Cavaco retirou-se para a Madeira, onde está a reflectir sobre o que vai fazer a seguir: indigitar Costa, manter Coelho em gestão, nomear um governo de sua iniciativa ou emigrar para o Botswana e passar o resto dos seus dias a apanhar fezes de elefante.
Consequências da queda do PAF
O Passos Coelho volta para a Tecnoforma.
Paulo Portas vai reeditar o Independente.
Cavaco vai vender gasolina para Buliqueime.
A Maria foi dar com o Cavaco a chorar e a murmurar: vou ficar na História como o unico presidente que deu posse a um governo de bolcheviques, mencheviques e trotkas!…
Ouvi dizer que vão pí´r uma estátua do Lenine no Terreiro do Paço!
Ai Maria que vão pí´r a foice e o martelo na bandeira nacional!
Costa e os 3 Mosqueteiros: Martins, Sousa e aquela gaja dos verdes cujo nome não me lembro
í“ Maria, esconde as crianças que vêm aí os comunistas!
Primeira medida do António Costa: geminar Lisboa com Moscovo, Tirana e Pyong Yang.
Maria, manda alguém í farmácia comprar Kompensan! A puta da azia não me larga!…
“1927 – Aquele Verão”, de Bill Bryson (2013)
Bill Bryson é especialista em, a partir de um determinado facto, contar-nos toda a história envolvente.
Assim foi, sobretudo, com Breve História de Quase Tudo (2003), mas quase todas a suas obras são verdadeiras enciclopédias de pequenas curiosidades sacadas do fundo dos arquivos, recortes de jornais, de livros esquecidos.
Este One Summer: America, 1927 é, talvez, o menos interessante de todos os livros de Bryson que já li, exactamente porque é “demasiado” americano.
O livro descreve, em pormenor, os principais factos que tiveram lugar nos Estados Unidos, de Maio a Setembro de 1927 – e foram muitos, sendo que o principal de todos foi a travessia do Atlântico por Lindbergh.
Mas houve muitos outros e Bryson fala-nos de Henry Ford e do seu modelo A, de Babe Ruth e dos seus home runs (aqui, o livro é um pouco enfadonho, até porque não pesco nada de basebol), de Sacco e Vanzetti, de Jack Dempsey e dos seus socos demolidores, de Al Capone, de Herbert Hoover, etc.
Como sempre, ler Bryson é um festival de cultura geral.
Outros livros de Bill Bryson: Em casa – Breve História da Vida Privada (2010), A Vida e as Aventuras do Rapaz Relâmpago (2006), Crónicas de uma Pequena Ilha (1998), Por Aqui e Por Ali (1992), Notas Sobre um País Grande (1999), Made in America (1994).
A coisar na net há 16 anos
Fez no passado dia 1 de Novembro 16 anos que meti o Coiso na net.
Como qualquer Coiso que se preze, também este passou por várias fases. Há uns anos que estacionou em WordPress, mas mantém-se activo.
Para recordar algumas dessas fases, é só seguir este link.
Versos de esquerda
Poema de militante anónimo do PCP, encontrado num contentor junto í sede da Soeiro Pereira Gomes.
Jerónimo de Sousa
Está toda a gente nervosa
Estamos pendurados afinal
Do teu comité central
A Catarina aprovou
O PS aceitou
Os Verdes vão assinar
E vocês, vão borregar?
Estás velho, um farrapo
E vais engolir mais um sapo
A política é uma trampa
E Cunhal í s voltas na campa…
Assis ao ataque!
Assis assustou-se com a coligação de esquerda.
Diz que António Costa tem sede de poder – Assis deve ter fome de comer.
Vai daí, organizou uma comezaina na Bairrada.
Os assissistas, seguristas e anti-costistas em geral, vão empanzinar-se de leitão e conspirar.
Assis assistiu í derrota eleitoral do rival e regozijou, mas o rival transformou a derrota em vitória, com a ajuda dos marxistas-leninistas e dos trotkistas.
Sacrilégio!
Assis assestou as suas críticas a partir de Bruxelas, para onde se auto-deslocalizou, e no fim de semana vai para a Bairrada fazer oposição interna.
Assis assustou-se, assistiu e assestou.
São muitos ésses.
Este Assis não é nenhum santo…
Onomatopeias presidenciais
Tudo começou com o PAF – sigla de Portugal í Frente.
Quando os cérebros do PSD e do CDS se lembraram de cunhar a sua coligação com esta sigla, todos nos lembrámos do Astérix e do Obélix a dar estaladas nos romanos – e era impossível não pensar que Passos e Portas estavam, de certo modo, a dar-nos umas estaladinhas na cara, como quem dizia “ainda não estás farto de austeridade, meu tolo? Toma lá mais uma! PAF! PAF!”.
O PAF passou í história, já que vencendo, perdeu as eleições, mas chegou agora o SNAP.
SNAP é a sigla de Sampaio da Nóvoa í Presidência.
Assim, como um estalar dos dedos, entrámos na era das onomatopeias eleitorais.
O professor universitário e o seu director de campanha deviam estar os dois muito ralados, sem saberem como dar a volta í s sondagens, cada vez mais desfavoráveis, até que tiveram esta ideia brilhante.
Ainda pensaram em CROINK ou ZUNK, mas acabaram por se decidir por SNAP!
Agora, são os outro candidatos que estão í nora.
Que onomatopeia escolher?
Maria de Belém í Presidência daria MBAP, que é difícil de pronunciar.
Também Marcelo Rebelo de Sousa a Belém, seria MRSB. Muito mau!
Por exemplo, para a candidatura de Maria de Belém, poderíamos escolher BANG – Belém A Nossa Garina, e Marcelo poderia escolher BAM – Bora Anda Marcelo!
Aquele velhote simpático, que se chama Henrique Neto, podia escolher CRUNCH porque soa bem.
Assim, no boletim de voto, figurariam as candidaturas de BAM, BANG, SNAP e CRUNCH.
Seria bem divertido, sobretudo depois do triste Cavaco ter feito KABOOM!
Afinal, Cavaco é comunista
Só agora se descobriu.
Só agora se tornou óbvio que toda a governação cavaquista, ao longo de mais de uma década e mais outra década de presidência, fizeram parte de uma estratégia a longo prazo para preparar o caminho ao Partido Comunista para, finalmente, fazer parte do governo da Nação.
Mesmo o discurso  que Cavaco fez após as eleições de 4 de Outubro, que todos consideraram ser crispado e de crítica í possibilidade da formação de um governo PS/PCP/BE, não passou de poeira para os nossos olhos – foi só para disfarçar…
Disseram os comentadores que Cavaco, ao ser tão duro, apenas reforçou a vontade dos partidos da esquerda se unirem – ou seja, Cavaco fez de propósito.
Sabe-se agora que, enquanto esteve a doutorar-se, na Universidade de York, nos anos 70, Cavaco foi recrutado pelo KGB e era ele que, em segredo, escrevia os discursos de ílvaro Cunhal, depois do 25 de Abril.
Para manter o disfarce, Cavaco aderiu ao PSD e tornou-se seu líder, para assim poder melhor preparar o caminho í chegado do PCP ao Poder.
Agora, pode retirar-se descansado.
Missão cumprida!
“HHhH – Operação Antropóide”, de Laurent Binet (2009)
Vencedor do Prémio Goncourt para primeira obra, este romance de estreia de Laurent Binet é, de facto, inovador.
Inovador no modo como Binet nos conta a história, lutando constantemente contra a tentação de romanceá-la.
A chamada Operação Antropóide consistiu no plano para assassinar Reinhardt Heydrich, o chefe dos Serviços Secretos nazis, da Gestapo, o inventor da “solução final” para extermínio dos judeus.
Heydrich era conhecido como o “Himmlers Hirn heibst Heydrich” (o braço direito de Himmler – daí o título do livro).
Depois de muito planearem, dois pára-quedistas, um checo e outro eslovaco, conseguem matar o “carrasco de Praga” mas, depois de muitas mortes de inocentes, acabam também por ser apanhados e suicidam-se, juntamente com outros companheiros da resistência checa, depois de oito horas de cerco.
Claro que isto dava para escrever um daqueles romances de 600 páginas sobre a 2ª Guerra Mundial, mas Binet tenta descrever os factos de uma maneira quase jornalística e, quando a escrita lhe foge para o romance, autocritica-se imediatamente.
A 2ª Guerra Mundial é uma fonte inesgotável de histórias e não é fácil escrever mais um livro sobre esse tema, e escrevê-lo de forma diferente.
Gostei.
Deixem o Cavaco em paz!
O homem está em fim de mandato, está velho e acabado, parece que anda adoentado e é agora, que o bolcheviques decidem apoiar os mencheviques e os trotkas se juntam í molhada, todos numa coligação que faz o Lenine, mesmo embalsamado, dar voltas no túmulo. Só é pena o Garcia Pereira ter sido afastado do MRPP, quando não, até os maoistas apoiariam este verdadeiro eixo do mal, que se prepara para deixar o Cavaco í beira do esgotamento.
Palmas para eles, portanto!



