirar com sapatos í  cara de um chefe de Estado, não falhará!

A padeira de Aljubarrota

A D. Manuela não quer nada com os espanhóis!

A D. Manuela é uma nova padeira de Aljubarrota, correndo com os castelhanos í  pazada!

A D. Manuela quer-nos manter aqui, neste cantinho, longe de tudo e de todos.

Pobres, mas honrados!

A D. Manuela já não tem idade para fazer figuras destas.

Faça o favor de se retirar.

Obrigado.